Papel do enfermeiro na CME

Os desafios do Enfermeiro na CME

Quando pensamos na Central de Material e Esterilização, logo nos vem à cabeça a imagem desse especialista competente, capaz de aplicar os conhecimentos corretos para que os processos aconteçam de forma segura, eficiente e com qualidade: O enfermeiro.

Ao longo das décadas, o bom desempenho das Centrais de Materiais e Esterilização (CMEs) tem sido estratégico à engrenagem de toda cadeia produtiva da unidade hospitalar. Elas são elementares à realização dos principais procedimentos médicos dentro do hospital, desde os mais simples aos mais complexos. Quando funcionam bem, seus benefícios não passam de obrigações em nome da segurança e da qualidade. Porém, quando apresentam problemas operacionais, o que se vê como resultado é um emaranhado de consequências que afetam diretamente a qualidade da assistência prestada pelo estabelecimento. O desenvolvimento da Central de Material e Esterilização (CME) está relacionado com a transformação do hospital como local de intervenções no corpo biológico, principalmente as cirurgias.

Garantir a qualidade e a segurança do processamento de materiais utilizados na assistência hospitalar representa um dos pilares do controle e da prevenção de infecções. Com o passar dos anos, as CMEs foram ganhando importância devido à própria evolução da Medicina, que ampliou consideravelmente o leque de procedimentos cirúrgicos, diagnósticos e terapêuticos. O aumento na demanda e da complexidade de cirurgias passou a exigir a devida esterilização de um grande arsenal de instrumentos. Além disso, outros fatores contribuíram para as transformações pelas quais vêm passando as CMEs, a exemplo das evoluções tecnológicas dos instrumentos, que incorporaram materiais de diferentes tipos; as mudanças na legislação, com a adequação da RDC 15 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que passou a estabelecer condições físicas de funcionamento dessas centrais; até as boas práticas do ambiente, atreladas a metas gerenciais e de segurança.

Essas transformações têm exigido um olhar mais criterioso por parte das administrações hospitalares. A CME é uma unidade de apoio técnico dentro do estabelecimento de saúde destinada a receber material considerado sujo e contaminado, descontaminá-los, prepará-los e esterilizá-los, bem como, preparar e esterilizar as roupas limpas oriundas da lavanderia e armazenar esses artigos para futura distribuição.

A seguir, você compreenderá mais sobre qual é a real função do enfermeiro na CME e também conhecerá uma alternativa para que o processamento dos artigos de seu hospital ou clínica aconteça de forma impecável. Acompanhe!

A atuação do enfermeiro no central de material e esterilização

Na Central de Material e Esterilização, a atividade de gerenciamento é a principal adotada pelo enfermeiro, podemos defini-lo como de extrema responsabilidade, o funcionamento adequado tem como base a gerência do processo e medidas de previsão e provisão de recursos.

Partindo do princípio que o preparo de materiais é fundamental à prática assistencial da Enfermagem e da Medicina, devendo ser feito com todo o cuidado e profissionalismo possíveis. Portanto, o enfermeiro, durante o processamento, assume diversas funções, como:

  • administração do setor;
  • desenvolvimento de atividades técnico-assistenciais;
  • controle de rotina dos métodos esterilizantes;
  • gestão do capital humano.

Cabe aos Enfermeiros responsáveis por Centro de Material e Esterilização (CME), ou por empresa processadora de produtos para saúde: a participação, coordenação, execução, supervisão e avaliação de todas as etapas do processamento de produtos para saúde. Pode-se inferir a relevância do estímulo pela busca do conhecimento acerca da atuação do enfermeiro na CME, compreendendo o perfil dos trabalhadores e as suas respectivas funções no processamento dos materiais de saúde.

Realizar o gerenciamento adequado da CME é a base para garantir a segurança da esterilização e um bom atendimento aos pacientes. Por isso, o enfermeiro é um profissional indispensável na área.

Como é a rotina do enfermeiro na CME?

A primeira atividade é o recebimento de materiais não limpos e contaminados. A partir disso, o enfermeiro gerencia o processo, distribuindo as funções para a sua equipe, e, então, inicia a esterilização. Cabe a esses profissionais responsáveis a coordenação, a execução, a supervisão, a rastreabilidade e a avaliação de todas as etapas.

Esse preparo de materiais deve ser realizado com muito cuidado e profissionalismo, afinal, estamos lidando com a saúde de milhares de pessoas. Portanto, o enfermeiro é essencial e assume diversas funções, como:

  • É o responsável pelo fornecimento de material esterilizado a todo hospital/clínica;
  • Promove a interação entre os setores;
  • Adapta as condições ambientais às necessidades do trabalho na CME;
  • Planeja e implementa treinamentos que atendam às necessidades da área;
  • Promove o envolvimento e o compromisso de toda a equipe;
  • Favorece o bom relacionamento entre os membros da equipe;
  • Providencia materiais e equipamentos que atendam às necessidades do trabalho na CME.

Como garantir a qualidade no processamento e na esterilização?

Invista em uma empresa especializada e em equipamentos de qualidade. Assim, você terá certeza de que o serviço seguiu altos padrões de qualidade e os materiais estão totalmente prontos para a reutilização.

Sanders do Brasil, durante seus 18 anos, sempre prezou pela segurança, pelo respeito irrestrito à legislação, e pela excelência na qualidade hospitalar. Os seus  equipamentos contribuem significativamente para que os estabelecimentos de saúde cumpram a nobre função de salvar vidas.

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CME: Embalagem, Esterilização e Armazenagem

Para garantir a qualidade do processo de esterilização, são necessárias medidas que evitem a recontaminação do artigo após o processamento, seja no armazenamento, transporte ou durante a manipulação. Por esse motivo, torna-se necessário o conhecimento, pelos profissionais que atuam no centro de material e esterilização (CME), da diversidade de embalagens disponíveis no mercado e na utilização apropriada das mesmas, uma vez que, qualquer falha ocorrida no processamento dos artigos pode acarretar ônus ao paciente, à instituição e a à equipe multiprofissional, pois a qualidade do material distribuído, está diretamente relacionada com a qualidade da assistência prestada.

A autoclavagem é um tratamento térmico muito utilizado nos serviços de saúde para esterilização de materiais. Nesse processo o material contaminado (previamente lavado e embalado) é submetido a uma temperatura elevada durante um período de tempo suficiente para destruir todos os agentes patogênicos, por meio do contato com vapor de água sob pressão. O papel grau cirúrgico é o material mais usado nos CME’s para embalar os produtos a serem esterilizados. Tal embalagem desempenha um importante papel na corrente de proteção dos profissionais e pacientes.

Tipos de Embalagens para Esterilização de Materiais Hospitalares

Dependendo do tipo de uso, armazenagem e transporte, um artigo esterilizado deve ser embalado em uma ou mais camadas de embalagem: Pode ser embalagem primária, secundária e de transporte. A qualidade da esterilização do material embalado tem relação direta com a qualidade da autoclave que a equipe profissional utiliza no CME.

Papel Kraft

O uso do papel kraft como embalagem para esterilização é proibido pela Anvisa, segundo a RDC15/2002.

Além de apresentar inconstância na gramatura, microfuros, não suportar umidade e ter efeito memória, o material contém amido, corante e produtos tóxicos. Isso pode prejudicar a saúde dos profissionais que manuseiam o produto na hora da selagem do papel.

Portanto, o uso deste material na Central de Material e Esterilização (CME) deve ser descartado.

Brim (algodão)

Difundido ainda hoje em muitos hospitais, o uso do tecido de algodão para esterilização é visto como uma alternativa mais barata entre muitos compradores e enfermeiros. No entanto, é bom lembrar que devem ser colocados na ponta do lápis os gastos com a lavanderia (água, sabão, energia), além da mão de obra empregada no processo para poder reutilizá-lo. Afinal de contas, os funcionários poderiam dedicar este tempo para executar outras tarefas.

Vale lembrar também que o algodão não resiste à umidade e possui baixa barreira antimicrobiana (34%), aumentando o risco de infecções hospitalares. A cada nova lavagem, as fibras se desgastam, e o monitoramento de reutilizações pode ser complicado para o hospital.

Papel Crepado para esterilização

O papel crepado possui baixa resistência à tração, podendo furar ou rasgar com facilidade. O material possui efeito memória (pouco maleável), dificultando o manuseio e a abertura asséptica.

Não é compatível com Plasma de Peróxido de Hidrogênio.

Papel Grau Cirúrgico

O papel grau cirúrgico é o material mais usado nos CME’s para embalagem de produtos a esterilizar na autoclave, e um dos elos da corrente de proteção dos profissionais e pacientes. Normalmente apresentado em forma de rolo, é composto de uma lâmina plástica termo resistente e outra de SMS (spunbond-meltblown-spunbond) ambas fundidas lateralmente, onde se encontram indicadores químicos que mostram quando foi submetido ao calor e pressão de autoclave. 

Outros tipos de papel não são recomendados para embalar materiais a esterilizar em autoclaves sob calor, vapor e pressão. Mesmo o papel grau cirúrgico precisa ser autorizado pela ANVISA, pois há de ter porosidade controlada e seguir as normas oficiais de segurança e qualidade. Recomenda-se atenção no ato da aquisição do papel grau cirúrgico.

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Tecido SMS para esterilização

O SMS é um tecido-não-tecido 100% polipropileno. É considerado o material para esterilização mais completo, uma vez que possui alta barreira contra microrganismos, é compatível com todos os processos gasosos e a vapor e tem alta resistência contra rasgos e furos.

É maleável, repele líquidos e  permite a penetração do agente esterilizante.

O SMS também possui tempo de validade extenso, podendo a chegar até 6 meses dependendo das condições de armazenamento.

O material é composto por três camadas:
Spunbond: duas lâminas externas que garantem a resistência e durabilidade do material.
Meltblown: uma lâmina interna que forma uma barreira efetiva contra bactérias e líquidos.

ESTERILIZAÇÃO

Com o material limpo e embalado adequadamente, e todos os cuidados tomados, chega o momento de autoclavar.

O processo de autoclavagem consiste em manter o material contaminado em contato com um vapor de água sob pressão, em temperatura elevada, garantindo-se condições de alta temperatura (entre 105 e 150°C) por um período de tempo suficiente para matar todos os micro-organismos.

Os períodos de exposição para esterilização a vapor variam com o tamanho, formato, peso, densidade e composição do material do dispositivo a ser esterilizado, entre outros fatores.

Nesse processo o material contaminado (previamente lavado e embalado) é submetido a uma temperatura elevada durante um período de tempo suficiente para destruir todos os agentes patogênicos, por meio do contato com vapor de água sob pressão. O papel grau cirúrgico é o material mais usado nos CME’s para embalar os produtos a serem esterilizados. Tal embalagem desempenha um importante papel na corrente de proteção dos profissionais e pacientes.

ARMAZENAGEM

A armazenagem de produtos hospitalares requer atenção especial em qualquer lugar. O local para armazenagem segue critérios definidos pela ANVISA e sua Resolução RDC 15, de março de 2020.

Este tipo de material demanda cuidados específicos, e qualquer erro, por menor que possa parecer, pode acarretar em perda do material ou de sua utilidade.

Afinal, todo produto médico contém uma série de normas e cuidados e a armazenagem de materiais hospitalares deve ser feita de forma responsável.

Em relação ao prazo de validade, a ANVISA nessa resolução coloca como sendo a data limite de uso do produto esterilizado: prazo estabelecido em cada instituição, baseado em um plano de avaliação da integridade das embalagens, fundamentado na resistência das embalagens, eventos relacionados ao seu manuseio (estocagem em gavetas, empilhamento de pacotes, dobras das embalagens), condições de umidade e temperatura, segurança da selagem e rotatividade do estoque armazenado.

Isso facilita bastante, mas todos os cuidados devem ser tomados para garantir um bom acondicionamento, como:

  1. O transporte do CME até a sala de armazenagem deve ser feito em suportes adequados para a manipulação reduzir-se ao mínimo e o mais segura possível.
  2. As prateleiras devem ser feitas de material não poroso, resistente a limpezas úmidas e a produtos saneantes.
  3. Os nichos devem ser arejados, em local seco e com luminosidade controlada.
  4. O armazenamento deve privilegiar a leitura das etiquetas com datação e identidade das coleções esterilizadas.
  5. O material deve circular o mínimo possível até o local de armazenagem e deste até a sala de atendimento.

No Brasil as condições de armazenamento representam o maior desafio por causa das grandes diferenças de temperatura e umidade. A qualidade da esterilização do material embalado tem relação direta com a qualidade da autoclave que a equipe profissional utiliza no CME. O Investimento em biossegurança sempre tem alto retorno para médio e longo prazo.

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Coronavírus e a CME: Perguntas e respostas

CME e o Coronavírus: Perguntas e respostas

O coronavírus (Covid-19) tem gerado preocupação em pessoas de todo o planeta, Em 2020 ano em que foi comemorado o bicentenário de nascimento de Florence Nightingale, ficamos diante de mais um momento marcante para a humanidade: uma pandemia.

A falta de informação atinge todos os setores e todas as atividades da sociedade. No ambiente hospitalar, que lida de forma mais direta com o vírus, não poderia ser diferente. Os profissionais de Enfermagem tiveram bem pouco tempo para celebrar o ano que a eles foi destinado pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Reunimos as perguntas e respostas mais relevantes no que se refere ao coronavírus e Qual o impacto da pandemia COVID-19 na CME.

1. QUAL O IMPACTO DA PANDEMIA COVID-19 NA CME? A princípio, os processos não seriam modificados. No entanto, é fundamental destacar que, pelas características da infecção, há um aumento de uso dos Produtos Para a Saúde (PPS) utilizados no suporte ventilatório. Isto porque no cenário hospitalar são internados os pacientes com quadros mais graves que requerem leitos de terapia intensiva. Os PPS para suporte ventilatório, por sua conformação e características físicas, podem dispersar partículas e aerossóis especialmente durante a fase de limpeza manual.

2. COMO IMPEDIR A PROPAGAÇÃO DA COVID-19 NA CME? As Precauções Padrão (PP) enfatizam o uso de EPI, com base no risco avaliado de exposição ao sangue e outros fluidos potencialmente infecciosos e a higiene das mãos. Elas representam uma filosofia que assume que todos os pacientes são potencialmente infecciosos. Precauções Padrão se aplicam a todos os fluidos corporais, secreções e excreções (exceto suor), pele não intacta e membranas mucosas. Podem ser necessárias Precauções baseadas na Transmissão para impedir a propagação de doenças específicas que são transmitidas por contato, gotículas e transmissão pelo ar. Quando necessário, as precauções baseadas na transmissão complementam as PP.

3. PODE-SE ADAPTAR A PRECAUÇÃO BASEADA NA TRANSMISSÃO PARA A CME? Sim. A transmissão de agentes infecciosos em um ambiente de saúde requer três elementos: uma fonte (ou reservatório) de agentes infecciosos, um hospedeiro suscetível como porta de entrada ao agente e um modo de transmissão para o agente. No ambiente da CME, podem ser distinguidos esses três elementos.

4. COMO DEVE SER FEITO O CONTROLE DO TRÁFEGO? O padrão ideal seria o fluxo único e unidirecional, no qual a circulação da área crítica não cruze com as demais áreas. Observar a paramentação adequada. Caso não haja banheiro na área crítica, os EPIs devem ser retirados obedecendo à técnica adequada e o servidor deverá dirigir-se imediatamente ao banheiro mais próximo da área para tomar banho.

5. QUAIS SÃO OS PPS ENVOLVIDOS NA ASSISTÊNCIA AO PACIENTE COM COVID-19 PROCESSADOS PELA CME? Além dos PPS habitualmente utilizados nos pacientes internados, se destacam itens como circuitos ventilatórios, máscaras, nebulizadores, umidificadores, inaladores, copos umidificadores, ressuscitadores manuais, conectores, traqueias, demais acessórios utilizados na assistência ventilatória.

6. QUAIS SÃO OS CUIDADOS NO TRANSPORTE DO PPS CONTAMINADO PARA A CME? Os Produtos Para Saúde contaminados devem ser manuseados de modo a reduzir o risco de exposição e/ou lesão para a equipe profissional e clientes/pacientes/residentes ou contaminação de superfícies ambientais; devem ser transportados para a área designada para descontaminação assim que possível após o uso, em recipientes cobertos, hermeticamente fechados, resistentes à perfuração, a fim de prevenir o extravasamento de líquidos. Os recipientes incluem bandejas, carrinhos, sacos impermeáveis (materiais que não sejam perfuro cortantes). Recomenda-se recipientes rígidos.

7. COMO DEVO PROCEDER COM A CHEGADA DO PPS CONTAMINADO NA CME? Adotar as Precauções Padrão (PP), utilizar o EPI adequado: avental impermeável de manga longa, máscara N95, óculos ou protetor facial, luvas emborrachadas de cano alto, calçados impermeáveis e fechados. O uso de EPI é imprescindível, haja vista que o vírus pode permanecer viável e infeccioso em aerossóis por horas e em superfícies por dias.

8. COMO REALIZAR O PROCESSAMENTO DO PPS PARA OS CASOS DE COVID-19? Os PPS devem seguir rigorosamente etapas de processamento conforme boas práticas e legislações vigentes. Os processos que geram aerossóis deverão ser evitados. Vaporizadores, também denominados steamers deverão ser evitados. Os métodos preferenciais incluem a limpeza e a desinfecção em termodesinfectadoras.

9. A PRÉ-LIMPEZA É RECOMENDADA NA SITUAÇÃO DE COVID-19? A pré-limpeza é o primeiro tratamento a ser realizado nos produtos para saúde para diminuir a população de microrganismos e facilitar a limpeza subsequente. É imperativo evitar a secagem da sujidade no PPS. A pré-limpeza deverá ser realizada o mais rápido possível após o uso, o mais próximo do local de uso, antes da limpeza, de acordo com procedimento aprovado pela CME, a fim de proteger o pessoal do manuseio dos PPs e o ambiente.

 10. COMO REALIZAR A LIMPEZA MANUAL DO PPS? Utilizar EPI. Retirar os artigos dos recipientes de transporte, descartar sacos plásticos impermeáveis, limpar e desinfetar o recipiente rígido que irá ser reutilizado. Seguir rigorosamente as instruções para diluição mínima e tempo de contato quanto ao uso de detergentes. Imergir o material contaminado na cuba. Aguardar tempo de contato para a ação detergente. Retirar o material e enxaguar removendo todo residual de detergente. Artigos que requerem escovação, esta deve ser realizada de forma a minimizar ao máximo a geração de aerossóis e respingos. Após, realizar o enxágue, em água corrente, secar os materiais e encaminhar para etapa de desinfecção. Todos os acessórios utilizados no processo de limpeza, como as escovas, devem ser de preferência de uso único. Na impossibilidade de descarte, devem ser lavados e desinfetados. RDC Anvisa no 15/2012 art. 68. O enxágue dos produtos para a saúde deve ser realizado com água que atenda aos padrões de potabilidade definidos em normatização específica.

11. QUAIS AS OPÇÕES PARA REALIZAR A DESINFECÇÃO DE PPS RESPIRATÓRIOS? As opções estão diretamente relacionadas às características dos PPS e dos equipamentos disponíveis na CME. Para os PPS resistentes ao calor, se indica a termodesinfecção. Na ausência de um equipamento para este fim e para produtos termossensíveis, deve-se proceder a desinfecção química.

12. QUAIS AS ORIENTAÇÕES PARA REALIZAR A DESINFECÇÃO DE ALTO NÍVEL DE PPS RESPIRATÓRIOS? Para os artigos semicríticos, conforme informações do Centro de Controle de Doenças e, por se tratar de uma pandemia, forneça, no mínimo, a desinfecção de alto nível. Estão entre estes artigos semicríticos: endoscópios gastrointestinais, tubos endotraqueais, circuitos respiratórios de anestesia e equipamentos de terapia respiratória que entram em contato com membranas, mucosas ou a pele não intacta. Os produtos eficazes na inativação do vírus podem ser determinados com base nos dados associados à inativação de vírus semelhantes ou mais resistentes (ou seja, mais difíceis de inativar). O SARS-CoV-2 é um coronavírus, altamente suscetível, inativado por muitos desinfetantes comumente usados. São exemplos de princípios ativos de desinfetantes de alto nível: ácido peracético, peróxido de hidrogênio entre outros.

13. COMO REALIZAR A DESINFECÇÃO MANUAL DO PPS? Utilizar EPI, conforme orientação do fabricante do desinfetante. Respeitar rigorosamente as instruções de preparo e o tempo de contato validado pelo fabricante. Imergir o material, devidamente limpo e seco, por completo no desinfetante de alto nível. Preencher lumens e 19 canais com a solução desinfetante. Aguardar tempo de contato definido pelo fabricante. Retirar o material da cuba com luvas limpas. Enxaguar em água corrente para retirar todo residual do desinfetante.

14. COMO PROCESSAR LÂMINAS E CABOS DE LARINGOSCÓPIOS? As lâminas e cabos de laringoscópio são artigos semicríticos. As membranas mucosas intactas, como as dos pulmões e do trato gastrointestinal, geralmente são resistentes à infecção por esporos bacterianos comuns, mas suscetíveis a outros organismos, como bactérias, micobactéria e vírus. Portanto, esses dispositivos devem estar livres de todos os microrganismos, com exceção de um pequeno número de esporos bacterianos. Considerando os riscos de contaminação também do cabo do laringoscópio, deve-se priorizar os processos desinfecção de alto nível ou esterilização após o uso em cada paciente. Inicialmente, verificar as instruções de limpeza e desinfecção do fabricante do artigo. Destacar a lâmina da guia. Retirar as pilhas/baterias da guia. Aguardar o resfriamento da lâmpada. Lavar com solução enzimática cabo e lâmina. Proceder a escovação. Enxaguar e secar. Encaminhar para desinfecção de alto nível/esterilização. Avaliar a compatibilidade dos desinfetantes com o material. Enxaguar e embalar adequadamente para o transporte. Após a desinfecção, atenção e cuidado para não contaminar os itens desinfetados no processo.

15. QUAIS SÃO AS OPÇÕES PARA REALIZAR A ESTERILIZAÇÃO DE PPS RESPIRATÓRIOS? Considere os aspectos de compatibilidade entre o produto e o agente esterilizante. Escolha o processo de esterilização mais adequado (vapor saturado sob pressão, esterilização a baixa temperatura por peróxido de hidrogênio ou óxido de etileno).

16. O AR COMPRIMIDO PODE CONTAMINAR OS PRODUTOS PARA SAÚDE? Sim. O ar comprimido deve ter característica medicinal. A qualidade do ar comprimido utilizado no tratamento de Produtos Para Saúde deve ser determinada e controlada, pois pode haver a presença de partículas, água e óleo. O ar medicinal deve ser filtrado. Valor máximo da contaminação microbiológica do ar medicinal é de 100 UFC/m3 . A RDC no 15/2012 art. 69 estabelece que o CME Classe II e a empresa processadora devem utilizar pistola de água sob pressão para limpeza manual de produtos com lúmen e ar comprimido medicinal, gás inerte ou ar filtrado, seco e isento de óleo para secagem dos produtos.

17. POSSO USAR ADEREÇOS E JOIAS NO PROCESSAMENTO DO PPS? Não. Conforme estabelecido na Norma Regulamentadora NR 32, as joias e demais adereços podem abrigar microrganismos e estes podem se depositar nos PPS processados. Relógios de pulso e anéis, em particular, podem enroscar em equipamentos ou instrumentos ferindo pessoas ou danificando o item ou a embalagem. Anéis e alianças são fontes de contaminação que você pode levar para o seu ambiente familiar. Recomenda-se que chegue ao seu local de trabalho sem adereços. O trabalhador da CME e da empresa processadora deve utilizar vestimenta privativa, touca e calçado fechado em todas as áreas técnicas e restritas. Padrão Ideal para o Expurgo: Adorno zero, touca, macacão, protetor facial, luva de procedimento, luva de cano longo ajustável, máscara N95/PFF2, bota impermeável e protetor auricular. O trabalhador deverá estar sem adornos, com roupa privativa, capote impermeável próprio para área crítica, luva de cano longo ajustável, máscara PFF2 e sapato fechado.

18. QUE TIPO DE MÁSCARA OS TRABALHADORES DA CME DEVEM UTILIZAR? Os profissionais de saúde deverão utilizar máscaras N95, FFP2 ou equivalente ao realizar procedimentos geradores de aerossóis. No caso da CME, isto pode ocorrer durante o procedimento de escovação de artigo, steamer e uso de pistolas de ar comprimido. Essa situação se aplica ao setor de expurgo. A ANVISA recomenda que, excepcionalmente, em situações de carência de insumos e para atender a demanda da epidemia da COVID-19, a máscara N95 ou equivalente poderá ser reutilizada pelo mesmo profissional, desde que cumpridos passos obrigatórios para a retirada da máscara sem a contaminação do seu interior. Com objetivo de minimizar a contaminação da máscara N95 ou equivalente, se houver disponibilidade, pode ser usado um protetor facial (face shield). Se a máscara estiver íntegra, limpa e seca, pode ser usada várias vezes durante o mesmo plantão pelo mesmo profissional até 12 horas ou conforme definido pela Comissão de Controle de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde (CCIRAS) da instituição.

19. QUAL A DIFERENÇA ENTRE AS MÁSCARAS CIRÚRGICAS E RESPIRADORES N95 E A FFP2? As máscaras são barreiras de uso individual que cobrem nariz e boca. A máscara cirúrgica é indicada para proteger o trabalhador da saúde de infecções por inalação de gotículas transmitidas a curta distância e pela projeção de sangue ou outros fluidos corpóreos que possam atingir suas vias respiratórias. A máscara cirúrgica não protege adequadamente o usuário em relação a patologias transmitidas por aerossóis. A máscara N95 ou FFP2 é indicada para os profissionais expostos a contaminados nos quais pode ocorrer a propagação de agentes contaminantes por meio de aerossóis. A capacidade de filtração e de resistência a materiais particulados chega a ser de 95% de eficiência para partículas maiores de 0,3µm.

20. QUAIS OS CUIDADOS QUE DEVO TER NA UTILIZAÇÃO DE MÁSCARAS? Coloque a máscara cuidadosamente para cobrir a boca e o nariz, e ajuste com segurança para minimizar os espaços entre a face e a máscara. Enquanto estiver em uso, evite tocar na máscara. Remova a máscara utilizando a técnica apropriada (ou seja, não toque na frente, remova sempre por trás). Após a remoção ou sempre que tocar inadvertidamente em uma máscara usada, deve-se realizar a higiene das mãos com água e sabão ou álcool gel. Substitua a máscara por uma nova, limpa e seca assim que se tornar úmida ou conforme orientação do fabricante.

21. COMO DEVO FAZER A LIMPEZA DOS ÓCULOS, PROTETORES FACIAIS, BOTAS? Limpar com água e sabão/detergente e desinfecção com hipoclorito de sódio ou outro produto que seja recomendado pelo fabricante do EPI. Priorizar o uso de equipamentos/ materiais descartáveis.

22. QUE PRODUTOS UTILIZAR PARA LIMPEZA E DESINFECÇÃO DAS SUPERFÍCIES DA CME? A desinfecção pode ser feita com álcool a 70%, hipoclorito de sódio, quaternário de amônio ou outro desinfetante indicado para este fim e seguindo procedimento operacional padrão definido pela instituição. A solução deve ser aplicada rigorosamente conforme orientações do fabricante e deve ser selecionada de acordo com o tipo de superfície a ser limpa (compatibilidade), tipo de sujidade.

23. SOLUÇÃO ALCOÓLICA É INDICADA PARA EVITAR ODOR DE MATÉRIA ORGÂNICA NO PPS? Não. Os PPS não devem ser tratados com nenhum produto químico adicional (álcool, lenços desinfetantes) a menos que especificamente indicado nas instruções de uso (IUF) recomendadas pelos fabricantes. O emprego de soluções alcoólicas na etapa de limpeza é contraindicado haja vista que esta prática pode aumentar a adesão de resíduos à superfície do PPS, devido à desnaturação de proteínas. A fixação de sangue no PPS dificulta o processo de limpeza e desinfecção.

24. A CME PODE PROCESSAR UTENSÍLIOS DO PACIENTE? Idealmente não. Os utensílios do paciente como comadre, papagaio/patinho devem ser higienizados em local fora da CME. Os expurgos das unidades de internação seriam os locais recomendados. O mercado oferece equipamentos para a limpeza de comadres e papagaios/patinhos. Os utensílios de uso do paciente podem ser processados em lavadora específica conforme norma técnica e valores de tempo e temperatura. A0 = 60 (1 min 80°C).

25. O QUE FAZER COM AS COMADRES E PAPAGAIOS/PATINHOS? Os enfermeiros da CME, juntamente com os enfermeiros da Comissão de Controle de Infecção Relacionada a Assistência à Saúde e do Comitê de Processamento de Produtos para a Saúde devem definir como realizar o processamento desses utensílios.

26. UTILIZO TECIDO DE ALGODÃO PARA EMBALAGEM. ALGUM RISCO? O algodão é utilizado como embalagem em muitos hospitais brasileiros. No caso de doenças como o coronavírus recomenda-se manusear roupas e tecidos com o mínimo da agitação. Essa recomendação poderá parecer mais adequada ao cuidado direto com o paciente isolado. Porém no cenário das CMEs e dos Centros Cirúrgicos os particulados são igualmente indesejáveis.

RECOMENDAÇÕES GERAIS PARA ENFERMEIRO GESTOR DE CME

• Reforçar higiene de mãos, antes e após o desenvolvimento das atividades, contato com o material, manusear os insumos, manuseio dos equipamentos, recebimento de materiais consignados;

• Reforçar higienização de equipamentos, bancadas;

• Disponibilizar EPIs necessários para cada etapa do processo;

• Rever rotinas de utilização de EPIs e retirada e processamento de materiais;

• Elaborar treinamentos e manter atualizados os POPs institucionais, de acordo com as mudanças frente à epidemia;

• Prover materiais em quantidades necessárias, evitando desgaste precoce do material e garantindo a funcionalidade deles no momento do uso em períodos de alta demanda;

• Inspecionar os materiais no momento do preparo e embalagem;

• Estar atento para o transporte dos artigos contaminados, prevenindo a contaminação de pele, mucosas e roupas, evitando a transferência de microrganismos para outros ambientes, adotando-se medidas de precaução quanto à coleta, recebimento, manipulação, disponibilizando e utilizando EPIs adequados para cada etapa;

• Planejar cuidadosamente e gerenciar recursos para garantir que haja suprimentos suficientes e trabalhadores experientes durante uma epidemia;

• Lembrar que acelerar os processos pode colocar em risco pacientes e funcionários, com consequências potencialmente perigosas;

• Em uma epidemia é importante estar atento ao aumento de ciclos realizados nos equipamentos, funcionamento e manutenções;

• Manter seus protocolos de monitoramento dos processos e equipamentos de limpeza e esterilização;

• Considerar o desgaste da equipe que poderá facilitar a ocorrência de erros;

• Orientar os profissionais da CME para manterem suas carteiras de vacinação atualizadas;

• Enfatizar os efeitos do processamento repetido de um mesmo PPS. Fissuras e rachaduras podem ser imperceptíveis. A inspeção poderá detectar esse problema;

• Observar quais dispositivos gastos ou danificados podem não ter o desempenho pretendido e podem conter patógenos ocultos;

• Em casos de calamidade como os dias atuais, a aquisição de insumos e equipamentos deve ser agilizada, mas os critérios devem ser mantidos;

• Mantenha a equipe sempre atualizada com as constantes mudanças institucionais;

• Apoiar e envolver a equipe nas mudanças e futuras decisões;

• Diga para você mesma e sua equipe sempre: “somos peças chave no cuidado a todos os pacientes”.

Ainda há muito para aprendermos sobre a transmissibilidade, a gravidade e outros recursos associados ao SARS-CoV-2 e as investigações estão em andamento em todo o mundo. Assim, o conteúdo deste documento pode ser alterado e atualizado à medida que mais informações estiverem disponíveis. Outras informações a respeito do tema podem ser encontradas em documentos específicos no site da Anvisa e do Ministério da Saúde: http://portal.anvisa.gov.br/coronavirus e https://coronavirus.saude.gov.br/, respectivamente.

Fonte: Cofen – RECOMENDAÇÕES GERAIS PARA ORGANIZAÇÃO DOS SERVIÇOS DE SAÚDE E PREPARO DAS EQUIPES DE ENFERMAGEM

Biossegurança no desenvolvimento de vacinas

Biossegurança no desenvolvimento de vacinas

O desenvolvimento e produção de imunobiológicos (vacinas, biofármacos e imunodiagnóstico), requer uma ampla gama de medidas de biossegurança para garantir a segurança de seus funcionários, do produto final e dos consumidores destes produtos. Neste artigo, abordaremos os principais aspectos da biossegurança nas etapas envolvidas neste processo.

Conheça o processo de produção de novas vacinas

As vacinas são preparadas a partir de bactérias ou vírus modificados em laboratório, de forma a perderem a capacidade de provocar a doença.

A corrida em busca de uma vacina ou vacinas que protejam a população do coronavírus deu visibilidade para um processo complexo que demanda investimento e tempo. Antes que uma vacina possa ser distribuída, ela passa pelas diferentes fases de produção citadas abaixo.

Identificação: Para a vacina, são usados microorganismos inteiros ou partes dele. O antígeno é a parte específica do vírus ou bactéria que as células de defesa reconhecem.

Reprodução: Uma das etapas iniciais é a amplificação do vírus ou bactéria em grandes quantidades. Para a produção de algumas vacinas são utilizados biorreatores, responsáveis por multiplicar os microorganismos.

Purificação: Nesta etapa ocorre a purificação dos componentes da vacina, separando-os dos demais.

Formulação: Consiste na adição de componentes para obter a imunogenicidade ideal, com vista à futura administração.

Experimentos em animais: Inicia-se com camundongos infectados e outros animais. O objetivo nesta etapa é descobrir se a vacina é segura e se estimula adequadamente a resposta imune.

Entre 20 e 100 voluntários: é o primeiro estudo a ser realizado em humanos adultos saudáveis. Os objetivos são avaliar a segurança e a capacidade da vacina em induzir resposta imune.

Centenas de voluntários: avalia-se mais detalhadamente a resposta imune induzida e a segurança da vacina. Já pode ser possível observar se a vacina apresenta alguma eficácia.

Milhares de voluntários: avalia-se a eficácia da formulação no público-alvo, ou seja, semelhante à população que receberá a vacina (por exemplo, bebês para um novo produto infantil).

Oficialização: a aprovação e licenciamento é feita pelos órgãos reguladores. No Brasil é a ANVISA; nos EUA é o FDA (Food and Drug Administration).

Processo Industrial: Uma vez comprovada a eficácia, a vacina passa a ser produzida em escala industrial. Da elaboração à produção, o processo pode demorar até dois anos.

No mercado:  Mesmo após aprovação, a nova vacina continua sendo monitorada, em busca de possíveis reações adversas.

Níveis de biossegurança

Níveis de biossegurança
Níveis de Biossegurança (NB)

Existem quatro Níveis de Biossegurança (NB) definidos pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), designados em ordem crescente pelo grau de proteção proporcionado: NB-1, NB-2, NB-3 e NB-4. O primeiro nível começa com precauções mínimas devido ao baixo risco de biossegurança. A medida de segurança aumenta nos próximos três níveis, proporcionalmente ao risco que os organismos e agentes utilizados oferecem ao operador e ao meio ambiente.

No Brasil não há laboratórios de nível 4 para pesquisas relacionadas a humanos. Devido a complexidade, custos e riscos, há apenas 61 laboratórios NB-4 operando, em diferentes condições, em todo o mundo.

Nível 1 – NB-1: Manipulação de agentes que não causam doenças em seres humanos ou em animais de laboratório. Ex: Saccharomyces cerevisae.

Não há necessidade do laboratório localizar-se em área isolada do edifício

Uso de roupas protetoras, como jaleco e sapatos fechados

Bancadas abertas com pias próximas

Nível 2 – NB-2: Manipulação de agentes capazes de causar doenças em seres humanos ou em animais, mas com baixo risco de disseminação. Ex: Dengue vírus.

O laboratório é separado de outras construções, por uma antessala ou pelo próprio Laboratório NB-1

Barreiras para contenção ao manipular agentes que provoquem aerossóis ou vazamento de materiais infecciosos

Uso de luvas e proteção para o rosto quando necessário

Manual para descontaminação de dejetos ou normas de vigilância médica

Autoclave para esterilizar utensílios e materiais

Barreira Primária

As cabines de segurança biológicas (CSB) são geralmente usadas como contenção primária no trabalho com agentes de risco biológico, minimizando a exposição do operador, do produto e do ambiente.

Autoclave: Aparelho para esterilização. Destrói os agentes patogênicos por meio de temperatura elevada, com vapor de água sob pressão. Conheça as autoclaves da Sanders do Brasil.

Nível 3 – NB-3: Manipulação de agentes capazes de causar doenças em seres humanos ou em animais, com risco de se disseminarem na comunidade.
Ex: coronavírus

Acesso controlado, com portas duplas com fechamento automático

Ar de exaustão não recirculante

Barreiras de contenção usadas para todas as manipulações de agentes

Uso de luvas e proteção respiratória quando necessário

O trabalho deve ser executado em dupla

Descontaminação da roupa usada no laboratório antes de ser lavada

Autoclave de dupla porta

Ar não exaustante

O laboratório deve ter um sistema de ar que não recircule em outras áreas do prédio. O ar deve ser descarregado em áreas livres de construções e de entradas de ar.

Macacão de proteção

A roupa não pode ser usada fora do laboratório. Antes de ser lavada ou descartada deve ser esterilizada e trocada quando contaminada.

Nível 4 – NB-4: Manipulação de agentes que causam doenças graves em humanos ou animais, de fácil transmissão e sem medidas de prevenção ou tratamento. Ex: vírus Ebola

Mudança de roupa antes de entrar, banho de ducha na saída

Ar de exaustão não recirculante

Edifício separado ou área isolada

O material é descontaminado na saída das instalações

Sistemas de abastecimento e escape à vácuo

O trabalho deve ser executado em dupla

Procedimentos conduzidos em cabines de segurança, com macacão com suprimento de ar

Abastecimento e Escape

Os efluentes líquidos devem ser descontaminados, preferencialmente através de tratamento com calor antes de serem jogados no esgoto sanitário.

Macacão com suprimento de ar

São roupas de proteção com ar insuflado, ventiladas por sistema de suporte de vida.

Biossegurança nas salas de vacinação

A biossegurança em serviços de saúde é imprescindível, especialmente nas salas de vacinação, de modo a criar um ambiente de trabalho onde seja promovida a diminuição dos riscos de exposição dos agentes infectantes, para que este risco possa ser minimizado e principalmente eliminado. Por isso é importante que os profissionais que trabalham neste setor, tenham noções sobre a rotina de trabalho, e também sobre o manejo adequado dos imunobiólogicos.

Em um ambiente como a sala de vacinação, comumente se concentram pessoas saudáveis, sem doenças transmissíveis, isto é, os indivíduos que receberão as vacinas. Na maioria dos casos não existe uma comprovação para o uso rotineiro de paramentação especial. De modo que os cuidados padrão utilizados neste tipo de rotina, são suficientes para evitar a ocorrência de exposição a agentes infecciosos e o desenvolvimento de infecção.

Os cuidados padrão, nada mais são, do que um conjunto de medidas que devem ser aplicados em situações de atendimento a pacientes, havendo suspeita ou não de doença transmissível. Esta é uma medida que previne a transmissão de micro-organismos entre profissionais da área da saúde e também para os pacientes. Estas medidas quando são aplicadas de forma correta, protegem o profissional e seus pacientes. Estas medidas são as seguintes:
– Higienização constante e sempre que necessária das mãos;
– Uso de luvas, avental, máscara, óculos e protetor facial;
– Descarte adequado dos resíduos
– Prevenção de acidentes com perfuro cortantes;
– Desinfecção e limpeza das superfícies dos ambientes;

A Norma Regulamentadora 32 (NR-32 – Segurança e saúde no trabalho em serviços de saúde) trouxe um grande avanço para a segurança de todos os profissionais de saúde, assim como todos os envolvidos em atividades da área da saúde, de modo a definir no âmbito legislativo trabalhista, controles de infecção em locais de assistência a saúde.

Laboratório de biossegurança máxima (nível 4) no Brasil

Segundo publicado pela Agência Brasil, no ultimo dia 18 de maio de 2021 o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Marcos Pontes, defendeu a construção de um laboratório de biossegurança máxima (nível 4) no Brasil. De acordo com ele, o local escolhido para a instalação será o Centro Nacional de Pesquisas em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas, no interior do estado de São Paulo. 

“O MCTI está liderando um movimento, junto com outros ministérios, para que possamos construir no país um laboratório de biossegurança máxima, nível 4. Foram feitos vários seminários, encontros, reuniões, e nós vamos construir isso para defender a nossa população”, disse o ministro em visita ao CNPEM nessa segunda-feira (17).

No local, já funcionam quatro laboratórios de tecnologia avançada, o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), que opera o Sirius, o mais moderno acelerador de partículas brasileiro; o Laboratório Nacional de Biociências (LNBio); o Laboratório Nacional de Biorrenováveis (LNBR); e o Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano).

“O fato de termos um laboratório de biossegurança 4, associado a uma instalação como essa do Sirius, vai nos colocar à frente de muitos países. Já existe muito interesse internacional nas pesquisas que podem ser realizadas”, destacou o ministro.

“O local escolhido para esse laboratório é essa instalação, o CNPEM, o Centro Nacional de Pesquisas em Energia e Materiais. Acho que não preciso nem falar o porquê, com toda essa associação com outras tecnologias aqui”, acrescentou Pontes.

Estruturas com nível 4 de biossegurança são capazes de manipular com segurança vírus e bactérias de alta periculosidade, como o vírus do ebola.

Segundo o Ministério da Defesa, o grupo de trabalho interministerial que trata do assunto atua na elaboração de uma proposta de construção de um laboratório desse porte no Brasil desde agosto de 2020. O grupo terá que apresentar, até o fim de 2021, um relatório à Câmara de Relações Exteriores e Defesa Nacional (Creden) para viabilizar o projeto, associado a uma Política Nacional de Biossegurança e Bioproteção.

Conclusão

Empresas voltadas para a produção de imunobiológicos (vacinas, anticorpos monoclonais e imunodiagnóstico) precisam estabelecer uma ampla gama de medidas de biossegurança, capazes de garantir a segurança de seus funcionários, do público (objetivo final) e do próprio produto nas suas várias etapas.

Os laboratórios de pesquisa devem estar habilitados ao manuseio de patógenos. Podemos destacar os cuidados com o armazenamento/conservação, bem como as condições de crescimento/cultura, cuidados com o manuseio e o descarte do patógeno em questão.

O desenvolvimento de vacinas e testes de imunodiagnóstico inicia em escala laboratorial, onde o objetivo é a demonstração da eficácia do processo em desenvolvimento – para vacinas: a capacidade de impedir o desenvolvimento do patógeno e, para testes de diagnóstico – a capacidade de detectar o patógeno com a maior sensibilidade, especificidade e reprodutibilidade possível.

Durante o scale-up – etapa de escalonamento intermediário,– as normas de biossegurança empregadas devem estar de acordo com o preconizado pelas normas oficiais internacionais, a fim de assegurar que o processo de produção ou o produto final possam ser comercializados em outros países. Esta etapa serve para a produção de lotes do produto que serão utilizados nos testes de validação.

As vacinas representam a estratégia de intervenção com a melhor relação custo-benefício até hoje aplicada em saúde pública. Avanços em biossegurança e biotecnológicos em diversas áreas de pesquisa têm contribuído para o desenvolvimento de formulações mais seguras e eficazes.

Como limpar uma lavadora ultrassônica?

Lavadora ultrassônica: Como limpar?

A lavadora ultrassônica ou lavadora por ultrassom, é um equipamento utilizado para auxiliar na limpeza de peças ou partes, retirando toda sujidade e impureza encontrada na superfície e nas reentrâncias minúsculas e mais profundas. É importante ressaltar que ela não atua sozinha, mas sim, em conjunto com uma solução de limpeza adequada a cada tipo de trabalho.

Nenhum outro sistema de limpeza, é tão eficiente quanto por ultrassom. A constante limpeza por ultrassom faz com que a infecção hospitalar causada pelos instrumentos mal lavados  se reduza, além de prolongar a vida útil dos materiais.

Assim, o processo de limpeza por ultrassom é o método, mais rápido, eficiente, econômico e higiênico.

Nesse artigo vamos explicar os passos para limpeza da lavadora ultrassônica e porque ela é importante.

Procedimento de limpeza da lavadora ultrassônica

Uma lavadora ultrassônica é composta por peças mecânicas (cuba ultrassônica e cesto de inox), uma parte eletrônica (resistência de aquecimento e placa de controle) e pastilhas piezoelétricas.

Essas últimas são responsáveis pela cavitação ultrassônica, que é a geração de microbolhas de alta pressão, as quais em contato com o material implodem e realizam a limpeza.

Para a correta limpeza do equipamento, garantia do perfeito funcionamento e segurança no manuseio são importantes os passos a seguir:

• Utilizar o EPI (gorro, sapatos fechados, óculos de proteção e avental).

• Verificar se o equipamento está frio e desligado.

• Realizar a higienização das mãos.

• Calçar luvas de borracha.

• Retirar os cestos da lavadora.

• Lavar os cestos separadamente com esponja e sabão líquido.

• Enxaguar os cestos em água corrente.

• Colocar os cestos para escorrer sobre bancada forrada com pano seco limpo.

• Lavar toda a superfície da câmara interna com água e sabão líquido neutro utilizando pano de limpeza.

• Remover o sabão líquido com pano limpo umedecido em água limpa.

• Repetir a operação tantas vezes quanto necessário para completa remoção do sabão.

• Secar com pano seco e limpo.

• Repetir procedimento na parte externa do equipamento.

• Realizar a higienização das mãos.

OBSERVAÇÕES:

• Ao enxaguar os cestos da lavadora em água corrente, o uso de óculos de proteção e avental.

• Sugerimos que pelo menos 1 vez ao mês, realize um ciclo de limpeza, circulando pela máquina um desinfetante de alto nível (ácido peracético por exemplo) para desinfetar e limpar as tubulações internas do equipamento.

Onde utilizar?

– Odontológica: Limpeza do ferramental, brocas e limas usadas em endodontia;

– Cirúrgica: Limpeza dos ferramentais usados em salas de cirurgia, cateteres, sondas;

– Laboratorial: Limpeza de lâminas, backers, pipetas, provetas e vidrarias em geral.

– Ind. Farmacêutica: Limpeza de mecanismos de equipamentos usados na produção de medicamentos;

– Eletrônica: Limpeza de placas de circuito impresso e placas em alumínio;

– Metrologia: Limpeza de instrumentos de medição críticos;

– Óticas: Limpeza de armações e lentes de óculos;

– Relojoarias: Limpeza de mecanismos e pulseiras de relógio;

– Joalherias: Limpeza de jóias e pedras preciosas;

– Informática: Limpeza de mecanismos de impressoras fiscais, cabeças de impressão e placas de circuito impresso que passam por retrabalho;

– Automotiva Limpeza de bicos Injetores (diesel e injeção eletrônica), carburadores, TBI’s, galerias de combustível, bombas elétricas;

A Sanders do Brasil possui a mais completa linha de equipamentos Hospitalar sendo referência no controle de infecções, qualidade e garantia, conheça nossa linha de equipamentos em www.sandersdobrasil.com.br.

Estamos no maior centro de esterilização da América Latina

Buscando estar entre os players de mercado, ser referência no controle de infecções a Sanders se mostra presente neste grande projeto do Hospital de clínicas de Porto Alegre que transformou seu CME no maior centro de esterilização da América Latina, ocupando uma área de 2 mil m².

Iniciam as atividades no novo centro de esterilização do HCPA – o maior da América Latina

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A partir desta segunda-feira, dia 19 de abril, o trabalho de esterilização e preparo de materiais usados nos procedimentos e cirurgias do Hospital de Clínicas passa a ser modernizado, qualificando ainda mais a assistência aos pacientes.

O Centro de Materiais e Esterilização (CME) muda suas atividades para uma área física quase três vezes maior que a atual, com equipamentos que automatizam todo o processo e reduzem o esforço físico dos colaboradores. Novo sistema de gestão e rastreabilidade dos produtos também está implantado, prevendo uma redução de 50 mil kg de papel gerados mensalmente e diminuição da carga ocupacional durante o preparo dos instrumentais para as unidades assistenciais.

A mudança, feita neste momento de pandemia, tem impacto também para o paciente covid. Nas novas instalações, a prevenção de infecções será ainda maior, com aumento na qualidade da limpeza e desinfecção. Outro ponto importante é o retorno do material em  menor espaço de tempo, contribuindo para maior agilidade nos procedimentos.

O CME realiza, atualmente, o recebimento, a limpeza, a inspeção, o preparo e a esterilização de aproximadamente 3 mil pacotes/dia, totalizando, aproximadamente, a manipulação de 295 mil peças entre instrumentais para cirurgias e outros materiais enviados para as unidades do hospital. Com a ampliação, o setor se torna o maior da América Latina.

Estamos na busca constante da preservação de vidas dos profissionais e pacientes da área da saúde!
Seguimos firmes em nossa missão! Saiba mais sobre a Sanders do Brasil, entre em contato conosco.

Fonte: Hospital de Clinicas de Porto Alegre

Teste de ATP: Quando a limpeza é importante, o conhecimento é poder

Sistemas de monitoramento de higiene de trifosfato de adenosina (Teste de ATP).

 A limpeza do ambiente e do equipamento é uma parte essencial da prevenção e controle de infecções e desempenha um papel vital na prevenção da disseminação de infecções.

Cada instalação deve ter uma estratégia para auxiliar e manter níveis muito elevados de padrões de limpeza. 

O monitoramento ideal desses padrões de limpeza são possíveis por meio de auditorias regulares e consistentes.

Benefícios do Teste de ATP

Uma ampla gama de indústrias pode se beneficiar com o uso de testes de ATP.

É importante verificar ativamente a eficácia dos procedimentos de limpeza para proteger seu negócio.

Embora o ATP não meça os vírus, esses resultados demonstram que as medições de ATP podem ser úteis para avaliar a eficácia das intervenções de higiene destinadas a prevenir a disseminação viral no local de trabalho.

Validação da limpeza das mãos – o Teste de ATP pode ser usado para verificar as técnicas de lavagem ideal e a limpeza das mãos dos funcionários quando usado diretamente na pele. 

Ao fazer esse tipo de teste, é importante identificar os níveis de aprovação / reprovação adequados, levando em consideração os níveis de ATP que ocorrem naturalmente nas células da pele.

Benefícios:

  • Método rápido, eficaz e preciso de validação das práticas de limpeza;
  • Evita violações de segurança que podem levar o fechamento ou multas;
  • Ferramenta de treinamento para educar a equipe sobre a importância de uma limpeza completa;
  • Verifica se as áreas de alto contato em suas instalações foram devidamente limpas;
  • Garante ao público que as superfícies foram testadas para vírus vivos e higienizadas;
  • Melhora os procedimentos de saneamento incorporando testes de rotina para traços virais;
  • Aumenta os dados de teste e monitoramento para apoiar seus procedimentos de saneamento;
  • Compartilhar relatórios com membros da equipe em reuniões regulares inicia uma conversa sobre oportunidades de melhoria e reforça positivamente os sucessos;
  • A higienização imediata após um teste positivo no local evita maior exposição ao vírus.

Por que considerar o Teste de ATP

Superfícies que são diariamente tocadas, assim como maçanetas, interruptores de luz, teclados, botões de elevadores, entre outros, representam rotas prováveis ​​para a propagação da infecção. 

Fômites, objetos inanimados ou superfícies que servem bem como veículos de transmissão microbiana são contaminados por indivíduos infectados através de contato direto ou pela sedimentação de aerossóis criados por espirros ou tosse. 

Os vírus são então transferidos para as mãos dos indivíduos que tocam essas superfícies e são subsequentemente introduzidos no local da infecção (ou seja, nariz, boca ou olhos). 

Como esses vírus sobrevivem em fômites durante algumas horas, dias ou semanas, as superfícies contaminadas representam um meio importante de transmissão de doenças infecciosas.

Escolhendo o Sistema ATP Certo

Existem muitos sistemas ATP disponíveis no mercado para apoiar a verificação de limpeza e higienização em fábricas. 

Por isso, alguns sistemas são mais confiáveis ​​do que outros e fornecerão resultados significativos, precisos e repetíveis. 

Certifique-se, portanto, de não escolher um sistema apenas com base em seu preço. 

Verifique a qualidade do instrumento, pergunte ao representante de vendas que tipo de dispositivo óptico é utilizado na construção do instrumento.

Além disso, faça uma avaliação executando testes de sensibilidade e repetibilidade. 

Também é importante considerar a funcionalidade e usabilidade do software fornecido com o sistema.

Isso garante que o software possa ser usado para personalizar planos de amostra.

Além disso, armazenar resultados de teste assim como, produzir relatórios e gráficos.

Gostou?

Gostou de saber mais sobre: Saúde conectada: a nova realidade para Hospitais. Fique ligado no nosso Blog, que vem muitas novidades sobre Biossegurança, Saúde, Equipamentos odontológicos, Hospitalares e muito mais. Leia também: Biossegurança E Desinfecção De Materiais De Moldagem E Moldes Para Profissionais De Prótese Dentária – Diferentes Técnicas de Desinfecção .

A Sanders do Brasil possui soluções para biossegurança, como lavadoras ultrassônicas, reprocessadoras de endoscópios, termodesinfectoras, secadoras de traqueias, entre outros, todos equipamentos destinados a segurança do paciente e dos operadores.

Importância do manual de padrões da Joint Comission International (JCI) para os Hospitais

No dia 01 de janeiro de 2021 entra em vigor o novo Manual de Padrões da JCI para Hospitais, isto significa que qualquer hospital acreditado pela Joint Comission International (JCI), ou que deseje ser no futuro, deve iniciar os ciclos de aprendizagem que vão permitir reconhecer, aprender e definir as estratégias de implantação dos novos requisitos.

O que é Joint Comission International (JCI)?

Entre as acreditadoras, a JCI (Joint Comission International) está entre os grandes destaques.

Isso se deve ao seu nível de excelência e confiabilidade.

A acreditação hospitalar é a comprovação de que a instituição médica cumpre todos os protocolos de segurança do paciente.

A JCI é a líder mundial em acreditação de saúde.

Além de autora e avaliadora de um dos mais rigorosos padrões internacionais de qualidade e segurança do paciente. 

Oferecendo assim educação, publicações, serviços de consultoria e acreditação e certificação internacional em mais de 100 países.

A JCI possui parceria com hospitais, clínicas e centros médicos acadêmicos, sistemas e agências de saúde, ministérios governamentais, universidades e defensores internacionais.

O foco é sempre promover padrões rigorosos de atendimento assim como fornecer soluções para atingir o desempenho máximo.

Prevenção aos Eventos Adversos Graves

O  2º Anuário da Segurança Assistencial Hospitalar, do Feluma (Instituto de Pesquisa da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais e IESS (Instituto de Estudos de Saúde Suplementar), mostrou que, em 2017, ocorreram 54,76 mil mortes pelos chamados “eventos adversos graves”.

O documento aponta ainda que cerca de 36 mil delas poderiam ter sido salvas.

Com uma acreditação internacional assim como a JCI, esses eventos adversos são minimizados ou até mesmo zerados.

Isso porque esses padrões possuem uma política de acompanhamento constante da qualidade e melhoria contínua do processo, que visa colocar a segurança do paciente sempre em primeiro lugar.

A acreditação Joint Comission International (JCI) hospitalar

A acreditação hospitalar é uma forma de certificar hospitais que seguem esses padrões de qualidade.

Ela surgiu no ano de 1923, quando um grupo de médicos ginecologistas canadenses, preocupados com a mortalidade materna, desenvolveram um processo que foi o primeiro manual de padronização existente.

Dessa forma esse manual marcou o começo da preocupação mais efetiva com a qualidade do sistema de saúde.

Por isso, o principal papel da acreditação é garantir que as instituições sigam protocolos, alinhando conceitos, padronizando modelos de processos e mantendo o ritmo e o foco em melhorias.

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Institute for Healthcare Improvement (IHI) demonstram que até 17% do total de pacientes internados são vítimas de eventos adversos, que resultam em danos para o paciente.

Quais requisitos são exigidos para acreditação da Joint Comission International (JCI)?

Para atender às exigências, os hospitais levam cerca de dois anos no processo de acreditação.

Esse processo envolve visitas técnicas, análises de documentos e entrevistas, totalizando mais de 1.300 itens avaliados.

Portanto, para obter a acreditação da JCI, a instituição hospitalar deve seguir critérios e métodos descritos no Manual de Padrões de Acreditação da Joint Comission International para Hospitais.

O manual é composto por três seções.

Seção I

Padrões com foco no paciente, assim como, as exigências para participação na acreditação e os requisitos para participação na acreditação.

Seção II

Assim como a terceira seção, estabelece padrões administrativos que devem ser seguidos pela instituição de saúde.

  • Acesso aos cuidados e sua continuidade
  • Direitos dos pacientes e familiares
  • Avaliação dos pacientes
  • Cuidar dos pacientes
  • Anestesia e cirurgia
  • Gerenciamento e uso de medicamentos
  • Educação de pacientes assim como seus familiares

Seção III

E a Seção III tem como exigências para a acreditação da JCI:

  • Gerenciamento da comunicação, assim como, a informação
  • Melhoria da qualidade e segurança do paciente
  • Governo, liderança e direção
  • Prevenção e controle de infecções
  • Gerenciamento e segurança das instalações
  • Educação e qualificação dos profissionais

Por isso, essa acreditação segue um conjunto de padrões e protocolos que devem ser mantidos pelos hospitais.

Qualidade na segurança do paciente

Um dos principais benefícios da acreditação hospitalar está na segurança do paciente, já que isso comprova que rígidos protocolos são seguidos.

Além disso, instituições que passaram pelo processo de acreditação possuem gestões de qualidade que atuam forte e continuamente em todos os processos.

No caso da JCI, o foco está diretamente na segurança do paciente.

Portanto, os padrões foram criados com o objetivo de envolver toda a organização no processo de melhoria contínua e na manutenção da qualidade na assistência.

Além disso, implementar processos para produzir resultados mensuráveis e reutilizáveis.

Por fim, obter essa acreditação é um diferencial competitivo para ama instituição hospitalar.

Com isso o hospital passa a ser visto pela sua qualidade comprovada por um órgão internacional e que segue padrões de segurança, garantindo que os serviços oferecidos sejam de alta qualidade eque o bem estar do paciente está em primeiro lugar.

Gostou de saber mais sobre: Importância do manual de padrões da Joint Comission International (JCI) para os Hospitais. Fique ligado no nosso Blog, que vem muitas novidades sobre Biossegurança, Saúde, Equipamentos odontológicos, Hospitalares e muito mais. Leia também: Biossegurança E Desinfecção De Materiais De Moldagem E Moldes Para Profissionais De Prótese Dentária – Diferentes Técnicas de Desinfecção .

A Sanders do Brasil possui soluções para biossegurança, como lavadoras ultrassônicas, reprocessadoras de endoscópios, termodesinfectoras, secadoras de traqueias, entre outros, todos equipamentos destinados a segurança do paciente e dos operadores.

Aluguel de equipamentos hospitalares

Os principais benefícios em Alugar Equipamentos Hospitalares

Ao contrário da compra, a locação de equipamentos médicos e odontológicos oferece uma opção mais acessível e econômica para hospitais e clínicas, por isso trouxemos alguns dos principais benefícios de Alugar Equipamentos Hospitalares e como essa prática pode ser benéfica para o seu negócio.

A locação de Equipamentos Hospitalares foi projetado para fornecer aos donos de Hospitais, os equipamentos necessários para o atendimento com mais tecnologia e qualidade, por um valor muito mais acessível.

Se você não está familiarizado com os benefícios da Locação de Equipamentos Hospitalares Sanders, esse artigo oferecerá uma visão detalhada para que você possa tomar uma decisão mais informada na próxima vez que precisar de um novo equipamento em seu Hospital.

Ao alugar equipamentos hospitalares você preza pela economia e diminui os gastos.

A locação de equipamentos Hospitalares é, sem dúvidas, uma decisão que preza pela economia e faz parte de uma das estratégias para diminuir gastos em sua empresa.

Isso porque a locação de equipamentos não exige altos investimentos e os pagamentos são distribuídos e muito mais acessíveis.

Além disso, a locação de equipamentos diferente da compra pode ser vista como uma forma de despesa controlada, ou seja, os hospitais, assim como qualquer outra instalação de saúde pode deduzir os custos em suas receitas.

Custos fixos

Assim como mencionado anteriormente a locação de equipamentos médicos e odontológicos garante custos fixos ao longo de todo o período da locação.

Eliminando assim quaisquer custo de inflação associados à compra, juntamente com qualquer aumento repentino no custo do equipamento.

Você terá acesso às tecnologias mais recentes.

A tecnologia dos Equipamentos Médicos é continuamente atualizada e por isso, manter-se atualizado com os equipamentos mais recentes é uma importante iniciativa para garantir a qualidade dos negócios.

Os pacientes tendem a confiar muito mais nos profissionais quando equipamentos de última geração estão presentes.

Ao alugar equipamentos hospitalares as despesas de manutenção são cobertas.

A Sanders do Brasil é responsável ​​por lidar com toda a manutenção e reparo dos equipamentos.

Assim podemos garantir que o cliente possa manter seu equipamento sempre novo e sem custos.

Alugar equipamentos hospitalares.

Seja você médico, administrador ou empresário saiba que oferecer equipamentos de qualidade e de alta tecnologia, garante aos seus pacientes uma boa experiência e mais credibilidade.

Por isso, se você deseja aproveitar os muitos benefícios que a Sanders do Brasil oferece com a locação de equipamentos Hospitalares, entre em contato conosco através do nosso site ou através da nossa página de contato.

Gostou de saber mais sobre: Os principais benefícios de alugar equipamentos Hospitalares. Fique ligado no nosso Blog, que vem muitas novidades sobre Biossegurança, Saúde, Equipamentos odontológicos, Hospitalares e muito mais. Leia também: Biossegurança E Desinfecção De Materiais De Moldagem E Moldes Para Profissionais De Prótese Dentária – Diferentes Técnicas de Desinfecção .

A Sanders do Brasil possui soluções para biossegurança, como lavadoras ultrassônicas, reprocessadoras de endoscópios, termodesinfectoras, secadoras de traqueias, entre outros, todos equipamentos destinados a segurança do paciente e dos operadores.

Biossegurança E Desinfecção De Materiais De Moldagem E Moldes Para Profissionais De Prótese Dentária – Diferentes Técnicas de Desinfecção

Biossegurança E Desinfecção De Materiais De Moldagem E Moldes Para Profissionais De Prótese Dentária – Diferentes Técnicas de Desinfecção

Da mesma forma que todo paciente que entra em uma clínica dentária deve ser sempre tratado assim como um indivíduo acometido por quaisquer infecções, porém sem sinais e sintomas de determinada doença os moldes, registros de mordida, modelos, componentes, entre outros devem ser recebidos pela equipe de Prótese Dentária como se esses materiais não tivessem sofrido desinfecção pelos Dentistas.

A responsabilidade do procedimento de desinfecção é do Cirurgião Dentista (CD), mas infelizmente muitas vezes esse procedimento é negligenciado e cuidados extras devem ser realizados pela equipe de Prótese.

Mas a biossegurança nunca pode ser menosprezada na prática odontológica e a infecção cruzada sempre deve ser controlada para os riscos biológicos se reduzirem ao mínimo.

Desinfecção

Métodos de desinfecção e esterilização de equipamentos, instrumentais e
materiais odontológicos são necessários para evitar a disseminação
de patógenos:

1 Entre pacientes;
2 Paciente para os profissionais;
3 Profissional para o paciente;
4 Entre profissionais, especialmente na relação clínica/laboratorial.

Por isso existem diferentes técnicas de desinfecção que precisam ser desenvolvidas pela equipe de prótese dentária.

Diferentes técnicas de Desinfecção

Glutaraldeído

Contra indicado por oferecer muitos riscos ao usuário, porém é capaz
de produzir desinfecção de alto nível, com um amplo espectro e
mecanismos de ação rápida, conhecido também como “esterilizador
químico”.

Pode destruir todos os tipos de microorganismos (incluindo
bactérias e fungos esporulados, bacilo da tuberculose e vírus) se
usado na concentração e forma correta.

É um líquido colorido de odor forte que oferece alguns riscos aos usuários.

Apesar de ser considerado o melhor desinfetante para esterilização à frio, tem seu uso proibido em alguns países por não ser biodegradável.

Assim como pode causar irritação aos olhos, pele e trato respiratório.

Deve ser manipulado só em recipientes fechados, em ambiente possuindo exaustor ou boa ventilação e mantendo a temperatura baixa da solução, para reduzir a concentração do produto no ar.

Manipular com luvas de nitrilo.

Hipoclorito de sódio

Produz desinfecção de nível intermediário e tem amplo espectro
de atividade antimicrobiana.

Um desinfetante muito utilizado com vantagens bem como:

  • Rápida atividade antimicrobiana;
  • Fácil uso;
  • Solúvel em água;
  • Relativamente estável;
  • Não tóxico na concentração indicada;
  • Baixo custo;
  • Não pigmenta os materiais;
  • Não inflamável;
  • Incolor.

As desvantagens incluem:

  • O fato de ser irritante para mucosas;
  • Menos eficiente em meio ambiente orgânico e efeito corrosivo em metais.

Pelo fato do seu mecanismo de ação ser por oxidação, a Desinfecção tem alto efeito contra o vírus COVID-19.

Estudo avaliou o efeito desse produto na concentração de 1% sendo
borrifados em moldes de alginato, previamente lavados em água
corrente e secos e não encontraram alterações dimensionais severas
ou rugosidades nos modelos obtidos à partir desses moldes.

No entanto, a literatura descreve pequenas alterações dimensionais quando usando imersão do molde por 15 minutos em solução com concentração 0,5%.

Iodofórmio

Nível de desinfecção baixo à intermediário, sendo bactericidas, micobactericida e virucida. Também é fugicida, mas requer mais tempo de contato para ação.

Melhor usado como antisséptico do que como desinfetante.

Não é esporicida e pode causar pigmentações, não é inflamável e tem efeito irritante nas membranas e mucosas.

Materiais orgânicos remanescentes na superfície podem levar a neutralização da capacidade desinfetante do iodine, por isso que é necessário um contato maior do desinfetante para completar a desinfecção.

De acordo com estudo, 30 minutos de exposição a povidine-iodine (0,1%) não causou distorções significativas em moldes de materiais à base polisulfitos e polivinilsiloxane.

Desinfecção por Álcool

Providenciam nível intermediário de desinfecção, isso inclui o álcool isopropílico e o etílico à 70%, o isopropílico é habitualmente usado assim como antisséptico.

Superfícies de consultórios podem também ser desinfetadas com álcool isopropílico 70%. Álcool etílico é mais potente na atividade bactericida do que bacteriostática.

Também atua sobre o bacilo da tuberculose, fungos e vírus.

Não são indicados como desinfetantes de moldes por que podem causar alterações nas superfícies dos mesmos.

Também não são indicados para desinfecção de bases acrílicas de próteses.

Fenóis

São classificados como de nível intermediário de desinfecção.

Também conhecidos como venenos protoplasmáticos, em baixas concentrações promovem lise de bactérias em crescimento do
tipo e.coli, staphylococcus e streptococcus.

Possuem propriedades antifúngicas e antivirais, usados em bochechos, sabonetes e limpeza de superfícies não indicados para desinfecção de moldes.

Uso incompatível com látex, acrílico e borracha.

Clorexidina

Desinfetante e antisséptico de nível intermediário.

Tem amplo expectro de atividade e também é usada bem como substância antipútrida.

Tem uso habitual na forma de enxaguatórios orais e sabonetes. É
bactericida, virucida e micobacteriostático.

Sua atividade diminui na presença de material orgânico, uma vez que é dependente do pH.

Estudo considera que pode ser utilizado na concentração de 0.2%
substituindo a água para preparar o alginato.

Por isso o molde pode também ser imerso em clorexidina e proporcionar uma desinfecção efetiva.

Considerado também um produto indicado para desinfecção de próteses que contenham componentes metálicos, durante as idas e vindas da clínica ao laboratório características do processo

laboratorial (uma vez que o hipoclorito de sódio não seria indicado pela presença do metal).

Água ionizada

O ozônio é uma molécula gasosa inorgânica, tem atividade
DESINFECÇÃO antimicrobiana, anti hipóxica, analgésica e imunoestimulatória.

É usada para desinfecção de águas, cavidade oral e dentaduras.

A água ozonizada pode ser usada também para a desinfecção de moldes.

Estudos mostram bons resultados de desinfecção usando água ionizada
produzida por uma máquina especifica em moldes contaminados com P. Aeruginosa, S. aureus e C. albicans.

Os autores consideram ainda que a água ionizada é mais biocompatível do que o hipoclorito de sódio, clorexidine ou água oxigenada e pode ser usada com imersões por mais tempo para conseguir desinfecções mais efetivas.

Ácido Peracético

Tem vantagens bioquímicas que permitem a sua utilização de alto
nível na área médica.

Características do ácido peracético assim como pH favorável, boa capacidade antimicrobiana e baixa toxicidade, sugerem propriedades para a desinfecção de moldes na rotina odontológica.

É utilizado na proporção de 1% para desinfecção de moldes, sua capacidade anti microbiológica foi comprovada em estudo microbiológico, porém estudos de estabilidade dimensional não foram encontrados.

Considera-se também a esterilização de moldes, ou dos modelos de gesso utilizando irradiação por micro-ondas.

Mas essas causam alterações na integridade da membrana celular e do metabolismo celular que leva a morte microbiana.

É considerado um método simples, de baixo custo e efetivo de desinfecção.

Da mesma forma é indicado para desinfecção de próteses totais e também de moldes.

Por isso, alguns estudos mostram a efetividade desse método quando associado ao peróxido de hidrogênio, sem causar alterações nos materiais.

Assim como o uso da radiação ultra-violeta também é descrito e defendido por estudo de Nimonkar e colaboradores que comparou esse método com a desinfecção química utilizando hipoclorito de sódio a 1% e Glutaraldeido a 2% em relação à estabilidade do polivinilsiloxane.

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