Teste de ATP: Quando a limpeza é importante, o conhecimento é poder

Sistemas de monitoramento de higiene de trifosfato de adenosina (Teste de ATP).

 A limpeza do ambiente e do equipamento é uma parte essencial da prevenção e controle de infecções e desempenha um papel vital na prevenção da disseminação de infecções.

Cada instalação deve ter uma estratégia para auxiliar e manter níveis muito elevados de padrões de limpeza. 

O monitoramento ideal desses padrões de limpeza são possíveis por meio de auditorias regulares e consistentes.

Benefícios do Teste de ATP

Uma ampla gama de indústrias pode se beneficiar com o uso de testes de ATP.

É importante verificar ativamente a eficácia dos procedimentos de limpeza para proteger seu negócio.

Embora o ATP não meça os vírus, esses resultados demonstram que as medições de ATP podem ser úteis para avaliar a eficácia das intervenções de higiene destinadas a prevenir a disseminação viral no local de trabalho.

Validação da limpeza das mãos – o Teste de ATP pode ser usado para verificar as técnicas de lavagem ideal e a limpeza das mãos dos funcionários quando usado diretamente na pele. 

Ao fazer esse tipo de teste, é importante identificar os níveis de aprovação / reprovação adequados, levando em consideração os níveis de ATP que ocorrem naturalmente nas células da pele.

Benefícios:

  • Método rápido, eficaz e preciso de validação das práticas de limpeza;
  • Evita violações de segurança que podem levar o fechamento ou multas;
  • Ferramenta de treinamento para educar a equipe sobre a importância de uma limpeza completa;
  • Verifica se as áreas de alto contato em suas instalações foram devidamente limpas;
  • Garante ao público que as superfícies foram testadas para vírus vivos e higienizadas;
  • Melhora os procedimentos de saneamento incorporando testes de rotina para traços virais;
  • Aumenta os dados de teste e monitoramento para apoiar seus procedimentos de saneamento;
  • Compartilhar relatórios com membros da equipe em reuniões regulares inicia uma conversa sobre oportunidades de melhoria e reforça positivamente os sucessos;
  • A higienização imediata após um teste positivo no local evita maior exposição ao vírus.

Por que considerar o Teste de ATP

Superfícies que são diariamente tocadas, assim como maçanetas, interruptores de luz, teclados, botões de elevadores, entre outros, representam rotas prováveis ​​para a propagação da infecção. 

Fômites, objetos inanimados ou superfícies que servem bem como veículos de transmissão microbiana são contaminados por indivíduos infectados através de contato direto ou pela sedimentação de aerossóis criados por espirros ou tosse. 

Os vírus são então transferidos para as mãos dos indivíduos que tocam essas superfícies e são subsequentemente introduzidos no local da infecção (ou seja, nariz, boca ou olhos). 

Como esses vírus sobrevivem em fômites durante algumas horas, dias ou semanas, as superfícies contaminadas representam um meio importante de transmissão de doenças infecciosas.

Escolhendo o Sistema ATP Certo

Existem muitos sistemas ATP disponíveis no mercado para apoiar a verificação de limpeza e higienização em fábricas. 

Por isso, alguns sistemas são mais confiáveis ​​do que outros e fornecerão resultados significativos, precisos e repetíveis. 

Certifique-se, portanto, de não escolher um sistema apenas com base em seu preço. 

Verifique a qualidade do instrumento, pergunte ao representante de vendas que tipo de dispositivo óptico é utilizado na construção do instrumento.

Além disso, faça uma avaliação executando testes de sensibilidade e repetibilidade. 

Também é importante considerar a funcionalidade e usabilidade do software fornecido com o sistema.

Isso garante que o software possa ser usado para personalizar planos de amostra.

Além disso, armazenar resultados de teste assim como, produzir relatórios e gráficos.

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A Sanders do Brasil possui soluções para biossegurança, como lavadoras ultrassônicas, reprocessadoras de endoscópios, termodesinfectoras, secadoras de traqueias, entre outros, todos equipamentos destinados a segurança do paciente e dos operadores.

Importância do manual de padrões da Joint Comission International (JCI) para os Hospitais

No dia 01 de janeiro de 2021 entra em vigor o novo Manual de Padrões da JCI para Hospitais, isto significa que qualquer hospital acreditado pela Joint Comission International (JCI), ou que deseje ser no futuro, deve iniciar os ciclos de aprendizagem que vão permitir reconhecer, aprender e definir as estratégias de implantação dos novos requisitos.

O que é Joint Comission International (JCI)?

Entre as acreditadoras, a JCI (Joint Comission International) está entre os grandes destaques.

Isso se deve ao seu nível de excelência e confiabilidade.

A acreditação hospitalar é a comprovação de que a instituição médica cumpre todos os protocolos de segurança do paciente.

A JCI é a líder mundial em acreditação de saúde.

Além de autora e avaliadora de um dos mais rigorosos padrões internacionais de qualidade e segurança do paciente. 

Oferecendo assim educação, publicações, serviços de consultoria e acreditação e certificação internacional em mais de 100 países.

A JCI possui parceria com hospitais, clínicas e centros médicos acadêmicos, sistemas e agências de saúde, ministérios governamentais, universidades e defensores internacionais.

O foco é sempre promover padrões rigorosos de atendimento assim como fornecer soluções para atingir o desempenho máximo.

Prevenção aos Eventos Adversos Graves

O  2º Anuário da Segurança Assistencial Hospitalar, do Feluma (Instituto de Pesquisa da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais e IESS (Instituto de Estudos de Saúde Suplementar), mostrou que, em 2017, ocorreram 54,76 mil mortes pelos chamados “eventos adversos graves”.

O documento aponta ainda que cerca de 36 mil delas poderiam ter sido salvas.

Com uma acreditação internacional assim como a JCI, esses eventos adversos são minimizados ou até mesmo zerados.

Isso porque esses padrões possuem uma política de acompanhamento constante da qualidade e melhoria contínua do processo, que visa colocar a segurança do paciente sempre em primeiro lugar.

A acreditação Joint Comission International (JCI) hospitalar

A acreditação hospitalar é uma forma de certificar hospitais que seguem esses padrões de qualidade.

Ela surgiu no ano de 1923, quando um grupo de médicos ginecologistas canadenses, preocupados com a mortalidade materna, desenvolveram um processo que foi o primeiro manual de padronização existente.

Dessa forma esse manual marcou o começo da preocupação mais efetiva com a qualidade do sistema de saúde.

Por isso, o principal papel da acreditação é garantir que as instituições sigam protocolos, alinhando conceitos, padronizando modelos de processos e mantendo o ritmo e o foco em melhorias.

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Institute for Healthcare Improvement (IHI) demonstram que até 17% do total de pacientes internados são vítimas de eventos adversos, que resultam em danos para o paciente.

Quais requisitos são exigidos para acreditação da Joint Comission International (JCI)?

Para atender às exigências, os hospitais levam cerca de dois anos no processo de acreditação.

Esse processo envolve visitas técnicas, análises de documentos e entrevistas, totalizando mais de 1.300 itens avaliados.

Portanto, para obter a acreditação da JCI, a instituição hospitalar deve seguir critérios e métodos descritos no Manual de Padrões de Acreditação da Joint Comission International para Hospitais.

O manual é composto por três seções.

Seção I

Padrões com foco no paciente, assim como, as exigências para participação na acreditação e os requisitos para participação na acreditação.

Seção II

Assim como a terceira seção, estabelece padrões administrativos que devem ser seguidos pela instituição de saúde.

  • Acesso aos cuidados e sua continuidade
  • Direitos dos pacientes e familiares
  • Avaliação dos pacientes
  • Cuidar dos pacientes
  • Anestesia e cirurgia
  • Gerenciamento e uso de medicamentos
  • Educação de pacientes assim como seus familiares

Seção III

E a Seção III tem como exigências para a acreditação da JCI:

  • Gerenciamento da comunicação, assim como, a informação
  • Melhoria da qualidade e segurança do paciente
  • Governo, liderança e direção
  • Prevenção e controle de infecções
  • Gerenciamento e segurança das instalações
  • Educação e qualificação dos profissionais

Por isso, essa acreditação segue um conjunto de padrões e protocolos que devem ser mantidos pelos hospitais.

Qualidade na segurança do paciente

Um dos principais benefícios da acreditação hospitalar está na segurança do paciente, já que isso comprova que rígidos protocolos são seguidos.

Além disso, instituições que passaram pelo processo de acreditação possuem gestões de qualidade que atuam forte e continuamente em todos os processos.

No caso da JCI, o foco está diretamente na segurança do paciente.

Portanto, os padrões foram criados com o objetivo de envolver toda a organização no processo de melhoria contínua e na manutenção da qualidade na assistência.

Além disso, implementar processos para produzir resultados mensuráveis e reutilizáveis.

Por fim, obter essa acreditação é um diferencial competitivo para ama instituição hospitalar.

Com isso o hospital passa a ser visto pela sua qualidade comprovada por um órgão internacional e que segue padrões de segurança, garantindo que os serviços oferecidos sejam de alta qualidade eque o bem estar do paciente está em primeiro lugar.

Gostou de saber mais sobre: Importância do manual de padrões da Joint Comission International (JCI) para os Hospitais. Fique ligado no nosso Blog, que vem muitas novidades sobre Biossegurança, Saúde, Equipamentos odontológicos, Hospitalares e muito mais. Leia também: Biossegurança E Desinfecção De Materiais De Moldagem E Moldes Para Profissionais De Prótese Dentária – Diferentes Técnicas de Desinfecção .

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Aluguel de equipamentos hospitalares

Os principais benefícios em Alugar Equipamentos Hospitalares

Ao contrário da compra, a locação de equipamentos médicos e odontológicos oferece uma opção mais acessível e econômica para hospitais e clínicas, por isso trouxemos alguns dos principais benefícios de Alugar Equipamentos Hospitalares e como essa prática pode ser benéfica para o seu negócio.

A locação de Equipamentos Hospitalares foi projetado para fornecer aos donos de Hospitais, os equipamentos necessários para o atendimento com mais tecnologia e qualidade, por um valor muito mais acessível.

Se você não está familiarizado com os benefícios da Locação de Equipamentos Hospitalares Sanders, esse artigo oferecerá uma visão detalhada para que você possa tomar uma decisão mais informada na próxima vez que precisar de um novo equipamento em seu Hospital.

Ao alugar equipamentos hospitalares você preza pela economia e diminui os gastos.

A locação de equipamentos Hospitalares é, sem dúvidas, uma decisão que preza pela economia e faz parte de uma das estratégias para diminuir gastos em sua empresa.

Isso porque a locação de equipamentos não exige altos investimentos e os pagamentos são distribuídos e muito mais acessíveis.

Além disso, a locação de equipamentos diferente da compra pode ser vista como uma forma de despesa controlada, ou seja, os hospitais, assim como qualquer outra instalação de saúde pode deduzir os custos em suas receitas.

Custos fixos

Assim como mencionado anteriormente a locação de equipamentos médicos e odontológicos garante custos fixos ao longo de todo o período da locação.

Eliminando assim quaisquer custo de inflação associados à compra, juntamente com qualquer aumento repentino no custo do equipamento.

Você terá acesso às tecnologias mais recentes.

A tecnologia dos Equipamentos Médicos é continuamente atualizada e por isso, manter-se atualizado com os equipamentos mais recentes é uma importante iniciativa para garantir a qualidade dos negócios.

Os pacientes tendem a confiar muito mais nos profissionais quando equipamentos de última geração estão presentes.

Ao alugar equipamentos hospitalares as despesas de manutenção são cobertas.

A Sanders do Brasil é responsável ​​por lidar com toda a manutenção e reparo dos equipamentos.

Assim podemos garantir que o cliente possa manter seu equipamento sempre novo e sem custos.

Alugar equipamentos hospitalares.

Seja você médico, administrador ou empresário saiba que oferecer equipamentos de qualidade e de alta tecnologia, garante aos seus pacientes uma boa experiência e mais credibilidade.

Por isso, se você deseja aproveitar os muitos benefícios que a Sanders do Brasil oferece com a locação de equipamentos Hospitalares, entre em contato conosco através do nosso site ou através da nossa página de contato.

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Biossegurança E Desinfecção De Materiais De Moldagem E Moldes Para Profissionais De Prótese Dentária – Diferentes Técnicas de Desinfecção

Biossegurança E Desinfecção De Materiais De Moldagem E Moldes Para Profissionais De Prótese Dentária – Diferentes Técnicas de Desinfecção

Da mesma forma que todo paciente que entra em uma clínica dentária deve ser sempre tratado assim como um indivíduo acometido por quaisquer infecções, porém sem sinais e sintomas de determinada doença os moldes, registros de mordida, modelos, componentes, entre outros devem ser recebidos pela equipe de Prótese Dentária como se esses materiais não tivessem sofrido desinfecção pelos Dentistas.

A responsabilidade do procedimento de desinfecção é do Cirurgião Dentista (CD), mas infelizmente muitas vezes esse procedimento é negligenciado e cuidados extras devem ser realizados pela equipe de Prótese.

Mas a biossegurança nunca pode ser menosprezada na prática odontológica e a infecção cruzada sempre deve ser controlada para os riscos biológicos se reduzirem ao mínimo.

Desinfecção

Métodos de desinfecção e esterilização de equipamentos, instrumentais e
materiais odontológicos são necessários para evitar a disseminação
de patógenos:

1 Entre pacientes;
2 Paciente para os profissionais;
3 Profissional para o paciente;
4 Entre profissionais, especialmente na relação clínica/laboratorial.

Por isso existem diferentes técnicas de desinfecção que precisam ser desenvolvidas pela equipe de prótese dentária.

Diferentes técnicas de Desinfecção

Glutaraldeído

Contra indicado por oferecer muitos riscos ao usuário, porém é capaz
de produzir desinfecção de alto nível, com um amplo espectro e
mecanismos de ação rápida, conhecido também como “esterilizador
químico”.

Pode destruir todos os tipos de microorganismos (incluindo
bactérias e fungos esporulados, bacilo da tuberculose e vírus) se
usado na concentração e forma correta.

É um líquido colorido de odor forte que oferece alguns riscos aos usuários.

Apesar de ser considerado o melhor desinfetante para esterilização à frio, tem seu uso proibido em alguns países por não ser biodegradável.

Assim como pode causar irritação aos olhos, pele e trato respiratório.

Deve ser manipulado só em recipientes fechados, em ambiente possuindo exaustor ou boa ventilação e mantendo a temperatura baixa da solução, para reduzir a concentração do produto no ar.

Manipular com luvas de nitrilo.

Hipoclorito de sódio

Produz desinfecção de nível intermediário e tem amplo espectro
de atividade antimicrobiana.

Um desinfetante muito utilizado com vantagens bem como:

  • Rápida atividade antimicrobiana;
  • Fácil uso;
  • Solúvel em água;
  • Relativamente estável;
  • Não tóxico na concentração indicada;
  • Baixo custo;
  • Não pigmenta os materiais;
  • Não inflamável;
  • Incolor.

As desvantagens incluem:

  • O fato de ser irritante para mucosas;
  • Menos eficiente em meio ambiente orgânico e efeito corrosivo em metais.

Pelo fato do seu mecanismo de ação ser por oxidação, a Desinfecção tem alto efeito contra o vírus COVID-19.

Estudo avaliou o efeito desse produto na concentração de 1% sendo
borrifados em moldes de alginato, previamente lavados em água
corrente e secos e não encontraram alterações dimensionais severas
ou rugosidades nos modelos obtidos à partir desses moldes.

No entanto, a literatura descreve pequenas alterações dimensionais quando usando imersão do molde por 15 minutos em solução com concentração 0,5%.

Iodofórmio

Nível de desinfecção baixo à intermediário, sendo bactericidas, micobactericida e virucida. Também é fugicida, mas requer mais tempo de contato para ação.

Melhor usado como antisséptico do que como desinfetante.

Não é esporicida e pode causar pigmentações, não é inflamável e tem efeito irritante nas membranas e mucosas.

Materiais orgânicos remanescentes na superfície podem levar a neutralização da capacidade desinfetante do iodine, por isso que é necessário um contato maior do desinfetante para completar a desinfecção.

De acordo com estudo, 30 minutos de exposição a povidine-iodine (0,1%) não causou distorções significativas em moldes de materiais à base polisulfitos e polivinilsiloxane.

Desinfecção por Álcool

Providenciam nível intermediário de desinfecção, isso inclui o álcool isopropílico e o etílico à 70%, o isopropílico é habitualmente usado assim como antisséptico.

Superfícies de consultórios podem também ser desinfetadas com álcool isopropílico 70%. Álcool etílico é mais potente na atividade bactericida do que bacteriostática.

Também atua sobre o bacilo da tuberculose, fungos e vírus.

Não são indicados como desinfetantes de moldes por que podem causar alterações nas superfícies dos mesmos.

Também não são indicados para desinfecção de bases acrílicas de próteses.

Fenóis

São classificados como de nível intermediário de desinfecção.

Também conhecidos como venenos protoplasmáticos, em baixas concentrações promovem lise de bactérias em crescimento do
tipo e.coli, staphylococcus e streptococcus.

Possuem propriedades antifúngicas e antivirais, usados em bochechos, sabonetes e limpeza de superfícies não indicados para desinfecção de moldes.

Uso incompatível com látex, acrílico e borracha.

Clorexidina

Desinfetante e antisséptico de nível intermediário.

Tem amplo expectro de atividade e também é usada bem como substância antipútrida.

Tem uso habitual na forma de enxaguatórios orais e sabonetes. É
bactericida, virucida e micobacteriostático.

Sua atividade diminui na presença de material orgânico, uma vez que é dependente do pH.

Estudo considera que pode ser utilizado na concentração de 0.2%
substituindo a água para preparar o alginato.

Por isso o molde pode também ser imerso em clorexidina e proporcionar uma desinfecção efetiva.

Considerado também um produto indicado para desinfecção de próteses que contenham componentes metálicos, durante as idas e vindas da clínica ao laboratório características do processo

laboratorial (uma vez que o hipoclorito de sódio não seria indicado pela presença do metal).

Água ionizada

O ozônio é uma molécula gasosa inorgânica, tem atividade
DESINFECÇÃO antimicrobiana, anti hipóxica, analgésica e imunoestimulatória.

É usada para desinfecção de águas, cavidade oral e dentaduras.

A água ozonizada pode ser usada também para a desinfecção de moldes.

Estudos mostram bons resultados de desinfecção usando água ionizada
produzida por uma máquina especifica em moldes contaminados com P. Aeruginosa, S. aureus e C. albicans.

Os autores consideram ainda que a água ionizada é mais biocompatível do que o hipoclorito de sódio, clorexidine ou água oxigenada e pode ser usada com imersões por mais tempo para conseguir desinfecções mais efetivas.

Ácido Peracético

Tem vantagens bioquímicas que permitem a sua utilização de alto
nível na área médica.

Características do ácido peracético assim como pH favorável, boa capacidade antimicrobiana e baixa toxicidade, sugerem propriedades para a desinfecção de moldes na rotina odontológica.

É utilizado na proporção de 1% para desinfecção de moldes, sua capacidade anti microbiológica foi comprovada em estudo microbiológico, porém estudos de estabilidade dimensional não foram encontrados.

Considera-se também a esterilização de moldes, ou dos modelos de gesso utilizando irradiação por micro-ondas.

Mas essas causam alterações na integridade da membrana celular e do metabolismo celular que leva a morte microbiana.

É considerado um método simples, de baixo custo e efetivo de desinfecção.

Da mesma forma é indicado para desinfecção de próteses totais e também de moldes.

Por isso, alguns estudos mostram a efetividade desse método quando associado ao peróxido de hidrogênio, sem causar alterações nos materiais.

Assim como o uso da radiação ultra-violeta também é descrito e defendido por estudo de Nimonkar e colaboradores que comparou esse método com a desinfecção química utilizando hipoclorito de sódio a 1% e Glutaraldeido a 2% em relação à estabilidade do polivinilsiloxane.

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Lavadoras Ultrassônicas | Benefícios e Automatização

Lavadoras Ultrassônicas | Benefícios e Automatização

O processo de limpeza é sem dúvida um dos passos mais críticos no reprocessamento de materiais médicos utilizados em hospitais e postos de saúde. Por isso o uso das Lavadoras Ultrassônicas tem garantido que o processo de desinfecção e esterilização dessas ferramentas seja total. Garantindo assim a efetividade do processo e evitando qualquer tipo de contaminação.

Nesse processo uma série de questões precisam ser analisadas, e a principal delas é a garantia da remoção de microrganismos que podem estar presentes nesses materiais.

Uma possível contaminação dessas ferramentas, que são reutilizáveis é sem dúvida uma grande preocupação para os responsáveis pela segurança da saúde e do bem-estar das pessoas que irão utilizar esses materiais. Por isso alguns processos foram adotados, assegurando de forma definitiva a qualidade da esterilização.

Uma dessas medidas tomadas foi a utilização da limpeza automatizada.

Esse método de limpeza diminui e muito as chances de contaminação cruzada entre pacientes e tem tornado o dia a dia dos profissionais de saúde muito mais eficaz.

O processo de limpeza automatizado acontece através das Lavadoras Ultrassônicas, que além de oferecer benefícios como a padronização dos ciclos de limpeza, garantem também as ações mecânicas em espaços de difícil acesso.

Além disso elas ainda parametrizam o processo de higienização, garantindo e documentando a efetividade da limpeza dos materiais que serão reutilizados de forma limpa e segura.

Como as Lavadoras Ultrassônicas funcionam na prática?

As Lavadoras Ultrassônicas produzem através de ondas ultrassônicas, milhões de bolhas que, se expandem, e implodem.

Essa implosão gera áreas de vácuo que provocam o deslocamento da sujeira presente na superfície dos materiais higienizados, esse processo e conhecido como cavitação.

Esse processo possibilita a remoção de sujeiras de forma muito mais eficaz em toda a superfície do material que está sendo trabalhado.

Principalmente em áreas menores que são de difícil acesso, e tornariam o processo manual muito mais difícil e menos eficaz.

Fim do Processo Manual

O usa das Lavadoras Ultrassônicas colocou um fim no processo manual de higienização desses materiais.

Houve a diminuição dos riscos de contaminação, o processo se tornou muito mais seguro e higiênico visto que o colaborador não entra mais em contato direto com as peças higienizadas.

Além disso as Lavadoras Ultrassônicas reduzem e muito o tempo de processamento, já que a sequencia das Lavadoras Ultrassônicas são automatizadas.

Lavadoras Ultrassônicas e a Automatização do Processo

Outra vantagem das Lavadoras Ultrassônicas é a automatização do processo.

Com processos automatizados diminui em quase 100% as chances de erros com o uso inadequado de insumos, garantindo que os parâmetros sejam mantidos do começo ao fim do processo.

É possível evitar também possíveis acidentes que podem ocorrer devido ao uso inadequado da dosagem de materiais de higienização. Ao mesmo tempo evita qualquer desperdício de material de limpeza garantindo resultados mais eficientes e satisfatórios.

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Podologia e a Biossegurança

A podologia é sem dúvidas uma das importantes ciências que cuidam do corpo humano.

Os pés são membros inferiores extremamente sensitivos e que se conectam ao restante do nosso corpo e nos permitem obter equilíbrio em qualquer superfície.

Por isso, é de extrema importância que um podólogo, profissional especializado nessa parte específica do corpo, tome todos os cuidados em todos os seus procedimentos de trabalho durante todos os processos que são realizados em sua clínica.

Biossegurança na Podologia

O profissional de podologia, está diariamente em contato com diversas infecções e obstruções da pele do seu cliente, com isso o profissional torna-se mais propenso a adquirir doenças infecciosas como Hepatites B e C, micoses, AIDS entre outros.

Portanto, seguir os padrões de biossegurança, e cumprir todas as recomendações de higiene durante os procedimentos é essencial para, evitar riscos à sua saúde, e a de seus clientes.

Os cuidados com os equipamentos utilizados e a higiene do ambiente de trabalho, são essenciais para garantir as normas de higiene, somente assim é possível evitar pequenos acidentes e possíveis contaminações .

Sem nenhuma exceção, todos os materiais devem ser lavados, desinfetados e esterilizados após cada atendimento, seguindo os procedimentos operacionais de cada um desses processos.

Equipamentos de segurança

Os EPI’s ( equipamentos de proteção individual) devem ser utilizados durante todo o atendimento.

Esses equipamentos, são responsáveis por prevenir diversas doenças e lesões no ambiente de trabalho.

Alguns exemplos de EPI’s são:

Óculos protetores: responsável por bloquear o contato com os olhos de possíveis resíduos de unhas ou produtos durante todo o procedimento;

Máscaras protetoras: responsável por minimizar os riscos de contaminação através do ar;

Touca protetora: Evita que o cabelo do profissional toque em resíduos durante o processo, e evita também que o cabelo do profissional caia no ambiente laboral.

Luvas protetoras: as luvas diminuem consideravelmente o risco de contaminação por sangue, além de evitar a disseminação de germes.

Esterilização de materiais

A esterilização é responsável por destruir todas as formas de vida microbiana, como vírus, bactérias, fungos e protozoários e qualquer tipo de microorganismo que possa estar contido nos instrumentos, descartando a possibilidade da transmissão de doenças de um cliente para outro.

Uma esterilização bem feita, evita o risco de contaminação através dos equipamentos manuseados e também a contaminação cruzada entre os usuários.

É importante lembrar que todo o material utilizado durante o processo, como alicates, bisturis, dentre outros devem ser esterilizados em autoclaves e embalados de forma individual.

As autoclaves são equipamentos práticos, rápidos e seguros, sendo a principal opção da maioria dos podólogos.

Além disso, elas proporcionam uma grande economia, devido ao seu baixo consumo de energia, são bastante resistentes, fazendo com que os podólogos não tenham que se preocupar com manutenções frequentes, além de apresenta um ótimo custo benefício.

Classificação dos materiais de trabalho

Os artigos ou instrumentos de trabalho de um podólogo, são divididos em três categorias: críticos, semicríticos e não-críticos.

Essas categorias determinam o tipo de contato que cada um possui com o nosso corpo. Além disso, elas indicam os procedimentos higiênicos que devem ser tomados na podologia .

  • Artigos críticos: artigos que em contato perfuram a pele, penetrando-a e chegando ao sistema vascular. Por isso apresentam um alto risco de contaminação, caso o material esteja infectado. São ele: bisturi, brocas e alicates são alguns deles e devem ser devidamente esterilizados.
  • Artigos semicríticos:  entram em contato com a pele mas não na íntegra, ou seja, quando a pele apresenta algum tipo de infecção ou sangramento. São peças como pinça e estilete, por exemplo. Esses materiais assim como os críticos precisam ser esterilizados motivando a inativação de vírus e a destruição de microrganismos patogênicos.
  • Artigos não críticos: são os artigos que entram em contato com a pele intacta. Não sofrem nenhum tipo de contato interno com a pele, por isso devem sofrer processo de higienização comum. Estão nessa lista artigos como bandejas, estojos, mandril, e etc. O processo de limpeza tem como finalidade a remoção de qualquer material estranho dos instrumentos.

Conhecer a terminologia e o processo de cada um desses artigos é essencial para que não haja riscos de contágio ao cliente durante o procedimento.

Portanto um profissional que atua nesses espaços precisa ter em mente que ele precisa passar por um forte treinamento sobre biossegurança. Somente assim estará apto a trabalhar e realizar as tarefas com a máxima proteção, para si mesmo, para os colegas e todo o local.

A podologia exige um trabalho minucioso e detalhista, assim como requer muita dedicação e obediência a determinadas normas.

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Comprar ou Alugar Equipamentos | Qual é a Melhor Opção?

O crescimento de uma instituição tem como desafio aliar investimento responsável com um bom plano de desenvolvimento, por isso questionamentos como Comprar ou Alugar se tornam comuns, ainda mais se tratando de equipamentos .

A estratégia adotada para implementar a infraestrutura em um cenário de expansão ou em tempos de crise, certamente pode ser decisiva para se chegar a uma equação favorável.

A dúvida sobre comprar ou alugar equipamentos é quase sempre recorrente.

Mas sempre tendo em vista que hoje em dia é quase impossível gerenciar qualquer negócio sem o auxílio da tecnologia.

Como consolidar uma instituição no mercado, trabalhando de modo inteligente a demanda por equipamentos?

Entenda quais são os principais pontos que devem ser avaliados pelo gestor ao ampliar a sua estrutura e saiba qual a condição que melhor se ajusta a realidade de seu momento atual.

Coeficiente custo-benefício

Equipamentos de ponta são artigos que toda instituição quer para se tornar um diferencial.

Antes de fechar qualquer negócio, a solução é colocar todos os custos em planilha, elaborando um quadro de médio ou longo prazo.

No caso de compra, deve se levar em conta a manutenção, tempo estimado de vida útil, taxa de atratividade anual e valor de venda ao final do prazo requerido.

Feitos os cálculos, compare com as mensalidades de aluguel, frequência de uso e o valor de insumos e acessórios, caso tenha.

Este é um bom ponto de partida.

Atualização de equipamentos

Tenha sempre um equipamento atualizado tecnologicamente e atendendo todas as normas exigidas no período.

Valor de venda no mercado

Antes de tudo, para calcular o valor, estipule o prazo de vida útil do equipamento e projete a taxa de depreciação pelo tempo que pretende ficar com o equipamento.

A Receita Federal apresenta uma tabela que taxa a depreciação de 20% ao ano.

Não esqueça também de incluir a porcentagem do Imposto de Renda sobre as prestações de compra.

O valor residual do patrimônio deve apresentar uma vantagem à instituição, em termos de planos de expansão e de diferencial no mercado.

Lembre-se de que a aquisição aumenta o poder patrimonial, sendo vantajoso para aquelas que querem aumentar o seu poder econômico.

Garantias financeiras

Quando a compra for efetivada via financiamento, é exigido uma garantia financeira que compromete a instituição por conta da propriedade fiduciária. Esta se prolonga até o final do contrato, algumas vezes não sendo possível substituir os bens integrantes da garantia.

Custos de manutenção

Tecnologia é sinônimo de conhecimento e conexão com as atualidades.

Por isso, todos os equipamentos tecnológicos necessitam de manutenção e de cuidados constantes.

Esses cuidados garantem a sua boa funcionalidade e auxilia no bom andamento das atividades dentro da instituição.

Por isso, ao projetar os custos com a manutenção de material, tenha em mente a especialidade de mão de obra necessária para executá-la.

Nível de maturidade da instituição

O tamanho e a expectativa de crescimento de uma instituição são pontos essenciais para elaborar a melhor estratégia de investimento.

Portanto, antes de comprar ou alugar equipamentos, saiba delinear qual posição o seu negócio ocupa no mercado.

Caso esteja começando ou enfrentando uma transição de risco, certamente é válido incorporar o aluguel de equipamentos, mesmo a título de teste.

Em alguns casos, é possível combinar a aquisição de material com locação de bens mais valiosos, trazendo um equilíbrio harmônico para as finanças e para as prosperidades das atividades.

Por isso, antes de comprar ou alugar equipamentos, avalie cuidadosamente todas as vantagens e desvantagens que vêm acompanhados da ação.

A Sanders do Brasil conta com uma linha de equipamentos para CME e lançou uma linha comercial de alugueis de seus equipamentos, confira conosco os valores para compra ou para locação que preparamos para você.

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Manual | Biossegurança laboratorial relativa à COVID-19 – Parte 1

O objetivo deste documento é fornecer orientações provisórias de medidas de Biossegurança laboratorial para testes com amostras clínicas de pacientes que atendam à definição de casos do novo patógeno identificado em Wuhan, China, ou seja, a doença do coronavírus 2019 (COVID-19).

Destaques de Biossegurança laboratorial para a COVID-19
  • Todos os procedimentos devem ser realizados com base na avaliação de risco e somente por profissionais com qualificação demonstrada. Aplicando-se rigorosamente todos os protocolos pertinentes, em todas as situações.
  • O processamento inicial (antes da inativação) de todas as amostras deve ser feito dentro de uma cabine de biossegurança biológica (CSB) validada ou equipamento de contenção primária.
  • O trabalho laboratorial de diagnóstico não-propagativo (por exemplo, sequenciamento, teste de amplificação de ácidos nucleicos [NAAT]) deve ser realizado em um local com procedimentos equivalentes ao Nível de Biossegurança (NB2 – Nível de Biossegurança 2).
  • O trabalho propagativo (por exemplo, culturas virais, isolamento viral ou testes de neutralização) deve ser realizado em um laboratório de contenção com fluxo de ar direcional para dentro do recinto (NB3 – Nível de Biossegurança 3).
  • Devem ser usados desinfetantes apropriados, com eficácia contra vírus envelopados (por exemplo, hipoclorito [água sanitária], álcool, peróxido de hidrogênio, compostos de amônio quaternário e compostos fenólicos).
  • Amostras de casos suspeitos ou confirmados devem ser transportadas como UN3373, “Substância biológica Categoria B”. Assim como Culturas ou isolados virais devem ser transportados como Categoria A, UN2814, “substâncias infecciosas que afetam os seres humanos”.
Biossegurança laboratorial

Em suma, é fundamental assegurar que os laboratórios de saúde utilizem práticas apropriadas de biossegurança.

Qualquer teste que investiga a presença do vírus responsável pela COVID-19 ou que envolve amostras de pacientes que atendem à definição de casos suspeitos deve ser realizado em laboratórios devidamente equipados.

Assim como, deve contar com profissionais treinados nos procedimentos técnicos e de segurança aplicáveis.

As diretrizes nacionais de biossegurança laboratorial devem ser respeitadas, acima de tudo, em toda e qualquer circunstância.

Para obter informações gerais mais avançadas sobre as diretrizes de biossegurança laboratorial, consulte o manual de Biossegurança Laboratorial da OMS.

A 3a edição, permanece válida até a publicação da 4a edição.

Pontos principais
  • Cada laboratório deve realizar uma avaliação de risco local (ou seja, institucional). Assim como deve assegurar que esteja qualificado para realizar os testes pretendidos, empregando medidas de controle de riscos apropriadas.
  • Ao manipular e processar amostras, bem como sangue para exames sorológicos, devem-se seguir as práticas e procedimentos laboratoriais. Esses procedimentos são básicos para as boas práticas e procedimentos para laboratórios de microbiologia.
  • A manipulação e o processamento de amostras de casos suspeitos ou confirmados de infecção pelo vírus da COVID-19 enviadas para exames laboratoriais adicionais, assim como hemograma e gasometria, devem cumprir as diretrizes locais de processamento de material potencialmente infeccioso.
  • O trabalho laboratorial diagnóstico não-propagativo, incluindo sequenciamento e NAAT de amostras clínicas de pacientes com suspeita ou confirmação de infecção pelo vírus da COVID-19, deve empregar as práticas e procedimentos definidos nos requisitos fundamentais. Bem como uma seleção apropriada de medidas de controle avançadas, com base na avaliação de risco local. Nesse meio tempo, o NB2 (Nível de Biossegurança 2) conforme definido no manual de Segurança Biológica em Laboratórios da OMS continua sendo apropriado.
A manipulação de materiais com altas concentrações de vírus vivo (como para testes de propagação, isolamento e neutralização viral) ou grandes volumes de materiais infecciosos deve ser realizada apenas por profissionais devidamente treinados e qualificados. Assim como devem ser feitos em laboratórios equipados para cumprir requisitos e práticas essenciais de contenção adicionais, ou seja, NB3 – ( Nível de Biossegurança 3).
  • O processamento inicial (antes da inativação) de todas as amostras, inclusive aquelas para sequenciamento e NAAT, deve ocorrer em uma cabine de biossegurança validada e em boas condições de manutenção, ou em equipamento de contenção primária.
  • Desinfetantes apropriados, com eficácia comprovada contra vírus envelopados, devem ser usados durante o tempo de contato recomendado, na diluição correta e dentro da validade definida após o preparo da solução de trabalho.
  • Todos os procedimentos técnicos devem ser realizados de modo a minimizar a geração de aerossóis e gotículas.
  • Os equipamentos de proteção individual (EPI) apropriados, conforme determinado pela avaliação de risco detalhada, devem ser usados pelos funcionários do laboratório que tenham contato com essas amostras.
  • Amostras de casos suspeitos ou confirmados devem ser transportadas assim como UN3373 Substância biológica Categoria B. Culturas ou isolados virais devem ser transportados assim como Categoria A UN2814, substância infecciosa que afeta seres humanos. Recomendações de condições mínimas/essenciais de trabalho associadas a manipulações específicas em laboratórios. As recomendações adicionais nesta seção contemplam as condições de trabalho mínimas/essenciais associadas a manipulações específicas em laboratórios.
Avaliação de risco

A avaliação de risco é um processo sistemático de coleta de informações e avaliação da probabilidade e das consequências da exposição ou liberação de perigos ocupacionais. Seguida assim da determinação de medidas de controle apropriadas para reduzir os riscos a níveis aceitáveis.

É importante observar que os perigos sozinhos não representam risco aos seres humanos ou animais.

Portanto, devem-se também considerar os tipos de equipamentos usados e os procedimentos a serem realizados com o agente biológico.

Recomenda-se enfaticamente que o ponto de partida seja uma avaliação de risco local para cada etapa do processo, ou seja desde a coleta das amostras, recebimento das amostras, exames clínicos, reação em cadeia da polimerase (PCR) para o isolamento viral (somente quando e onde aplicável).

Consideram-se determinados perigos para cada etapa do processo, como exposição a aerossóis durante o processamento de amostras; respingos acidentais nos olhos durante o processamento de amostras; derramamento de material de cultura infeccioso; e amostras com vazamento (no caso do recebimento de amostras), com grau de risco avaliado.

Para cada risco identificado, medidas de controle apropriadas.

Entre elas as recomendações a seguir, devem ser selecionadas implementadas para mitigar os riscos residuais e reduzi-los a níveis aceitáveis.

Procedimentos laboratoriais de rotina, incluindo trabalho diagnóstico não-propagativo e análise de PCR.

O trabalho laboratorial diagnóstico que não envolva culturas
e a análise de PCR em amostras clínicas de pacientes com
suspeita ou confirmação de infecção pelo vírus da COVID-19
devem empregar as práticas e procedimentos descritos para
laboratórios convencionais de análises clínicas e microbiológicas , conforme descrito nos requisitos fundamentais .

No entanto, todas as manipulações de materiais potencialmente infecciosos, incluindo aquelas que possam gerar respingos, gotículas ou aerossóis de materiais infecciosos (por exemplo, carga e descarga de canecos vedados de centrífugas, trituração, misturação, agitação vigorosa, sonicação, abertura de recipientes de materiais infecciosos cuja pressão interior possa ser diferente da pressão ambiente), devem ser realizadas em cabines de segurança validadas e em boas condições de manutenção ou equipamentos de contenção primária.

Exemplos de Biossegurança laboratorial de rotina incluem:
  • Exames diagnósticos de amostras de soro; sangue (incluindo hemograma ou bioquímica);
  • Amostras respiratórias assim como esfregaços nasofaríngeos e orofaríngeos;
  • Escarro e/ou aspirado endotraqueal ou lavado broncoalveolar;
  • Fezes; ou outras amostras;
  • Exames de rotina de culturas de fungos e bactérias desenvolvidas a partir de amostras do trato respiratório.

Ao manipular e processar amostras, os requisitos fundamentais, incluindo as boas práticas e procedimentos para laboratórios de microbiologia, devem ser observados sempre.

Esses requisitos incluem, entre outros, aqueles contemplados nos subtítulos a seguir:

Uso de desinfetantes apropriados

Embora pouco se saiba sobre esse novo vírus, as características genéticas comparáveis entre os vírus responsáveis pela COVID-19 e o MERS-CoV indicam que o vírus da COVID-19 pode ser suscetível a desinfetantes com eficácia comprovada contra vírus envelopados, incluindo hipoclorito de sódio como, por exemplo:

  • Alvejante (1000 partes por milhão ppm para desinfecção de superfícies em geral e 10.000 ppm (1%) para desinfecção de manchas de sangue);
  • Etanol a 62-71% %;
  • Peróxido de hidrogênio a 0,5%;
  • Compostos de amônio quaternário;
  • Compostos fenólicos, contanto que usados de acordo com as recomendações dos fabricantes.

Outros agentes biocidas, assim como cloreto de benzalcônio a 0,05- 2,0% ou digluconato de clorexidina a 0,02%, podem não ser tão eficazes.

Não apenas a seleção do desinfetante exige atenção especial, mas também o tempo de contato (por exemplo, 10 minutos), a diluição (ou seja, a concentração do princípio ativo) e a validade após o preparo da solução de trabalho.

Sabe-se que os coronavírus em geral sobrevivem em superfícies inanimadas assim como metal, vidro ou plástico por até 9 dias.

Isolamento viral

Exceto quando determinado diferentemente por um país, considerando-se os conhecimentos recém-adquiridos e as medidas de prevenção de eficácia comprovada descritas acima, o isolamento viral a partir de amostras clínicas de pacientes com suspeita ou confirmação de infecção pelo vírus da COVID-19 deve ser realizado apenas em laboratórios equipados para atender aos critérios de contenção adicionais a seguir:

  • Sistema de ventilação controlada que mantenha um fluxo de ar direcional para o interior do laboratório;
  • O ar proveniente do sistema de exaustão não deve ser recirculado para outras áreas do recinto. O ar deve ser filtrado com filtros HEPA (filtro de ar com alta eficiência de retenção de partículas) caso seja recondicionado e recirculado dentro do laboratório. Caso o ar proveniente do sistema de exaustão do laboratório seja descarregado no exterior, este deve ser dispersado para longe dos recintos ocupados e entradas de ar. Esse ar deve ser descarregado através de filtros HEPA;
  • Um lavatório dedicado à lavagem das mãos deve estar disponível no laboratório;
  • Todas as manipulações de materiais infecciosos ou potencialmente infecciosos devem ser realizadas em cabines de segurança validadas e em boas condições de manutenção;
  • Os funcionários do laboratório devem usar equipamentos de proteção, incluindo luvas descartáveis;
  • Aventais de frente sólida ou transpassados, pijamas cirúrgicos ou macacões com mangas que cubram totalmente os antebraços;
  • Toucas;
  • Sapatilhas ou sapatos dedicados;
  • Protetor ocular (óculos de proteção ou máscara do tipo face shield).

A avaliação de risco determina se é necessário usar proteção respiratória.

Centrifugação de amostras deve ser realizada em rotores ou canecos de centrífuga vedados.

Esses rotores ou canecos devem ser carregados e descarregados em uma cabines de segurança.

Riscos adicionais associados aos estudos de isolamento viral.

Certos procedimentos experimentais podem resultar em riscos adicionais de mutações virais, com possível aumento da patogenicidade e/ou transmissibilidade, ou vírus com antigenicidade ou suscetibilidade a medicamentos alteradas.

Avaliações de riscos específicos devem ser realizados e medidos
específicas de redução de riscos devem ser adotadas antes da
realização de qualquer dos procedimentos a seguir:

  • Coinfecção de culturas celulares com diferentes coronavírus, ou quaisquer procedimentos que possam resultar em coinfecção;
  • Cultura de vírus na presença de medicamentos antivirais;
  • Modificação genética deliberada de vírus.

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Manual | Biossegurança laboratorial relativa à COVID-19 – Parte 2

No intuito de promover a segurança dos pacientes e profissionais da odontologia, a Sanders está disponibilizando este material que aborda o Manual de Biossegurança laboratorial relativa à COVID-19 – Parte 2, o material contém importantes recomendações para que os profissionais possam realizar um atendimento mais adequado neste momento tão delicado.

Vale lembrar que essa é a segunda parte do material sobre Biossegurança laboratorial, por isso se você acessou diretamente esse conteúdo, clique no link Manual | Biossegurança laboratorial relativa à COVID-19 – Parte 1, e confira primeira parte.

Boas práticas e procedimentos para Biossegurança laboratorial em microbiologia:
  • Nunca guarde alimentos e bebidas ou itens pessoais, assim como jaquetas e bolsas, dentro do laboratório.
  • Atividades bem como comer, beber, fumar e aplicar cosméticos devem ser realizadas apenas fora do laboratório.
  • Nunca coloque materiais como canetas, lápis ou chicletes na boca enquanto estiver dentro do laboratório, mesmo que esteja usando luvas.
  • Lave bem as mãos, preferencialmente com água morna corrente e sabão, após manipular qualquer tipo de material biológico, incluindo animais, antes de sair do laboratório e sempre que houver contaminação suspeita ou efetiva presente nas mãos.
  • Nunca permita que chamas ou fontes de calor sejam colocadas próximas a materiais inflamáveis ou deixadas desassistidas.
  • Coloque curativos sobre quaisquer possíveis cortes ou rachaduras na pele antes de entrar no laboratório.
  • Antes de entrar no laboratório, certifique-se de que os equipamentos laboratoriais e consumíveis, incluindo reagentes, EPI e desinfetantes, sejam suficientes e apropriados para as atividades a serem realizadas.
Certifique-se de que os materiais sejam armazenados corretamente (ou seja, de acordo com a instruções de armazenagem) e em segurança, para reduzir a chance de acidentes e incidentes como derramamentos ou tropeços e quedas da equipe do laboratório.
  • Assegure a identificação correta (rotulagem) de todos os agentes biológicos, substâncias químicas e materiais radioativos.
  • Proteja documentos físicos de contaminação usando barreiras (como pastas plásticas), principalmente aqueles que possam vir a sair do laboratório.
  • Assegure que o trabalho seja executado com cuidado, no tempo apropriado e sem pressa. Deve-se evitar trabalhar sob fadiga.
  • Mantenha a área de trabalho arrumada, limpa e livre de desordem e materiais que não sejam necessários ao trabalho a ser realizado.
  • Proíba o uso de fones de ouvido, que podem distrair os funcionários e impedir que ouçam alarmes de equipamentos ou do prédio.
  • Cubra devidamente ou remova joias e bijuterias que possam danificar o material das luvas, ser facilmente contaminadas ou atuar como fômites da infecção. Caso sejam usados regularmente, recomenda-se a limpeza e descontaminação de joias ou óculos de grau.
  • Evite usar equipamentos eletrônicos portáteis (por exemplo, telefones celulares, tablets, laptops, pen drives, cartões de memória, câmeras ou outros dispositivos portáteis, incluindo os utilizados para sequenciamento de DNA/RNA) quando estes não forem especificamente exigidos pelos procedimentos laboratoriais a serem realizados.
  • Guarde os equipamentos eletrônicos portáteis em áreas em que não sejam facilmente contaminados nem possam atuar assim como fômites da infecção. Quando não for possível evitar a proximidade com esses aparelhos, assegure que estes estejam protegidos por uma barreira física ou sejam descontaminados antes de saírem do laboratório.
Procedimentos técnicos de Biossegurança laboratorial
  • Evite a inalação de agentes biológicos. Use boas técnicas para minimizar a formação de aerossóis e gotículas durante a manipulação de amostras.
  • Evite a ingestão de agentes biológicos e o contato com a pele e os olhos.
  • Use luvas descartáveis durante todo o tempo ao manipular amostras.
  • Evite levar as mãos com luvas ao rosto.
  • Use máscara ou outra forma de proteção para a boca, os olhos e o rosto durante procedimentos sujeitos a respingos.
  • Sempre que possível, troque equipamentos de vidro por plástico.
  • Caso use tesouras, estas devem ser rombas ou com pontas arredondadas, e não pontudas.
  • Manuseie com cuidado objetos perfurocortante e agulhas, se necessários, para evitar lesões e injeção de agentes biológicos.
  • Use abridores próprios para o manuseio seguro das ampolas.
  • Nunca recoloque a tampa, corte ou remova agulhas das seringas descartáveis.
  • Descarte materiais perfurocortantes (por exemplo, agulhas, agulhas em seringas, lâminas, cacos de vidro) em caixas próprias para este fim, com tampas lacradas.
Como prevenir a dispersão de agentes biológicos:
  • Coloque as amostras e culturas em recipientes estanques, com as tampas corretamente colocadas, antes de descartá-las em cestos de lixo dedicados;
  • Considere abrir os tubos usando uma toalha/gaze embebida em desinfetante;
  • Descontamine as superfícies de trabalho com desinfetante apropriado no fim dos procedimentos de trabalho ou caso algum material tenha sido derramado ou esteja evidentemente contaminado;
  • Certifique-se de usar um desinfetante com eficácia contra o patógeno em questão, e deixe-o em contato com os materiais infecciosos por tempo suficiente até a inativação completa do agente.
Qualificação e treinamento de funcionários
Treinamento geral de familiarização e conscientização de Biossegurança laboratorial.

O treinamento geral deve incluir uma introdução ao espaço do laboratório, códigos de conduta, diretrizes locais, manuais de segurança, avaliações de risco, requisitos legais e procedimentos de resposta de emergência.

Treinamento para funções e trabalhos específicos
  • Os requisitos de treinamento podem variar de acordo com as funções do cargo. No entanto, em geral, todos os funcionários envolvidos na manipulação de agentes biológicos devem ser treinados em Boas práticas e procedimentos para laboratórios de microbiologia.
  • A avaliação de competência e proficiência deve ser usada e verificada antes que o funcionário possa trabalhar de forma autônoma, com revisão e atualização periódica dos conhecimentos.
  • Informações relevantes, bem como novos procedimentos, devem ser atualizadas e divulgadas aos funcionários envolvidos.
Treinamento de segurança
  • Todos os funcionários devem estar cientes dos perigos existentes no laboratório e dos riscos associados;
  • Procedimentos de trabalho seguros;
  • Medidas de segurança;
  • Preparação e resposta a emergências.
Projeto do laboratório
  • O espaço deve ser amplo, com um lavatório dedicado para lavagem das mãos e restrição de acesso apropriada;
  • As portas devem estar corretamente identificadas, e as paredes, pisos e móveis do laboratório devem ser lisos, fáceis de limpar, impermeáveis a líquidos e resistentes aos produtos químicos e desinfetantes normalmente usados no laboratório;
  • A ventilação, quando disponível (incluindo sistemas de aquecimento/resfriamento e, especialmente, ventiladores/unidades locais de ar condicionado do tipo split – principalmente quando reformados) deve garantir que os fluxos de ar não comprometam a segurança do trabalho. Devem-se considerar a velocidade e a direção do fluxo de ar resultante, e fluxos turbulentos devem ser evitados; isso aplica-se também à ventilação natural.
  • O espaço e as instalações do laboratório devem ser adequados e apropriados para a manipulação e armazenamento seguros de materiais infecciosos e outros materiais perigosos, bem como produtos químicos e solventes.
  • Os locais para consumo de alimentos e bebidas devem ficar fora do laboratório, e deve haver um local para serviços de primeiros socorros.
  • Métodos apropriados de descontaminação de resíduos, por exemplo, desinfetantes e autoclaves, devem estar disponíveis e próximos ao laboratório.
  • A gestão dos resíduos deve ser considerada no projeto do laboratório.
  • Os sistemas de segurança devem cobrir incêndios, emergências elétricas e instalações de emergência/resposta a incidentes, com base na avaliação de risco.
  • O fornecimento de energia elétrica deve ser confiável e adequado, e a iluminação deve permitir a saída segura do local.
  • Situações de emergência devem ser consideradas no projeto, conforme a avaliação de risco local, bem como o contexto geográfico/meteorológico.
Recebimento e armazenagem de amostras
  • Toda amostra recebida pelo laboratório deve vir acompanhada de informações suficientes para identificar do que se trata a amostra, quando e onde ela foi colhida ou preparada e quais testes e/ou procedimentos (se houver) devem ser realizados.
  • Considere a possibilidade de desembalar os itens dentro da cabine de biossegurança. Os responsáveis por desembalar e receber as amostras devem ser devidamente treinados e conscientizados dos perigos envolvidos; como adotar as precauções necessárias segundo as normas de GMPP descritas anteriormente; como manipular recipientes quebrados ou com vazamento; e como solucionar derramamentos e usar desinfetantes para eliminar possíveis contaminações.
  • As amostras devem ser armazenadas em recipientes com a resistência, integridade e volume adequados para contê-las à prova de vazamentos quando a tampa ou rolha estiver colocada corretamente, feitos de plástico sempre que possível, livres de qualquer material biológico no exterior da embalagem, corretamente rotulados, marcados e registrados para facilitar a identificação e feitos de material apropriado para o tipo de armazenamento exigido.
  • Os métodos de inativação devem ser devidamente validados toda vez que uma etapa de inativação for necessária antes que as amostras sejam transferidas para outras áreas para manipulação adicional como, por exemplo, análise de PCR.
Descontaminação e gestão de resíduos
  • Qualquer superfície ou material que tenha ou possa ter sido contaminado por agentes biológicos durante as operações deve ser devidamente desinfetado para controlar o risco de infecção.
  • Devem ser adotados processos adequados de identificação e segregação de materiais contaminados antes que estes sejam descontaminados ou descartados.
  • Caso não seja possível realizar a descontaminação na área do laboratório ou no local, o lixo contaminado deve ser embalado conforme aprovado (ou seja, em recipiente estanque) para ser transferido a outro local com capacidade de descontaminação.
Equipamentos de proteção individual para garantir a Biossegurança laboratorial
Aventais
  • Devem ser usados aventais no laboratório para prevenir que as roupas pessoais sejam atingidas por respingos ou contaminadas por agentes biológicos;
  • Os aventais devem ter mangas longas, preferencialmente com punhos justos ou com elásticos, e devem ser usados fechados.
  • Nunca arregace as mangas;
  • Os aventais devem ser suficientemente longos para cobrir os joelhos, mas não podem arrastar no chão.
  • O cinto do avental deve ficar amarrado durante o trabalho no laboratório.
  • Sempre que possível, o tecido do avental deve ser resistente a respingos, e sobreposto de modo a formar uma frente sólida.
  • Os aventais devem ser usados apenas em áreas designadas.
  • Quando não estiverem sendo usados, os aventais devem ser guardados corretamente; não devem ser pendurados por cima de outros aventais, ou nos armários dos vestiários, ou em cabides com itens pessoais.
Luvas
  • Luvas descartáveis apropriadas devem ser usadas para todos os procedimentos que possam envolver contato planejado ou acidental com sangue, fluidos corporais ou outros materiais potencialmente infecciosos.
  • Não devem ser desinfetadas ou reutilizadas, já que a exposição a desinfetantes e o uso prolongado ameaçam a integridade das luvas e reduzem a proteção proporcionada ao usuário.
  • As luvas devem sempre ser inspecionadas antes do uso quanto à sua integridade.
Óculos de segurança
  • Óculos de segurança, máscaras do tipo face shield (com viseira) e outros equipamentos de proteção devem ser usados sempre que for necessário proteger os olhos e o rosto de respingos, impacto com objetos ou radiação ultravioleta artificial.
  • O protetor ocular pode ser reutilizado, mas deve ser lavado regularmente, após cada uso.
  • Caso seja atingido por respingos, o protetor ocular deve ser descontaminado com um desinfetante apropriado.
Sapatos
  • É exigido o uso de sapatos no laboratório, de um modelo que minimize a possibilidade de escorregões e tropeços, e possa reduzir a probabilidade de lesão causada por objetos em queda e exposição a agentes biológicos.
Proteção Respiratória para Biossegurança laboratorial
  • A proteção respiratória geralmente não faz parte dos requisitos fundamentais. Nesse contexto em particular, entretanto, uma avaliação de risco local deve ser realizada para determinar se o uso de proteção respiratória é necessário, principalmente quando os procedimentos que podem gerar aerossóis e gotículas são realizados fora da cabine de biossegurança, por exemplo, centrifugação, manipulação de amostras com vazamento e procedimentos que possam resultar em respingos (por exemplo, carga e descarga de canecos vedados de centrífuga, trituração, misturação, agitação vigorosa, sonicação, abertura de recipientes de materiais infecciosos cuja pressão interna possa ser diferente da pressão ambiente).
Equipamentos de laboratório
  • Quando usado efetivamente e junto com as normas de GMPP, o uso seguro dos equipamentos de laboratório ajudará a minimizar a probabilidade de exposição dos funcionários durante a manipulação de agentes biológicos.
  • Para que os equipamentos reduzam efetivamente os riscos, a administração do laboratório deve garantir que haja espaço suficiente para que sejam usados. Deve haver orçamento apropriado disponível para a operação e manutenção dos equipamentos, inclusive aqueles incorporados no projeto do laboratório, que devem vir acompanhados de especificações que descrevam suas características de segurança.
  • Todos os funcionários que operam ou realizam manutenção de equipamentos devem ser corretamente treinados e demonstrar sua proficiência.
Plano de emergência/ resposta a incidentes para Biossegurança laboratorial

Mesmo que o trabalho seja de baixo risco e todos os requisitos fundamentais estejam sendo cumpridos, ainda podem ocorrer incidentes.

Para reduzir a probabilidade de exposição/liberação de um agente biológico, ou reduzir as consequências de tais incidentes, um plano de contingência deve ser elaborado para garantir a Biossegurança laboratorial, com os procedimentos operacionais padrão (POPs) a serem seguidos em possíveis situações de emergência que se aplicam ao trabalho e ao ambiente local.

Os funcionários devem ser treinados nesses procedimentos e receber atualizações periódicas para manutenção de seus conhecimentos. Assim como:

  • Kits de primeiros socorros, incluindo insumos médicos, assim como frascos lava-olhos e curativos, devem estar disponíveis e facilmente acessíveis aos funcionários. Esses materiais devem ser periodicamente verificados para garantir que estejam dentro da validade e disponíveis em quantidade suficiente.
  • Todos os incidentes devem ser reportados aos funcionários designados no menor tempo possível. Deve-se manter um registro por escrito dos acidentes e incidentes, de acordo com os regulamentos nacionais, quando aplicáveis. Todo incidente deve ser reportado e investigado assim que possível, e usado para atualizar procedimentos laboratoriais e planos de resposta de emergência.
  • Kits para derramamentos, incluindo desinfetante, devem estar facilmente acessíveis aos funcionários. Dependendo do tamanho, localização concentração ou volume do derramamento, podem ser necessários diferentes protocolos.
  • Procedimentos por escrito para limpeza e descontaminação de derramamentos devem ser elaborados para o laboratório, e a equipe deve ser corretamente treinada.
Saúde ocupacional e a Biossegurança laboratorial
  • O empregador, por meio do diretor do laboratório, deve garantir que a saúde dos funcionários do laboratório seja devidamente checada e reportada.
  • Exames médicos ou informações de estado de saúde dos funcionários do laboratório podem ser necessários para garantir a segurança do trabalho no local e também a Biossegurança laboratorial.

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A Importância dos Esterilizadores em Hospitais

Não é nenhuma novidade que o processo de esterilização de equipamentos médicos hospitalares, tornou-se vital para assegurar a qualidade no atendimento médico, e a saúde dos pacientes, os Esterilizadores estão cada vez mais integrados em hospitais, clínicas, estúdios etc.

Esse processo é basicamente o que chamamos de “deveres padrões de atendimento”. Os profissionais que trabalham nos hospitais, em sua totalidade, precisam obrigatoriamente garantir que exista métodos, que garantam a segurança dos pacientes, assim como as próprias.

Isso significa toda a equipe que atua em hospitais, sejam eles médicos, enfermeiros, recepcionistas, devem sempre trabalhar pela segurança das pessoas presentes na instalação médica e enfrentar uma “batalha” que é travada todos os dias em todo o mundo, onde os “inimigos” são conhecidos como IACS (Infecções Associadas aos Cuidados de Saúde).

Riscos na esterilização inadequada de equipamentos hospitalares

A condução inadequada de um processo de esterilização pode acarretar consequências drásticas ao paciente, algumas delas são:

  1. Propagação de infecções:
    Se o equipamento hospitalar apresentar qualquer tipo de substância não identificada, ele poderá aumentar facilmente o risco de propagação de infecções, expondo com isso partes específicas do corpo a algumas bactérias.
  2. A disseminação de doenças:
    Se a esterilização dos equipamentos hospitalares não for realizada corretamente, imediatamente após o uso, torna-se muito fácil a disseminação de doenças de um paciente para outro. Exemplos também incluem AIDS, HIV, hepatite e, infelizmente, muitas outras.
  3. Riscos de morte:
    Embora possa parecer dramático, o equipamento médico contaminado devido à falta de esterilização adequada não é motivo de brincadeira. Infecções graves podem ocorrer, e em alguns casos, levar à morte de pacientes.
Esterilizadores em instrumentos hospitalares: como proceder?

Para garantir uma esterilização de equipamentos hospitalares de qualidade, existem três etapas principais que devem ser seguidas na seguinte ordem: limpeza, desinfecção e a esterilização.

Primeiro passo na esterilização de equipamentos hospitalares: limpeza

A limpeza basicamente significa remover todos os materiais estranhos visíveis – incluindo poeira e sujeira.

Limpando o equipamento hospitalar manualmente com sabão ou detergente e água corrente.

O objetivo principal da limpeza dos instrumentos hospitalares é a redução da carga biológica.

Esse processo evita qualquer tipo de contaminação inicial, ou seja, a retirada de materiais estranhos faz com que qualquer tipo de “população de organismos” sejam reduzidos.

Mas, vale lembrar que a limpeza representa apenas o mínimo necessário no tratamento de equipamentos hospitalares perigosos e não perigosos.

Essa limpeza não é suficiente para garantir a segurança no reuso desses instrumentos.

Isso significa que, na maioria dos casos, a limpeza é apenas o primeiro passo na desinfecção e esterilização dos instrumentos hospitalares.

Segundo passo na esterilização de equipamentos hospitalares: desinfecção

A desinfecção é a próxima etapa no manuseio de equipamentos médicos. Você pode se perguntar qual é a diferença entre a desinfecção e a esterilização (terceira e última etapa).

Portanto, embora a desinfecção signifique matar todos os microorganismos vivos, e destruir todos os esporos bacterianos, ainda assim é necessário o processo de esterilização, já que as bactérias são muito resistentes, e entram em um estado de hibernação, permitindo assim que elas resistam até às condições mais difíceis.

Não somente sua resistência, mas é preciso se atentar aos esporos bacterianos (capacidade bacteriana de reprodução rápida quando estão expostas em ambientes que ameaçam a sua sobrevivência, ou seja, que não oferecem nutrientes suficientes para que cresçam e se reproduzam) que podem ser muito perigosos, bem como tétano ou antraz.

Entretanto os métodos de desinfecção podem ser físicos, por ação térmica, ou químicos, pelo uso de desinfetantes.

Os físicos são os equipamentos de pasteurização bem como desinfetadoras e lavadoras de descarga.

Os desinfetantes mais utilizados são a base de aldeídos, ácido peracético, soluções cloradas e álcool. Podem, também, ser utilizados produtos à base de quaternário de amônia e peróxido de hidrogênio.

Terceiro e último passo na esterilização de equipamentos hospitalares: esterilização

Uma vez que os equipamentos hospitalares tenham passado pelos dois últimos estágios de descontaminação, o processo mais eficaz e radical de eliminação de germes pode começar.

É através da esterilização, que TODOS os microrganismos perigosos, sem exceções, são eliminados.

Não somos os únicos a recomendar o uso de autoclaves: a OMS aconselha fortemente seu uso em todas as instalações médicas, que precisam esterilizar instrumentos que possam ter entrado em contato com fluidos originários de dentro do corpo.

Nesse sentido os Esterilizadores utilizam agentes químicos ou físicos para destruir todas as formas de vida microbiana, sendo aplicada especificamente a objetos inanimados.

Os Esterilizadores de artigos hospitalares que oferecem maior segurança é o vapor saturado sob pressão, realizado em autoclave.

Este processo tem como parâmetros: o vapor, a pressão, a temperatura e o tempo.

Autoclaves: o princípio da esterilização de instrumentos em hospitais

Portanto o uso de autoclaves para esterilização a vapor tornou-se, de longe, o novo padrão para descontaminação de equipamentos hospitalares.

A Sanders do Brasil possui soluções para biossegurança, como autoclaves, lavadoras ultrassônicas, reprocessadoras de endoscópios, termodesinfectoras, entre outros, todos equipamentos destinados a segurança do paciente e dos operadores.
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