Classificação Spauding

Classificação Spaulding dos artigos da CME

Para ajudar os profissionais a escolher as melhores estratégias de limpeza e desinfecção para equipamentos e equipamentos cirúrgicos e hospitalares, H. E. Spaulding desenvolveu um método de classificação de itens de acordo com o risco de infecção do paciente em 1968. A famosa Classificação Spaulding nasceu.

Todos nós sabemos que os centros cirúrgicos e tudo o que está envolvido devem ser tratados de forma adequada para evitar a propagação de infecções entre pacientes e entre médicos e pacientes, e vice-versa. O centro de desinfecção do hospital é responsável pela cirurgia e suprimentos hospitalares. Entre eles, os profissionais de saúde devem transportar classificar, desmontar, limpar, desinfetar, esterilizar, armazenar e distribuir os itens processados.

Os materiais hospitalares são materiais utilizados para prevenir danos à saúde das pessoas ou restaurar a saúde e são necessários para a prestação de cuidados de enfermagem. Têm uma grande variedade de utilizações e são as mais versáteis, podendo ser descartáveis ​​ou permanentes, esterilizados ou não estéreis.

As equipes de enfermagem desempenham um papel importante na manutenção dos itens hospitalares em suas unidades de trabalho, seja em ambulatórios, unidades de base ou outros departamentos onde atuam. Para sua previsão e fornecimento, devem ser considerados a demanda do consumidor, as condições de armazenamento, o prazo de validade do produto e o período de esterilização.

Os itens utilizados nos serviços de saúde são divididos em três categorias de acordo com o grau de risco de infecção do paciente: crítico, semicrítico e não crítico. Esta classificação orientará a seleção do processo de desinfecção ou esterilização a ser utilizado.

Classificação dos Artigos, Segundo Spaulding

Artigos críticos – são aqueles que penetram nos tecidos sub-epiteliais da pele e mucosa, sistema vascular ou outros órgãos isentos de microbiota própria. Ex.: instrumentos de corte ou ponta; outros artigos cirúrgicos (pinças, afastadores, fios de sutura, cateteres, drenos etc.); soluções injetáveis.

Processo: esterilização

Artigos semicríticos – são aqueles que entram em contato com a mucosa íntegra e/ou pele não íntegra. Ex.: material para exame clínico (pinça sonda e espelho); condensadores; moldeiras; porta-grampos.

Processo: esterilização ou desinfecção de alto nível.

Artigos não críticos – são aqueles que entram em contato com a pele íntegra ou não entram em contato direto com o paciente. Ex.: termômetro; equipo odontológico; superfícies de armários e bancadas; aparelho de raios X.

Processo: esterilização de nível intermediário.

CLASSIFICAÇÃO DOS PROCEDIMENTOS CLÍNICOS

Procedimento crítico – todo procedimento em que haja presença de sangue, pus ou matéria contaminada pela perda de continuidade do tecido.

Procedimento semicrítico – todo procedimento em que exista a presença de secreção orgânica (saliva), sem perda de continuidade do tecido.

Procedimento não crítico – todo procedimento em que não haja a presença de sangue, pus ou outras secreções orgânicas, inclusive saliva.

Limpeza de equipamentos, dispositivos e materiais médico-hospitalares

O Sistema de Classificação Spaulding orienta os métodos de reprocessamento usados nos equipamentos, dispositivos e materiais médico-hospitalares. O primeiro tipo de reprocessamento ao qual os artigos devem ser submetidos é a limpeza, que remove toda a sujeira visível, os detritos e outros materiais favoráveis para a sobrevivência e o crescimento dos micro-organismos. Todos os instrumentos ou dispositivos devem ser limpos de forma adequada para garantir que qualquer material inorgânico ou orgânico remanescente no item não interfira com os processos de descontaminação e esterilização. Além disso, os materiais sujos que secam ou torram e endurecem nos itens durante a esterilização dificultam o processo de remoção, tornando a desinfecção ou esterilização menos eficaz ou até mesmo ineficaz.

A limpeza de equipamentos, dispositivos e materiais médico-hospitalares envolve a remoção de material estranho (como detritos) e material orgânico (como sangue ou tecidos) dos objetos e normalmente é feita com água e detergentes ou produtos enzimáticos.

Os fabricantes dos equipamentos recomendam método de limpeza e agente desinfetante adequado, e os PASs devem seguir essas recomendações. A limpeza e a descontaminação devem ser realizadas logo após os itens serem usados.

Itens que foram usados em um paciente e serão limpos devem ser considerados contaminados independentemente de onde serão reprocessados no hospital (em áreas de assistência ao paciente, áreas especiais ou processamento central). Dessa forma, toda a equipe que processa os instrumentos contaminados deve usar os equipamentos de proteção individual (EPIs), incluindo aventais, luvas e proteção para rosto e olhos, e deve receber treinamento adequado sobre as técnicas de limpeza. Os itens com partes removíveis devem ser desmontados, e é necessário ter cuidado para garantir que todas as partes sejam mantidas juntas a fim de permitir a remontagem correta.

Os equipamentos médico-hospitalares podem ser limpos manualmente ou com equipamento de limpeza automatizado; entretanto, a limpeza automática é o método preferido. A limpeza manual envolve o uso de um detergente com pH neutro e fricção na superfície do item para remover os detritos.Embora consuma mais tempo do que os métodos automáticos, ela é usada com frequência em objetos delicados ou de limpeza difícil que não podem ser processados por sistemas automáticos.

A limpeza automática envolve equipamentos ou sistemas que automaticamente processam itens contaminados, como, por exemplo, máquinas ultrassônicas, lavadoras descontaminadoras, desinfectoras e esterilizantes. O aparelho de ultrassom usa ondas sonoras de alta frequência e alta energia para soltar sujeira e materiais orgânicos de modo que possam ser removidos com facilidade durante o processo de enxague. Nem todos os dispositivos toleram a limpeza com ultrassom, portanto, o usuário deve consultar as instruções do fabricante para determinar a compatibilidade com esse processo de limpeza. Da mesma forma, uma lavadora descontaminadora/lavadora desinfectora limpa e desinfeta por meios térmicos e químicos. As lavadoras esterilizadoras automáticas lavam e enxaguam os itens antes de submetê-los a vapor e calor.Por causa da alta temperatura usada durante a fase de esterilização, qualquer detrito remanescente pode endurecer e aderir ao material.

Tão importante quanto manter os instrumentos de trabalho esterilizados e limpos, é ter produtos de qualidade para auxiliar no trabalho. A Sanders do Brasil, empresa referencia em Biossegurança, oferece as melhores soluções para profissionais que prezam pela qualidade. Tire suas dúvidas sobre os nossos produtos fale com nossos especialistas.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.