Lavadoras Ultrassônicas | Benefícios e Automatização

O processo de limpeza é sem dúvida um dos passos mais críticos no reprocessamento de materiais médicos utilizados em hospitais e postos de saúde. Por isso o uso das Lavadoras Ultrassônicas tem garantido que o processo de desinfecção e esterilização dessas ferramentas seja total. Garantindo assim a efetividade do processo e evitando qualquer tipo de contaminação.

Nesse processo uma série de questões precisam ser analisadas, e a principal delas é a garantia da remoção de microrganismos que podem estar presentes nesses materiais.

Uma possível contaminação dessas ferramentas, que são reutilizáveis é sem dúvida uma grande preocupação para os responsáveis pela segurança da saúde e do bem-estar das pessoas que irão utilizar esses materiais. Por isso alguns processos foram adotados, assegurando de forma definitiva a qualidade da esterilização.

Uma dessas medidas tomadas foi a utilização da limpeza automatizada.

Esse método de limpeza diminui e muito as chances de contaminação cruzada entre pacientes e tem tornado o dia a dia dos profissionais de saúde muito mais eficaz.

O processo de limpeza automatizado acontece através das Lavadoras Ultrassônicas, que além de oferecer benefícios como a padronização dos ciclos de limpeza, garantem também as ações mecânicas em espaços de difícil acesso.

Além disso elas ainda parametrizam o processo de higienização, garantindo e documentando a efetividade da limpeza dos materiais que serão reutilizados de forma limpa e segura.

Como as Lavadoras Ultrassônicas funcionam na prática?

As Lavadoras Ultrassônicas produzem através de ondas ultrassônicas, milhões de bolhas que, se expandem, e implodem.

Essa implosão gera áreas de vácuo que provocam o deslocamento da sujeira presente na superfície dos materiais higienizados, esse processo e conhecido como cavitação.

Esse processo possibilita a remoção de sujeiras de forma muito mais eficaz em toda a superfície do material que está sendo trabalhado.

Principalmente em áreas menores que são de difícil acesso, e tornariam o processo manual muito mais difícil e menos eficaz.

Fim do Processo Manual

O usa das Lavadoras Ultrassônicas colocou um fim no processo manual de higienização desses materiais.

Houve a diminuição dos riscos de contaminação, o processo se tornou muito mais seguro e higiênico visto que o colaborador não entra mais em contato direto com as peças higienizadas.

Além disso as Lavadoras Ultrassônicas reduzem e muito o tempo de processamento, já que a sequencia das Lavadoras Ultrassônicas são automatizadas.

Lavadoras Ultrassônicas e a Automatização do Processo

Outra vantagem das Lavadoras Ultrassônicas é a automatização do processo.

Com processos automatizados diminui em quase 100% as chances de erros com o uso inadequado de insumos, garantindo que os parâmetros sejam mantidos do começo ao fim do processo.

É possível evitar também possíveis acidentes que podem ocorrer devido ao uso inadequado da dosagem de materiais de higienização. Ao mesmo tempo evita qualquer desperdício de material de limpeza garantindo resultados mais eficientes e satisfatórios.

A Sanders do Brasil possui soluções para biossegurança, como autoclaves, lavadoras ultrassônicas, reprocessadoras de endoscópios, termodesinfectoras, entre outros, todos equipamentos destinados a segurança do paciente e dos operadores.
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Manual | Biossegurança laboratorial relativa à COVID-19 – Parte 1

O objetivo deste documento é fornecer orientações provisórias de medidas de Biossegurança laboratorial para testes com amostras clínicas de pacientes que atendam à definição de casos do novo patógeno identificado em Wuhan, China, ou seja, a doença do coronavírus 2019 (COVID-19).

Destaques de Biossegurança laboratorial para a COVID-19
  • Todos os procedimentos devem ser realizados com base na avaliação de risco e somente por profissionais com qualificação demonstrada. Aplicando-se rigorosamente todos os protocolos pertinentes, em todas as situações.
  • O processamento inicial (antes da inativação) de todas as amostras deve ser feito dentro de uma cabine de biossegurança biológica (CSB) validada ou equipamento de contenção primária.
  • O trabalho laboratorial de diagnóstico não-propagativo (por exemplo, sequenciamento, teste de amplificação de ácidos nucleicos [NAAT]) deve ser realizado em um local com procedimentos equivalentes ao Nível de Biossegurança (NB2 – Nível de Biossegurança 2).
  • O trabalho propagativo (por exemplo, culturas virais, isolamento viral ou testes de neutralização) deve ser realizado em um laboratório de contenção com fluxo de ar direcional para dentro do recinto (NB3 – Nível de Biossegurança 3).
  • Devem ser usados desinfetantes apropriados, com eficácia contra vírus envelopados (por exemplo, hipoclorito [água sanitária], álcool, peróxido de hidrogênio, compostos de amônio quaternário e compostos fenólicos).
  • Amostras de casos suspeitos ou confirmados devem ser transportadas como UN3373, “Substância biológica Categoria B”. Assim como Culturas ou isolados virais devem ser transportados como Categoria A, UN2814, “substâncias infecciosas que afetam os seres humanos”.
Biossegurança laboratorial

Em suma, é fundamental assegurar que os laboratórios de saúde utilizem práticas apropriadas de biossegurança.

Qualquer teste que investiga a presença do vírus responsável pela COVID-19 ou que envolve amostras de pacientes que atendem à definição de casos suspeitos deve ser realizado em laboratórios devidamente equipados.

Assim como, deve contar com profissionais treinados nos procedimentos técnicos e de segurança aplicáveis.

As diretrizes nacionais de biossegurança laboratorial devem ser respeitadas, acima de tudo, em toda e qualquer circunstância.

Para obter informações gerais mais avançadas sobre as diretrizes de biossegurança laboratorial, consulte o manual de Biossegurança Laboratorial da OMS.

A 3a edição, permanece válida até a publicação da 4a edição.

Pontos principais
  • Cada laboratório deve realizar uma avaliação de risco local (ou seja, institucional). Assim como deve assegurar que esteja qualificado para realizar os testes pretendidos, empregando medidas de controle de riscos apropriadas.
  • Ao manipular e processar amostras, bem como sangue para exames sorológicos, devem-se seguir as práticas e procedimentos laboratoriais. Esses procedimentos são básicos para as boas práticas e procedimentos para laboratórios de microbiologia.
  • A manipulação e o processamento de amostras de casos suspeitos ou confirmados de infecção pelo vírus da COVID-19 enviadas para exames laboratoriais adicionais, assim como hemograma e gasometria, devem cumprir as diretrizes locais de processamento de material potencialmente infeccioso.
  • O trabalho laboratorial diagnóstico não-propagativo, incluindo sequenciamento e NAAT de amostras clínicas de pacientes com suspeita ou confirmação de infecção pelo vírus da COVID-19, deve empregar as práticas e procedimentos definidos nos requisitos fundamentais. Bem como uma seleção apropriada de medidas de controle avançadas, com base na avaliação de risco local. Nesse meio tempo, o NB2 (Nível de Biossegurança 2) conforme definido no manual de Segurança Biológica em Laboratórios da OMS continua sendo apropriado.
A manipulação de materiais com altas concentrações de vírus vivo (como para testes de propagação, isolamento e neutralização viral) ou grandes volumes de materiais infecciosos deve ser realizada apenas por profissionais devidamente treinados e qualificados. Assim como devem ser feitos em laboratórios equipados para cumprir requisitos e práticas essenciais de contenção adicionais, ou seja, NB3 – ( Nível de Biossegurança 3).
  • O processamento inicial (antes da inativação) de todas as amostras, inclusive aquelas para sequenciamento e NAAT, deve ocorrer em uma cabine de biossegurança validada e em boas condições de manutenção, ou em equipamento de contenção primária.
  • Desinfetantes apropriados, com eficácia comprovada contra vírus envelopados, devem ser usados durante o tempo de contato recomendado, na diluição correta e dentro da validade definida após o preparo da solução de trabalho.
  • Todos os procedimentos técnicos devem ser realizados de modo a minimizar a geração de aerossóis e gotículas.
  • Os equipamentos de proteção individual (EPI) apropriados, conforme determinado pela avaliação de risco detalhada, devem ser usados pelos funcionários do laboratório que tenham contato com essas amostras.
  • Amostras de casos suspeitos ou confirmados devem ser transportadas assim como UN3373 Substância biológica Categoria B. Culturas ou isolados virais devem ser transportados assim como Categoria A UN2814, substância infecciosa que afeta seres humanos. Recomendações de condições mínimas/essenciais de trabalho associadas a manipulações específicas em laboratórios. As recomendações adicionais nesta seção contemplam as condições de trabalho mínimas/essenciais associadas a manipulações específicas em laboratórios.
Avaliação de risco

A avaliação de risco é um processo sistemático de coleta de informações e avaliação da probabilidade e das consequências da exposição ou liberação de perigos ocupacionais. Seguida assim da determinação de medidas de controle apropriadas para reduzir os riscos a níveis aceitáveis.

É importante observar que os perigos sozinhos não representam risco aos seres humanos ou animais.

Portanto, devem-se também considerar os tipos de equipamentos usados e os procedimentos a serem realizados com o agente biológico.

Recomenda-se enfaticamente que o ponto de partida seja uma avaliação de risco local para cada etapa do processo, ou seja desde a coleta das amostras, recebimento das amostras, exames clínicos, reação em cadeia da polimerase (PCR) para o isolamento viral (somente quando e onde aplicável).

Consideram-se determinados perigos para cada etapa do processo, como exposição a aerossóis durante o processamento de amostras; respingos acidentais nos olhos durante o processamento de amostras; derramamento de material de cultura infeccioso; e amostras com vazamento (no caso do recebimento de amostras), com grau de risco avaliado.

Para cada risco identificado, medidas de controle apropriadas.

Entre elas as recomendações a seguir, devem ser selecionadas implementadas para mitigar os riscos residuais e reduzi-los a níveis aceitáveis.

Procedimentos laboratoriais de rotina, incluindo trabalho diagnóstico não-propagativo e análise de PCR.

O trabalho laboratorial diagnóstico que não envolva culturas
e a análise de PCR em amostras clínicas de pacientes com
suspeita ou confirmação de infecção pelo vírus da COVID-19
devem empregar as práticas e procedimentos descritos para
laboratórios convencionais de análises clínicas e microbiológicas , conforme descrito nos requisitos fundamentais .

No entanto, todas as manipulações de materiais potencialmente infecciosos, incluindo aquelas que possam gerar respingos, gotículas ou aerossóis de materiais infecciosos (por exemplo, carga e descarga de canecos vedados de centrífugas, trituração, misturação, agitação vigorosa, sonicação, abertura de recipientes de materiais infecciosos cuja pressão interior possa ser diferente da pressão ambiente), devem ser realizadas em cabines de segurança validadas e em boas condições de manutenção ou equipamentos de contenção primária.

Exemplos de Biossegurança laboratorial de rotina incluem:
  • Exames diagnósticos de amostras de soro; sangue (incluindo hemograma ou bioquímica);
  • Amostras respiratórias assim como esfregaços nasofaríngeos e orofaríngeos;
  • Escarro e/ou aspirado endotraqueal ou lavado broncoalveolar;
  • Fezes; ou outras amostras;
  • Exames de rotina de culturas de fungos e bactérias desenvolvidas a partir de amostras do trato respiratório.

Ao manipular e processar amostras, os requisitos fundamentais, incluindo as boas práticas e procedimentos para laboratórios de microbiologia, devem ser observados sempre.

Esses requisitos incluem, entre outros, aqueles contemplados nos subtítulos a seguir:

Uso de desinfetantes apropriados

Embora pouco se saiba sobre esse novo vírus, as características genéticas comparáveis entre os vírus responsáveis pela COVID-19 e o MERS-CoV indicam que o vírus da COVID-19 pode ser suscetível a desinfetantes com eficácia comprovada contra vírus envelopados, incluindo hipoclorito de sódio como, por exemplo:

  • Alvejante (1000 partes por milhão ppm para desinfecção de superfícies em geral e 10.000 ppm (1%) para desinfecção de manchas de sangue);
  • Etanol a 62-71% %;
  • Peróxido de hidrogênio a 0,5%;
  • Compostos de amônio quaternário;
  • Compostos fenólicos, contanto que usados de acordo com as recomendações dos fabricantes.

Outros agentes biocidas, assim como cloreto de benzalcônio a 0,05- 2,0% ou digluconato de clorexidina a 0,02%, podem não ser tão eficazes.

Não apenas a seleção do desinfetante exige atenção especial, mas também o tempo de contato (por exemplo, 10 minutos), a diluição (ou seja, a concentração do princípio ativo) e a validade após o preparo da solução de trabalho.

Sabe-se que os coronavírus em geral sobrevivem em superfícies inanimadas assim como metal, vidro ou plástico por até 9 dias.

Isolamento viral

Exceto quando determinado diferentemente por um país, considerando-se os conhecimentos recém-adquiridos e as medidas de prevenção de eficácia comprovada descritas acima, o isolamento viral a partir de amostras clínicas de pacientes com suspeita ou confirmação de infecção pelo vírus da COVID-19 deve ser realizado apenas em laboratórios equipados para atender aos critérios de contenção adicionais a seguir:

  • Sistema de ventilação controlada que mantenha um fluxo de ar direcional para o interior do laboratório;
  • O ar proveniente do sistema de exaustão não deve ser recirculado para outras áreas do recinto. O ar deve ser filtrado com filtros HEPA (filtro de ar com alta eficiência de retenção de partículas) caso seja recondicionado e recirculado dentro do laboratório. Caso o ar proveniente do sistema de exaustão do laboratório seja descarregado no exterior, este deve ser dispersado para longe dos recintos ocupados e entradas de ar. Esse ar deve ser descarregado através de filtros HEPA;
  • Um lavatório dedicado à lavagem das mãos deve estar disponível no laboratório;
  • Todas as manipulações de materiais infecciosos ou potencialmente infecciosos devem ser realizadas em cabines de segurança validadas e em boas condições de manutenção;
  • Os funcionários do laboratório devem usar equipamentos de proteção, incluindo luvas descartáveis;
  • Aventais de frente sólida ou transpassados, pijamas cirúrgicos ou macacões com mangas que cubram totalmente os antebraços;
  • Toucas;
  • Sapatilhas ou sapatos dedicados;
  • Protetor ocular (óculos de proteção ou máscara do tipo face shield).

A avaliação de risco determina se é necessário usar proteção respiratória.

Centrifugação de amostras deve ser realizada em rotores ou canecos de centrífuga vedados.

Esses rotores ou canecos devem ser carregados e descarregados em uma cabines de segurança.

Riscos adicionais associados aos estudos de isolamento viral.

Certos procedimentos experimentais podem resultar em riscos adicionais de mutações virais, com possível aumento da patogenicidade e/ou transmissibilidade, ou vírus com antigenicidade ou suscetibilidade a medicamentos alteradas.

Avaliações de riscos específicos devem ser realizados e medidos
específicas de redução de riscos devem ser adotadas antes da
realização de qualquer dos procedimentos a seguir:

  • Coinfecção de culturas celulares com diferentes coronavírus, ou quaisquer procedimentos que possam resultar em coinfecção;
  • Cultura de vírus na presença de medicamentos antivirais;
  • Modificação genética deliberada de vírus.

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Manual | Biossegurança laboratorial relativa à COVID-19 – Parte 2

No intuito de promover a segurança dos pacientes e profissionais da odontologia, a Sanders está disponibilizando este material que aborda o Manual de Biossegurança laboratorial relativa à COVID-19 – Parte 2, o material contém importantes recomendações para que os profissionais possam realizar um atendimento mais adequado neste momento tão delicado.

Vale lembrar que essa é a segunda parte do material sobre Biossegurança laboratorial, por isso se você acessou diretamente esse conteúdo, clique no link Manual | Biossegurança laboratorial relativa à COVID-19 – Parte 1, e confira primeira parte.

Boas práticas e procedimentos para Biossegurança laboratorial em microbiologia:
  • Nunca guarde alimentos e bebidas ou itens pessoais, assim como jaquetas e bolsas, dentro do laboratório.
  • Atividades bem como comer, beber, fumar e aplicar cosméticos devem ser realizadas apenas fora do laboratório.
  • Nunca coloque materiais como canetas, lápis ou chicletes na boca enquanto estiver dentro do laboratório, mesmo que esteja usando luvas.
  • Lave bem as mãos, preferencialmente com água morna corrente e sabão, após manipular qualquer tipo de material biológico, incluindo animais, antes de sair do laboratório e sempre que houver contaminação suspeita ou efetiva presente nas mãos.
  • Nunca permita que chamas ou fontes de calor sejam colocadas próximas a materiais inflamáveis ou deixadas desassistidas.
  • Coloque curativos sobre quaisquer possíveis cortes ou rachaduras na pele antes de entrar no laboratório.
  • Antes de entrar no laboratório, certifique-se de que os equipamentos laboratoriais e consumíveis, incluindo reagentes, EPI e desinfetantes, sejam suficientes e apropriados para as atividades a serem realizadas.
Certifique-se de que os materiais sejam armazenados corretamente (ou seja, de acordo com a instruções de armazenagem) e em segurança, para reduzir a chance de acidentes e incidentes como derramamentos ou tropeços e quedas da equipe do laboratório.
  • Assegure a identificação correta (rotulagem) de todos os agentes biológicos, substâncias químicas e materiais radioativos.
  • Proteja documentos físicos de contaminação usando barreiras (como pastas plásticas), principalmente aqueles que possam vir a sair do laboratório.
  • Assegure que o trabalho seja executado com cuidado, no tempo apropriado e sem pressa. Deve-se evitar trabalhar sob fadiga.
  • Mantenha a área de trabalho arrumada, limpa e livre de desordem e materiais que não sejam necessários ao trabalho a ser realizado.
  • Proíba o uso de fones de ouvido, que podem distrair os funcionários e impedir que ouçam alarmes de equipamentos ou do prédio.
  • Cubra devidamente ou remova joias e bijuterias que possam danificar o material das luvas, ser facilmente contaminadas ou atuar como fômites da infecção. Caso sejam usados regularmente, recomenda-se a limpeza e descontaminação de joias ou óculos de grau.
  • Evite usar equipamentos eletrônicos portáteis (por exemplo, telefones celulares, tablets, laptops, pen drives, cartões de memória, câmeras ou outros dispositivos portáteis, incluindo os utilizados para sequenciamento de DNA/RNA) quando estes não forem especificamente exigidos pelos procedimentos laboratoriais a serem realizados.
  • Guarde os equipamentos eletrônicos portáteis em áreas em que não sejam facilmente contaminados nem possam atuar assim como fômites da infecção. Quando não for possível evitar a proximidade com esses aparelhos, assegure que estes estejam protegidos por uma barreira física ou sejam descontaminados antes de saírem do laboratório.
Procedimentos técnicos de Biossegurança laboratorial
  • Evite a inalação de agentes biológicos. Use boas técnicas para minimizar a formação de aerossóis e gotículas durante a manipulação de amostras.
  • Evite a ingestão de agentes biológicos e o contato com a pele e os olhos.
  • Use luvas descartáveis durante todo o tempo ao manipular amostras.
  • Evite levar as mãos com luvas ao rosto.
  • Use máscara ou outra forma de proteção para a boca, os olhos e o rosto durante procedimentos sujeitos a respingos.
  • Sempre que possível, troque equipamentos de vidro por plástico.
  • Caso use tesouras, estas devem ser rombas ou com pontas arredondadas, e não pontudas.
  • Manuseie com cuidado objetos perfurocortante e agulhas, se necessários, para evitar lesões e injeção de agentes biológicos.
  • Use abridores próprios para o manuseio seguro das ampolas.
  • Nunca recoloque a tampa, corte ou remova agulhas das seringas descartáveis.
  • Descarte materiais perfurocortantes (por exemplo, agulhas, agulhas em seringas, lâminas, cacos de vidro) em caixas próprias para este fim, com tampas lacradas.
Como prevenir a dispersão de agentes biológicos:
  • Coloque as amostras e culturas em recipientes estanques, com as tampas corretamente colocadas, antes de descartá-las em cestos de lixo dedicados;
  • Considere abrir os tubos usando uma toalha/gaze embebida em desinfetante;
  • Descontamine as superfícies de trabalho com desinfetante apropriado no fim dos procedimentos de trabalho ou caso algum material tenha sido derramado ou esteja evidentemente contaminado;
  • Certifique-se de usar um desinfetante com eficácia contra o patógeno em questão, e deixe-o em contato com os materiais infecciosos por tempo suficiente até a inativação completa do agente.
Qualificação e treinamento de funcionários
Treinamento geral de familiarização e conscientização de Biossegurança laboratorial.

O treinamento geral deve incluir uma introdução ao espaço do laboratório, códigos de conduta, diretrizes locais, manuais de segurança, avaliações de risco, requisitos legais e procedimentos de resposta de emergência.

Treinamento para funções e trabalhos específicos
  • Os requisitos de treinamento podem variar de acordo com as funções do cargo. No entanto, em geral, todos os funcionários envolvidos na manipulação de agentes biológicos devem ser treinados em Boas práticas e procedimentos para laboratórios de microbiologia.
  • A avaliação de competência e proficiência deve ser usada e verificada antes que o funcionário possa trabalhar de forma autônoma, com revisão e atualização periódica dos conhecimentos.
  • Informações relevantes, bem como novos procedimentos, devem ser atualizadas e divulgadas aos funcionários envolvidos.
Treinamento de segurança
  • Todos os funcionários devem estar cientes dos perigos existentes no laboratório e dos riscos associados;
  • Procedimentos de trabalho seguros;
  • Medidas de segurança;
  • Preparação e resposta a emergências.
Projeto do laboratório
  • O espaço deve ser amplo, com um lavatório dedicado para lavagem das mãos e restrição de acesso apropriada;
  • As portas devem estar corretamente identificadas, e as paredes, pisos e móveis do laboratório devem ser lisos, fáceis de limpar, impermeáveis a líquidos e resistentes aos produtos químicos e desinfetantes normalmente usados no laboratório;
  • A ventilação, quando disponível (incluindo sistemas de aquecimento/resfriamento e, especialmente, ventiladores/unidades locais de ar condicionado do tipo split – principalmente quando reformados) deve garantir que os fluxos de ar não comprometam a segurança do trabalho. Devem-se considerar a velocidade e a direção do fluxo de ar resultante, e fluxos turbulentos devem ser evitados; isso aplica-se também à ventilação natural.
  • O espaço e as instalações do laboratório devem ser adequados e apropriados para a manipulação e armazenamento seguros de materiais infecciosos e outros materiais perigosos, bem como produtos químicos e solventes.
  • Os locais para consumo de alimentos e bebidas devem ficar fora do laboratório, e deve haver um local para serviços de primeiros socorros.
  • Métodos apropriados de descontaminação de resíduos, por exemplo, desinfetantes e autoclaves, devem estar disponíveis e próximos ao laboratório.
  • A gestão dos resíduos deve ser considerada no projeto do laboratório.
  • Os sistemas de segurança devem cobrir incêndios, emergências elétricas e instalações de emergência/resposta a incidentes, com base na avaliação de risco.
  • O fornecimento de energia elétrica deve ser confiável e adequado, e a iluminação deve permitir a saída segura do local.
  • Situações de emergência devem ser consideradas no projeto, conforme a avaliação de risco local, bem como o contexto geográfico/meteorológico.
Recebimento e armazenagem de amostras
  • Toda amostra recebida pelo laboratório deve vir acompanhada de informações suficientes para identificar do que se trata a amostra, quando e onde ela foi colhida ou preparada e quais testes e/ou procedimentos (se houver) devem ser realizados.
  • Considere a possibilidade de desembalar os itens dentro da cabine de biossegurança. Os responsáveis por desembalar e receber as amostras devem ser devidamente treinados e conscientizados dos perigos envolvidos; como adotar as precauções necessárias segundo as normas de GMPP descritas anteriormente; como manipular recipientes quebrados ou com vazamento; e como solucionar derramamentos e usar desinfetantes para eliminar possíveis contaminações.
  • As amostras devem ser armazenadas em recipientes com a resistência, integridade e volume adequados para contê-las à prova de vazamentos quando a tampa ou rolha estiver colocada corretamente, feitos de plástico sempre que possível, livres de qualquer material biológico no exterior da embalagem, corretamente rotulados, marcados e registrados para facilitar a identificação e feitos de material apropriado para o tipo de armazenamento exigido.
  • Os métodos de inativação devem ser devidamente validados toda vez que uma etapa de inativação for necessária antes que as amostras sejam transferidas para outras áreas para manipulação adicional como, por exemplo, análise de PCR.
Descontaminação e gestão de resíduos
  • Qualquer superfície ou material que tenha ou possa ter sido contaminado por agentes biológicos durante as operações deve ser devidamente desinfetado para controlar o risco de infecção.
  • Devem ser adotados processos adequados de identificação e segregação de materiais contaminados antes que estes sejam descontaminados ou descartados.
  • Caso não seja possível realizar a descontaminação na área do laboratório ou no local, o lixo contaminado deve ser embalado conforme aprovado (ou seja, em recipiente estanque) para ser transferido a outro local com capacidade de descontaminação.
Equipamentos de proteção individual para garantir a Biossegurança laboratorial
Aventais
  • Devem ser usados aventais no laboratório para prevenir que as roupas pessoais sejam atingidas por respingos ou contaminadas por agentes biológicos;
  • Os aventais devem ter mangas longas, preferencialmente com punhos justos ou com elásticos, e devem ser usados fechados.
  • Nunca arregace as mangas;
  • Os aventais devem ser suficientemente longos para cobrir os joelhos, mas não podem arrastar no chão.
  • O cinto do avental deve ficar amarrado durante o trabalho no laboratório.
  • Sempre que possível, o tecido do avental deve ser resistente a respingos, e sobreposto de modo a formar uma frente sólida.
  • Os aventais devem ser usados apenas em áreas designadas.
  • Quando não estiverem sendo usados, os aventais devem ser guardados corretamente; não devem ser pendurados por cima de outros aventais, ou nos armários dos vestiários, ou em cabides com itens pessoais.
Luvas
  • Luvas descartáveis apropriadas devem ser usadas para todos os procedimentos que possam envolver contato planejado ou acidental com sangue, fluidos corporais ou outros materiais potencialmente infecciosos.
  • Não devem ser desinfetadas ou reutilizadas, já que a exposição a desinfetantes e o uso prolongado ameaçam a integridade das luvas e reduzem a proteção proporcionada ao usuário.
  • As luvas devem sempre ser inspecionadas antes do uso quanto à sua integridade.
Óculos de segurança
  • Óculos de segurança, máscaras do tipo face shield (com viseira) e outros equipamentos de proteção devem ser usados sempre que for necessário proteger os olhos e o rosto de respingos, impacto com objetos ou radiação ultravioleta artificial.
  • O protetor ocular pode ser reutilizado, mas deve ser lavado regularmente, após cada uso.
  • Caso seja atingido por respingos, o protetor ocular deve ser descontaminado com um desinfetante apropriado.
Sapatos
  • É exigido o uso de sapatos no laboratório, de um modelo que minimize a possibilidade de escorregões e tropeços, e possa reduzir a probabilidade de lesão causada por objetos em queda e exposição a agentes biológicos.
Proteção Respiratória para Biossegurança laboratorial
  • A proteção respiratória geralmente não faz parte dos requisitos fundamentais. Nesse contexto em particular, entretanto, uma avaliação de risco local deve ser realizada para determinar se o uso de proteção respiratória é necessário, principalmente quando os procedimentos que podem gerar aerossóis e gotículas são realizados fora da cabine de biossegurança, por exemplo, centrifugação, manipulação de amostras com vazamento e procedimentos que possam resultar em respingos (por exemplo, carga e descarga de canecos vedados de centrífuga, trituração, misturação, agitação vigorosa, sonicação, abertura de recipientes de materiais infecciosos cuja pressão interna possa ser diferente da pressão ambiente).
Equipamentos de laboratório
  • Quando usado efetivamente e junto com as normas de GMPP, o uso seguro dos equipamentos de laboratório ajudará a minimizar a probabilidade de exposição dos funcionários durante a manipulação de agentes biológicos.
  • Para que os equipamentos reduzam efetivamente os riscos, a administração do laboratório deve garantir que haja espaço suficiente para que sejam usados. Deve haver orçamento apropriado disponível para a operação e manutenção dos equipamentos, inclusive aqueles incorporados no projeto do laboratório, que devem vir acompanhados de especificações que descrevam suas características de segurança.
  • Todos os funcionários que operam ou realizam manutenção de equipamentos devem ser corretamente treinados e demonstrar sua proficiência.
Plano de emergência/ resposta a incidentes para Biossegurança laboratorial

Mesmo que o trabalho seja de baixo risco e todos os requisitos fundamentais estejam sendo cumpridos, ainda podem ocorrer incidentes.

Para reduzir a probabilidade de exposição/liberação de um agente biológico, ou reduzir as consequências de tais incidentes, um plano de contingência deve ser elaborado para garantir a Biossegurança laboratorial, com os procedimentos operacionais padrão (POPs) a serem seguidos em possíveis situações de emergência que se aplicam ao trabalho e ao ambiente local.

Os funcionários devem ser treinados nesses procedimentos e receber atualizações periódicas para manutenção de seus conhecimentos. Assim como:

  • Kits de primeiros socorros, incluindo insumos médicos, assim como frascos lava-olhos e curativos, devem estar disponíveis e facilmente acessíveis aos funcionários. Esses materiais devem ser periodicamente verificados para garantir que estejam dentro da validade e disponíveis em quantidade suficiente.
  • Todos os incidentes devem ser reportados aos funcionários designados no menor tempo possível. Deve-se manter um registro por escrito dos acidentes e incidentes, de acordo com os regulamentos nacionais, quando aplicáveis. Todo incidente deve ser reportado e investigado assim que possível, e usado para atualizar procedimentos laboratoriais e planos de resposta de emergência.
  • Kits para derramamentos, incluindo desinfetante, devem estar facilmente acessíveis aos funcionários. Dependendo do tamanho, localização concentração ou volume do derramamento, podem ser necessários diferentes protocolos.
  • Procedimentos por escrito para limpeza e descontaminação de derramamentos devem ser elaborados para o laboratório, e a equipe deve ser corretamente treinada.
Saúde ocupacional e a Biossegurança laboratorial
  • O empregador, por meio do diretor do laboratório, deve garantir que a saúde dos funcionários do laboratório seja devidamente checada e reportada.
  • Exames médicos ou informações de estado de saúde dos funcionários do laboratório podem ser necessários para garantir a segurança do trabalho no local e também a Biossegurança laboratorial.

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Boas práticas de biossegurança nos atendimentos odontológicos – COVID-19

No intuito de promover a segurança dos pacientes e profissionais da odontologia, a Sanders está disponibilizando este material que aborda as boas práticas de biossegurança nos atendimentos, o material contém importantes recomendações para que os profissionais de odontologia possam realizar um atendimento mais adequado neste momento de pandemia.

Recentemente, a OMS declarou uma pandemia causada pelo vírus Sars-CoV-2.

O corona vírus ou COVID-19 é uma doença respiratória transmitida por tosse, espirros, inalação de gotículas, contato indireto a mucosas orais, nasais e oculares, ou no contato com secreções respiratórias que carregavam o vírus.

O ambiente odontológico carrega inúmeros riscos devido aos procedimentos que envolvem comunicação face-a-face com pacientes e a exposição frequente à saliva, sangue e outros fluidos corporais, bem como manuseio de instrumentos perfuro cortantes.

A propagação aérea é outro fator relevante pois transmite gotículas e aerossóis, o que causa grande preocupação nas clínicas odontológicas e hospitais, porque é bastante difícil evitar a produção de grandes quantidades de aerossóis e gotículas misturadas com a saliva do paciente e até sangue durante as práticas odontológicas.

Portanto, de maneira geral os profissionais de Odontologia desempenham um papel fundamental na adoção de medidas de prevenção da transmissão, pois aerossóis e gotículas são os principais meios de propagação.

Recomenda-se que profissionais de saúde trabalhem e tomem medidas bem como, se todos os seus pacientes estivessem contaminados.

Vale lembrar que os profissionais de odontologia estão mais expostos ao vírus que os pacientes, durante um procedimento dentário os pacientes quem ficam com a cavidade oral aberta e emitindo aerossóis.

A melhor maneira de prevenir qualquer tipo de contaminação é adotar ações preventivas, impedindo a propagação do vírus, por isso o controle de ambientes com risco biológico precisa ser parte da rotina e conhecimento de todos os profissionais que trabalham com odontologia.

Desta forma esse material de Boas práticas de biossegurança nos atendimentos odontológicos – COVID-19 – foi elaborado tendo em base os 4 agentes essenciais: CLÍNICA, DENTISTA, EQUIPE AUXILIAR e PACIENTE

Boas práticas de Biossegurança – CLÍNICA

A sua clínica precisa dispor de elementos básicos para uma precaução padrão, e deve ser seguida para todos os pacientes independente da suspeita ou não de infecções:

  • Oferecer máscaras cirúrgicas de fácil acesso;
  • Dispor de Álcool Gel nos ambientes da clínica;
  • Obter Lenço descartável para higiene nasal em caso de necessidade sua ou do paciente;
  • Pia e sabonete na recepção da clínica para higienização das mãos e rosto;
  • Luvas coloque-as imediatamente antes de qualquer contato com o paciente e descarte-as logo após o uso, higienizando as mãos em seguida;
  • Óculos, máscara e avental: use óculos e máscara e ou avental quando houver risco de contato de sangue ou secreções, para proteção da mucosa de olhos, boca, nariz, roupa e superfícies corporais;
  • Caixa pérfuro-cortante: descarte, de forma adequada e em recipientes apropriados, agulhas e seringas, sem desconectá-las ou reencapá-las;
  • Se possível, a clínica pode contar com um quarto privativo confortável para isolamento de pacientes que tenham possíveis infecções para espera da consulta e recuperações pós tratamento em caso de necessidade.

As clínicas podem contar também com alertas visuais bem como placas, cartazes, e pôsteres em locais estratégicos para fornecer aos pacientes e acompanhantes, instruções sobre a forma correta de como proceder durante o atendimento.

Cuidados na sala de espera
  • Colocar tapete desinfectante bactericida na porta de entrada;
  • A sala de espera deve conter uma área de 1,2m2 por pessoa;
  • As cadeiras de espera devem conter 1 metro de distância por pessoa;
  • Optar sempre por lixeiras com acionamento por pedal para quaisquer descartes;
  • Manter o ambiente sempre arejado e ventilado;
  • Eliminar, restringir ou controlar o uso de alguns itens compartilhados pelos pacientes assim como canetas, pranchetas, telefones e revistas;
  • Realizar diariamente a limpeza e desinfecção das superfícies de ambientes utilizados pelos pacientes;
  • Realizar a cada atendimento a limpeza e desinfecção de equipamentos e produtos para saúde que tenham sido utilizados;
Cuidados na sala de atendimento

É essencial a realização da limpeza e desinfecção das superfícies da sala de atendimento e de outros ambientes utilizados pelo paciente a cada atendimento.

Agentes de desinfecção que odontológicos que podem ser utilizado nas superfícies da sala de atendimento:
  • Hipoclorito de Sódio a 1%;
  • Quaternário de amônio e biguanida;
  • Glucoprotamina;
  • Álcool 70%.

Vale lembrar que esses agentes são contraindicados para acrílicos, borrachas e plásticos pois endurecem e os tornam amarelados. No caso do uso do quaternário de amônio e biguanida ou glucoprotamina, o profissional limpa desinfecta simultaneamente com esses produtos.

Espaço da sala de atendimento
  • A sala de atendimento deve ser fechada, com área mínima de 9m2.
  • Salas de atendimento coletivo deve ter no mínimo a distância de 0,8 metros nas cabeceiras e 1m nas laterais de cada cadeira, entre 2 cadeiras deve haver a distância de 2 metros, com uma barreira mecânica entre essas no caso da distância mínima.
  • O spray emitido por uma caneta de alta rotação atinge até um raio de 2 metros, por isso esses locais expostos a tais aerossóis devem ser sempre desinfectados, lembrando que há evidencias que o corona vírus pode permanecer infeccioso em superfícies inanimadas em temperatura ambiente por até 9 dias.
A desinfecção das superfícies da sala de atendimento deve ser feita para garantir a biossegurança:
  • Das áreas menos contaminadas para as mais contaminada;
  • De cima para baixo;
  • De dentro para fora.

Obs: Atendendo todas as regras de biossegurança.

É preciso lembrar das mangueiras de ar e água e o filtro do ar acondicionado. Para a limpeza do biofilme das mangueiras de ar e água prefira utilizar ácido paracético para desinfecção de alto nível (efetivo na possível presença de matéria orgânica).

Locais que devem ser revestidos por barreiras (filmes de PVC ou sacos plásticos):
  • Botões manuais de acionamento;
  • Alças de refletores;
  • Encostos de cabeça;
  • Braços da cadeira odontológica;
  • Encosto do mocho;
  • Canetas de alta rotação;
  • Corpo da seringa tríplice;
  • Pontas de unidade de sucção;
  • Superfícies assim como: bancadas e carrinho auxiliar devem ser cobertas por campos descartáveis e impermeáveis.
  • Seringas tríplices devem ter pontas descartáveis.
Descontaminação de equipamentos e instrumentais
  • Peças de mão sem anti-refluxo devem ser evitadas para não contaminar o sistema de ar e água do equipo;
  • Todas as peças de mão (alta e baixa rotação) devem passar pelo processo de descontaminação com detergente enzimático, limpeza e esterilização de acordo com a RDC/ANVISA nº 15 de 15/03/2012;
  • Os instrumentais que forem utilizados precisam ser umectados previamente, limpos com detergentes enzimáticos, não deve ser usado detergente convencional e ao final devem ser esterilizados.
Centrais para manipulação de materiais com dois
ambientes
  • Ambiente sujo: local de lavagem e descontaminação de materiais com bancada, pia e guichê para a área limpa (sala de esterilização de material), com área mínima de 4,8 m2. As atividades de recebimento, limpeza, lavagem e separação de materiais são consideradas “sujas” e, portanto, devem ser realizadas em ambiente(s) próprio(s) e exclusivo(s) e com paramentação adequada, mediante a colocação dos seguintes EPIs: avental plástico, máscara, gorro, calçados fechados, óculos e luvas grossas de borracha (não cirúrgicas). Entretanto, deve-se permitir a passagem direta dos materiais entre esse(s) ambiente(s) e os demais ambientes “limpos” através de guichê ou similar;
  • Ambiente limpo: preparo/esterilização/estocagem de material, com bancada para equipamentos de esterilização, armários para guarda de material e guichê para distribuição de material, com área mínima de 4,8 m2.

Os materiais para o revestimento de paredes, pisos e tetos de ambientes de áreas críticas e semicríticas devem ser resistentes à lavagem e ao uso de desinfetantes, não podem possuir ranhuras ou perfis estruturais aparentes, mesmo após o uso e limpeza frequente.

Equipamento individuais de proteção (EPIs):
  • Jaleco/avental impermeável, touca, luvas, máscara cirúrgica e proteções de superfícies: devem ser utilizados durante atendimentos e descartados após cada atendimento em lixeira de conteúdo infectante.
  • Devem ser usados durante o contato direto com o paciente, e retirados no momento administrativo da consulta (escrita, digitação em computador, por exemplo).
  • Jalecos devem ter fechamento traseiro. Protetores de superfícies devem cobrir áreas críticas para proteção do paciente, apoio de instrumental, em especial de regiões de difícil limpeza em caso de contaminação direta.
  • Óculos e protetores faciais: devem ser utilizados nos atendimentos a pessoas com síndrome gripal, dentro do consultório. Devem ser usados durante o contato direto com o paciente (exame físico), e retirados no momento administrativo da consulta (escrita, digitação em computador, por exemplo). Podem ser desinfectados após cada consulta e reutilizados.
  • Roupas e pijamas cirúrgicos: deve-se imergir em solução de hipoclorito de sódio (roupas brancas) ou Lysoform® (roupa colorida), depois disso lavar separado de outras roupas, com água e sabão. Deve ser usado pela equipe odontológica que trabalha direto com o paciente e pelos pacientes em casos de procedimentos invasivos.
  • Respirador facial (N95): deve ser usado por profissionais envolvidos em procedimentos que gerem aerossóis (manipulação de vias aéreas, exames invasivos), podendo ser trocada a cada atendimento.
Qual tipo de máscara o profissional deve utilizar para garantir as normas de biossegurança?
  • MÁSCARA CIRÚRGICA: É utilizada rotineiramente e em pacientes suspeitos ou confirmados com o COVID-19 desde que não sejam realizados procedimentos que gerem aerossóis, com uso complementar de protetor facial;
  • MÁSCARA N95 ou PFF2: É utilizada em procedimentos que geram aerossóis em pacientes suspeitos ou confirmados com o COVID-19, com uso complementar de protetor facial. Reutilizar em situações excepcionais, guardar 4 dias acondicionado em recipiente arejado antes do reuso. Não tocar na parte externa da máscara quando reutilizada, usando as tiras laterais com luvas de procedimento novas;
  • MÁSCARA DE TECIDO: Seu uso não é recomendada em hipótese nenhuma pela OMS, bem como as feitas em casa;
Boas práticas de Biossegurança – DENTISTA
Cuidados na paramentação
  • Higiene das mãos com água e sabonete líquido OU preparação alcoólica a 70%;
  • Óculos de proteção ou protetor facial;
  • Máscara cirúrgica;
  • Avental;
  • Luvas de procedimento;
  • Gorro.
Atividades de rotina – biossegurança
  1. Diariamente ao chegar fazer a desinfecção dos sapatos em um tapete desinfectante bactericida na porta de entrada;
  2. Verificar a temperatura corporal e se estiver acima de 37 graus observar se tomou vacina para gripe a mais de 10 dias, e retornar para casa em observação;
  3. Remover anéis, colares, brincos e outros ornamentos;
  4. Higienizar as mãos e rosto com água e sabão no banheiro;
  5. Fazer a desinfecção do celular com papel toalha descartável embebido em álcool 70;
  6. Desinfetar bolsas que vão entrar na clínica com spray de álcool 70, as demais devem ser guardadas nos armários. Sempre que necessitar acessá-las, não se esqueça de lavar as mãos com água e sabão de forma correta;
  7. Colocar o propé em polipropileno 30 gramas;
  8. Vestir gorro em polipropileno 30 gramas, de tamanho adequado, acomodando todo o cabelo e orelhas no seu interior;
  9. Vestir jaleco avental em polipropileno 30 gramas com mangas longas, punhos com elástico e gola tipo colarinho. Comprimento 3/4, até metade da canela, fechamento traseiro com alças na altura dos ombros e na altura da cintura;
Assim como..
  1. Colocar máscara tipo concha N95 ou PFF2 e protetor facial para atendimentos com grande aerossolização. Nesse sentido, Para aumentar a vida útil da máscara N95 ou PFF2 pode-se utilizar uma mascara cirúrgica sobreposta. Para atendimento clínico sem aerosol máscara cirúrgica (3 filtros), conforme nota técnica nº 08/2020 da Anvisa. Lembre-se vírus permanecem suspensos no aerosol, então para sua proteção não remova a máscara no ambiente da clínica;
  2. Colocar óculos de proteção, com alça de elástico ou fechamento lateral;
  3. No atendimento dentro da clínica utilizar luvas de procedimento de látex ou vinilica, sempre que remover as luvas, deve fazer nova lavagem das mãos com água e sabão e secar com papel toalha descartável. Lembre-se que ao tocar em alguma parte na clínica com a luva, ela deve ser desinfetada com álcool 70 gel ou trocada imediatamente. Sobreluvas plásticas podem auxiliar em caso de necessidade;
  4. Para cirurgias, deve fazer a degermação cirúrgica das mãos com degermante a base de clorexidina 2%, secagem com lenço de banho;
  5. No caso de cirurgias deve-se vestir pijama cirúrgico e sobre esse o jaleco/avental cirúrgico impermeável e usar luvas cirúrgicas estéreis.
Desparamentação (remoção dos EPIs)

Portanto para o profissional de saúde, esse procedimento é crítico para se evitar potencial contaminação.

  1. Remova as luvas;
  2. Em seguida remova a proteção facial de trás para frente;
  3. Remova o jaleco/avental puxando pela região dos ombros;
  4. Remova gorro e máscara em movimento único de trás pra frente;
  5. Para a desinfecção da viseira utilize novas luvas;
  6. Higienize as mãos e rosto sempre ao final de todo processo e as mãos após cada passo.
Atendimentos de urgência em pacientes com COVID-19
  • Em casos de pulpite irreversível de pacientes com COVID-19, fazer sob isolamento absoluto e a exposição da polpa se possível, ser feita por meio químico-mecânico manuais;
  • Em casos de contusão de tecidos moles de pacientes com COVID-19, devem realizar suturas preferencialmente com fio absorvível;
  • Nesse sentido, o enxágue da ferida deve ser feita lentamente para evitar pulverização.
Cuidados de biossegurança ao sair da clínica ou chegar em casa
  • Deixe bolsa, carteira, chaves e outros objetos pessoais em uma caixa na entrada de seu consultório;
  • Ao voltar para casa, não toque em nada sem antes se higienizar;
  • Retire os sapatos;
  • Higienize seu aparelho celular e os óculos com álcool 70%;
  • Tire sua roupa e coloque-a em uma sacola dentro do cesto de roupas sujas. Lave com alvejante, recomendado acima de 60°;
  • Tome banho e higienize bem as áreas mais expostas bem como mãos, punhos, pescoço e rosto.

Você profissional de odontologia, confira: Boas práticas de biossegurança nos atendimentos odontológicos – COVID-19 – Parte 2 , e continue descobrindo mais sobre essas boas práticas focadas nos dois próximos agentes essenciais: EQUIPE AUXILIAR e PACIENTE.

A Sanders do Brasil possui soluções para biossegurança, como autoclaves, lavadoras ultrassônicas, reprocessadoras de endoscópios, termodesinfectoras, entre outros, todos equipamentos destinados a segurança do paciente e dos operadores.
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Boas práticas de biossegurança nos atendimentos odontológicos – COVID-19 – Parte 2

No intuito de promover a segurança dos pacientes e profissionais da odontologia, a Sanders está disponibilizando este material que aborda as boas práticas de biossegurança nos atendimentos odontológicos durante a pandemia causada pela COVID-19 – Parte 2, o material contém importantes recomendações para que os profissionais de odontologia possam realizar um atendimento mais adequado neste momento tão delicado.

Vale lembrar que essa é a segunda parte do material, por isso se você acessou diretamente esse conteúdo, clique no link Boas práticas de biossegurança nos atendimentos odontológicos – COVID-19 e confira primeira parte.

Boas práticas de Biossegurança – EQUIPE AUXILIAR

Profissionais de apoio (que prestem assistência a menos de 1 metro dos pacientes):

  1. Higiene das mãos com água e sabonete líquido OU preparação alcoólica a 70%;
  2. Óculos de proteção ou protetor facial;
  3. Máscara cirúrgica;
  4. Avental;
  5. Luvas de procedimento;
  6. Gorro.

Profissionais de apoio : recepção e seguranças (que
precisem entrar em contato, a menos de 1 metro):

  1. Higiene das mãos com água e sabonete líquido OU preparação alcoólica a 70%;
  2. Distanciamento social especialmente em caso suspeito de infecção viral;
  3. Máscara cirúrgica (se não for possível manter a distância de um metro dos pacientes com sintomas gripais)
  4. Observação: usar durante o turno de trabalho, trocar a máscara se estiver úmida ou suja.

Profissionais de apoio: Higiene e limpeza ambiental (quando realizar a limpeza do quarto/área de isolamento):

  1. Higiene das mãos frequente com água e sabonete líquido OU preparação alcoólica a 70%;
  2. Gorro;
  3. Óculos de proteção ou protetor facial;
  4. Máscara cirúrgica;
  5. Avental;
  6. Luvas de borracha com cano longo;
  7. Botas impermeáveis de cano longo.
Cuidados de biossegurança dos profissionais de apoio:
  • Ao agendar consultas, instrua os pacientes e acompanhantes a informar já na chegada ao serviço se estiverem com sintomas de alguma infecção respiratória (por exemplo, tosse, coriza, febre, dificuldade para respirar) e tomar as ações preventivas apropriadas, por exemplo, usar máscara cirúrgica a partir da entrada do serviço, se puder ser tolerada;
  • Manter pelo menos 1 metro de distância de pacientes visivelmente infectados e utilizar uma máscara (descartável) apenas quando estiver perto do paciente.
  • Evitar o contato com as secreções do paciente, quando for descartar o lixo do paciente, utilizar luvas descartáveis.
  • Os profissionais devem lavar com água e sabão ou higienizar as mãos com álcool gel com frequência, após tocar objetos, outras pessoas ou usar o banheiro;
  • Se a pessoa tiver acompanhante, este deve ser orientado a não entrar no ambiente clínico, salvo em situações de necessidade;
  • Os profissionais diretamente envolvidos no atendimento clínico permanecerão com estas em local fechado (consultório), tocando-o e examinando-o, devem usar EPI (gorro, máscara, avental, luvas, óculos de proteção), que devem ser trocados a cada atendimento, com exceção dos óculos.
Rotinas de biossegurança dos profissionais de apoio clínico:
  • Antes de mais nada diariamente ao chegar, fazer desinfecção dos sapatos em tapete desinfectante bactericida na porta de entrada,
  • Verificar a temperatura corporal do funcionário e se estiver acima de 37 graus e relatar se tomou vacina para gripe a mais de 10 dias, e pedir para retornar a sua casa em observação;
  • Antes de entrar em ambiente clínico, remover anéis, colares, brincos e outros ornamentos, guardar pertences pessoais no seu armário, lavar as mãos com água e sabão no banheiro, fazer a desinfecção do celular com papel toalha descartável embebido de álcool 70.
  • Desinfetar bolsas que vão entrar na clínica com álcool 70 spray. Sempre que necessitar acessar seus pertences, não se esqueça de lavar as mãos com água e sabão de forma correta;
  • Colocar o propé em polipropileno 30 gramas para entrar em ambiente clínico;
  • Vestir gorro em polipropileno 30 gramas, de tamanho adequado, acomodando todo o cabelo e orelhas no seu interior. Vestir jaleco/ avental em polipropileno 30 gramas com mangas longas, punhos com elástico e gola tipo colarinho. Comprimento 3/4, até metade da canela, fechamento traseiro com alças na altura dos ombros e na altura da cintura;
  • Colocar máscara tipo concha N95 ou PFF2 e protetor facial para atendimentos com aerossolização. Para atendimento clínico se aerosol máscara cirúrgica (3 filtros), conforme nota técnica nº 08/2020 da Anvisa. Lembre-se vírus permanecem suspensos no aerosol, então para sua proteção não remova a máscara no ambiente da clínica.
  • Colocar óculos de proteção, com alça de elástico ou fechamento lateral;
Assim como…
  • No atendimento dentro da clínica utilizar luvas de procedimentos de látex ou vinilica, sempre que remover as luvas, deve fazer nova lavagem das mãos com água e sabão e secar com papel toalha descartável, em caso de necessidade utilize sobre luvas plásticas descartáveis. Lembre-se que ao tocar em alguma parte na clínica com a luva, ela deve ser desinfetada com álcool 70 gel ou trocada imediatamente;
  • Para cirurgias deve fazer a degermação cirúrgica das mãos com degermante a base de clorexidina 2%, secagem com compressa cirúrgica estéril. No caso de cirurgias deve-se vestir pijama cirúrgico e sobre esse o jaleco/avental cirúrgico impermeável e usar luvascirúrgicas estéreis;
  • Na lavagem do instrumental usar luvas grossas tipo doméstica de cor vermelha, para embalagem do instrumental de cor azul, da mesma forma para a desinfecção dos equipamentos de cor amarela;
  • Ao final de cada atendimento, para remover instrumental da mesa cirúrgica utilizar luvas grossas, depositando-os dentro de tapware para o transporte até a central de esterilização;
  • Caso haja contaminação por matéria orgânica da vestimenta, ela deve ser trocada imediatamente e dispensada no lixo hospitalar imediatamente;
Ao fim do expediente…
  • Ao final do expediente remover o propé, luvas (sem tocar no lado externo), avental, gorro e sobre máscara e dispensa-los no lixo hospitalar. Óculos de proteção devem ser dispensados dentro de recipiente com solução desinfetante. A máscara PFF2 caso tenha sujidade ou úmida deve ser descartada no lixo hospitalar, caso contrário, dispensá-la em local previamente desinfetado para reutilização. Lembre-se de não tocar no lado externo da máscara.
  • Lavar as mãos com água e sabão de forma correta, enxugar com papel toalha estéril, desinfetar com álcool 70 gel, deixar secar, apanhar seus pertences no armário e retornar a sua casa. Mas caso seu armário seja utilizado por outra pessoa em outro expediente deverá fazer a desinfecção do mesmo ao sair.
  • Se houver necessidade de encaminhamento do paciente para outro serviço de saúde, sempre notificar previamente os cuidados com o paciente para o serviço que referenciado.
Desparamentação (remoção dos EPIs):

Portanto para o profissional de saúde, essas práticas de biossegurança são críticas para se evitar potencial contaminação;

  • Remova as luvas;
  • Em seguida remova a proteção facial de trás para frente;
  • Remova o jaleco/avental puxando pela região dos ombros;
  • Remova gorro e máscara em movimento único de trás pra frente;
  • Para a desinfecção da viseira utilize novas luvas;
  • Higienize as mãos e rosto sempre posteriormente ao processo e as mãos após cada passo.
Cuidados ao sair da clínica ou chegar em casa:
  • Deixe objetos bem como: bolsa, carteira, chaves e outros objetos pessoais em uma caixa na entrada de seu consultório.
  • Ao voltar para casa, não toque em nada sem antes se higienizar.
  • Retire os sapatos.
  • Higienize seu aparelho celular e os óculos com álcool 70%.
  • Tire sua roupa e coloque-a em uma sacola dentro do cesto de roupas sujas. Lave com alvejante, recomendado acima de 60°.
  • Tome banho e higienize bem as áreas mais expostas, assim como mãos, punhos, pescoço e rosto.
Boas práticas de Biossegurança – PACIENTE

O seu papel de profissional da saúde é fundamental para orientar e explicar todas as práticas de biossegurança e como o paciente deve agir para prevenir a propagação de vírus e doenças contagiosas, e, além disso, passar segurança aos seus pacientes, afinal dentistas são profissionais treinados em sua formação acadêmica para trabalhar em ambientes de alto risco biológico.

Aqui reunimos as recomendações para transmitir aos pacientes, para que tenha um atendimento seguro para ele e para você, profissional.

Cuidados gerais de biossegurança que pacientes devem ter ao chegar em uma clínica odontológica:
  • Orientar os pacientes que caso estejam com gripe ou tosse, que coloquem uma máscara antes de sair de casa e adotem as medidas de etiqueta respiratória:
  • Se tossir ou espirrar, cobrir o nariz e a boca com cotovelo flexionado ou lenço de papel;
  • Utilizar lenço descartável para higiene nasal (descartar imediatamente logo depois do uso, assim como, realizar a higiene das mãos);
  • Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;
  • Realizar a higiene das mãos.
  • Lavagem mão e rosto: realizar a higiene das mãos assim como o rosto com água e sabão por 20 segundos.
  • Caso necessário, fazer a desinfecção das mãos com álcool gel.
  • Não tocar no rosto.
  • Termômetro: solicitar ao atendente a aferição da temperatura corporal.
  • Prenda o cabelo e evite usar brincos, anéis e correntes.
  • Bolsa: verifique se a clínica oferece um local seguro para guardar sua bolsa na sala de espera ou deixe-a com um acompanhante. Caso opte por entrar com a bolsa em ambiente clínico, recomenda-se desinfectar com álcool 70 em spray.
  • Utilizar um protetor para calçados (propé) fornecido pela clínica (salto alto limita a utilização desse protetor).
Práticas de biossegurança para pacientes e acompanhantes ao chegarem a uma consulta odontológica

Pacientes e acompanhantes devem ser orientados a informar já na chegada à clínica se estiverem com sintomas de alguma infecção respiratória (como por exemplo, tosse, coriza, febre, dificuldade para respirar) e devem-se tomar as ações preventivas apropriadas, como uso de máscara cirúrgica logo na entrada (devem haver mascaras cirurgicas disponiveis na entrada na clinica, caso contrario um paciente gripado deve solicitar), se puder ser tolerada, e realizar distanciamento social;

  • Recomenda-se que na porta de entrada da clínica, o paciente faça a desinfecção dos seus calçados em tapete desinfetante bactericida;
  • Lavar as mãos com água e sabão por 20 segundos, secar com papel toalha descartável e fazer a desinfecção das mãos com álcool em gel 70%, deixando secar naturalmente. Após a desinfecção não tocar em mais nada, inclusive o celular, que deve permanecer desligado;
  • Assim que adentrar na clínica, é recomendado que a atendente afira a temperatura corporal do paciente com um termômetro digital infravermelho e atualize a anamnese (mesmo quando o paciente é de retorno, sempre perguntar sobre sintomatologia viral ou se algum familiar, amigo, conhecido teve ou está com algum sintoma). Se o paciente tiver temperatura superior a 37 graus, deve-se fornecer máscara ao paciente, instruir sobre os sintomas e pedir para retornar a sua casa para repousar e buscar atendimento médico;
  • Quando entrar em ambiente clínico, remover anéis, pulseira, e outros acessórios. Logo depois desligar e guardar o celular, desinfetar bolsas com álcool 70% em spray;
Assim como…
  • Colocar o propé em polipropileno 30 gramas;
  • Devido a sensibilidade do vírus à oxidação, recomenda-se antissepsia pré-operatória com peróxido de hidrogênio de 0,5 de 1% ou polvidona a 0,2%), com o objetivo de reduzir a carga viral. A clorexidina parece não ser eficaz. Realizar este procedimento após redução consistente da saliva residual, por aspiração contínua. A indicação do uso de agentes de oxidação é exclusivamente para pré-procedimento, não é recomendado o uso contínuo desse produto pelo paciente.
  • O bochecho pré-procedimento (15mL da solução por 30 segundos), realizado pelo paciente, somente deve ocorrer se o mesmo estiver consciente, orientado e contactuante e sem ventilação mecânica.
  • Não utilizar a cuspideira e sim a mesma pia que foi utilizada para a higienização das mãos e rosto;
  • Fornecer ao paciente gorro de polipropileno 30 gramas, e orientar para que todo o cabelo e orelhas fiquem dentro do gorro;
  • Fornecer avental em polipropileno 20 gramas de manga longa com elástico, com fechamento posterior e alças na altura dos ombros e na altura da cintura;
  • Orientar pacientes que ao sair da clínica remova o propé, tomando o cuidado de não tocar na sola e no sapato. Logo depois remova o gorro pela parte interna e o avental, depositando-os no lixo hospitalar;
  • Retornar ao banheiro para lavar as mãos com água e sabão comum, secar com papel toalha descartável e desinfetar as mãos com álcool em gel 70%, espera secar e retornar para casa em segurança.
Práticas de biossegurança ao chegar em casa
  • Deixe bolsa, carteira, chaves e outros objetos pessoais em uma caixa na entrada do consultório.
  • Ao voltar para casa, não toque em nada sem antes se higienizar.
  • Retire os sapatos.
  • Higienize seu aparelho celular e os óculos com álcool 70%.
  • Tire sua roupa e coloque-a em uma sacola dentro do cesto de roupas sujas. Logo depois Lave com alvejante, recomendado acima de 60°.
  • Tome banho e higienize bem as áreas mais expostas assim como mãos, punhos, pescoço e rosto.
Assistência odontológica em pacientes com quadro de infecção viral aguda

O tratamento odontológico apresenta um alto risco para a disseminação de vírus, justamente pela alta carga viral presente nas vias aéreas superiores e devido à grande possibilidade de exposição à materiais biológicos proporcionado pela geração de aerossóis durante os procedimentos.

Portanto, especialmente em tempos de surto de COVID-19, os procedimentos odontológicos recomenda-se, serem restritos a casos emergenciais e de urgência, os quais são citados: sangramento descontrolado; celulite facial ou bactéria difusa em partes moles, infecção intra-oral ou extra-oral, com inchaço que potencialmente comprometa a via aérea do paciente; e trauma envolvendo ossos faciais, com potencial comprometimento das vias aéreas do paciente.

Quadros de urgência representam dor extrema ou riscos de piora do quadro sistêmico do paciente em pouco tempo e também devem ser tratados.

Sob o mesmo ponto de vista, segue abaixo orientações para ajudar na tomada de decisões e identificação dos casos:

EMERGÊNCIA

Situações que potencializam o risco de morte o paciente.

  • Sangramentos não controlados.
  • Celulites ou infecções bacterianas difusas, com aumento de volume (edema) de localização intra-oral ou extra-oral, e potencial risco de comprometimento da via aérea do paciente.
  • Traumatismo envolvendo os ossos da face, com potencial comprometimento da via aérea do paciente.
URGÊNCIA

Situações que determinam prioridade para o atendimento, mas não potencializam o risco de morte do paciente.

  • Pericoronarite.
  • Dor odontogênica aguda (Pulpite).
  • Alveolite.
  • Abscessos dentários ou periodontais.
  • Fratura dentária que resulta em dor ou trauma de tecidos moles bucais.
  • Necessidade de tratamento odontológico prévio a procedimento médico crítico.
  • Cimentação de coroas ou próteses fixas.
  • Biópsias.
  • Ajustes de órteses e próteses que estejam causando dor, comprometendo a função mastigatória.
  • Finalização de tratamento ou troca de medicação intracanal.
  • Remoção de lesões de cárie extensas ou restaurações que estejam causando dor.
  • Tratamento de necroses teciduais.
  • Mucosites.
  • Trauma dentário com avulsão ou luxação.
Atenção !

O presente manual não substitui as orientações da Organização Mundial de Saúde, Ministério da Saúde e demais órgãos relacionados, bem como não substitui as instruções de uso específicas dos produto mencionados. É de responsabilidade exclusiva do profissional dentista avaliar cada caso clínico antes de utilizar os produtos ou aplicar as técnicas difundidas no manual.

Você profissional de odontologia, confira: Boas práticas de biossegurança nos atendimentos odontológicos – COVID-19 , e continue descobrindo mais sobre essas boas práticas focadas nos dois primeiros agentes essenciais: CLÍNICA e DENTISTA.

A Sanders do Brasil possui soluções para biossegurança, como autoclaves, lavadoras ultrassônicas, reprocessadoras de endoscópios, termodesinfectoras, entre outros, todos equipamentos destinados a segurança do paciente e dos operadores.
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Fotopolimerizador | Introdução aos cuidados

O Fotopolimerizador começou a ser mais utilizado primeiramente a partir da década de 70, através da utilização de resinas compostas.

Quanto a sua luz, no passado, era utilizado o tradicional sistema de luz halógena.

Tempos depois, os fabricantes passaram a utilizar fontes de laser de argônio e arco de plasma de xenônio.

Reduzindo assim o tempo de polimerização com uma grande otimização da hora clínica de consultório.

Nesse sentido, os modelos mais novos de fotopolimerizador contam com luzes de LED, fazendo com que ele já emita a luz azul de forma direta, evitando a necessidade de se comprimir outras ondas de luzes.

Por consequência, faz com que o aparelho não sofra com o alto aquecimento.

Luz azul do fotopolimerizador

O agente que inicia a resina, geralmente é o canforoquinona, que é fotoativado através do comprimento de onda de luz visível na média de 470nm.

Alguns modelos de fotopolimerizadores podem atuar de forma mista, alterando sua intensidade conforme o processo vai acontecendo. Isso varia de acordo com uma programação do dentista, evitando a contração de polimerização das resinas compostas.

A cor azul do fotopolimerizador aquece de forma uniforme toda a estrutura molecular da resina, alterando-a e fazendo com ela se prenda de forma uniforme, trazendo maior resistência e durabilidade àquele material.

Cuidados com o fotopolimerizador

O fotopolimerizador é uma peça de alto valor e que tende a durar por muitos anos. Mas para isso, alguns cuidados precisam ser tomados para que essa durabilidade seja alta. Alguns deles são:

  • Primeiramente, guarde o seu equipamento em local apropriado, protegido de raios solares e umidade.
  • O condutor de luz não pode ser mergulhado em solventes ou substâncias que contenham acetona na sua composição
  • Evitar que o terminal condutor de luz toque a resina a ser polimerizada. Isso fará com que os resíduos não obstruam o feixe de luz;
  • O equipamento não pode sofrer quedas;
  • Caso a ponteira condutora de luz seja danificada (quebra, riscos ou sujeiras que não possam ser retirados facilmente), esta deve ser encaminhada para a manutenção e realização de um novo polimento ou substituição;
  • Jamais utilize iodopovidona, glutaraldeídos ou produtos clorados, pois com o tempo podem produzir ataques superficiais sobre o corpo do instrumento;
  • Não tente reparar componentes defeituosos ou substituir por partes de outro aparelho. Somente com a utilização das peças originais é garantido o perfeito funcionamento do aparelho;
  • Após cada ciclo de utilização, remova a ponteira condutora de luz e o protetor ocular.
Limpeza e assepsia

Outro fator importante que possibilita uma maior durabilidade, é a conservação através da limpeza e assepsia. Em suma a assepsia habitual ou corrente deverá ser feita antes e depois do atendimento de cada paciente, garantindo que nenhuma contaminação ocorra de um paciente para outro.

A ponteira de fibra óptica pode ser esterilizada em Autoclave a 134°C a pressão de 2,3 kg/cm2. Já a ponteira de polímero NÃO deve ser autoclavada. Para efetuar a limpeza e desinfecção do seu equipamento, pode-se utilizar substâncias bactericidas bem como:

  • Lenços umedecidos com líquido desinfetante de superfície;
  • A limpeza dos óculos, do protetor ocular e da ponteira condutora de luz pode ser realizada utilizando lenços descartáveis umedecidos com álcool 70%, assim como, lavados com água e sabão neutro.
Considerações finais

De acordo com alguns autores, independente do fotopolimerizador utilizado, a qualidade da luz é de fundamental importância para o sucesso clínico dos procedimentos realizados com materiais resinosos.

Assim, a intensidade ou densidade de potência da luz emitida preconizada é de 470 mW/cm2 para adequada fotopolimerização de incrementos dos compósitos de até 2 mm.

Portanto, apesar de toda a preocupação quanto à qualidade da luz emitida e técnicas de fotopolimerização, estudos demonstram a falta de conscientização dos profissionais quanto à manutenção de seus aparelhos fotopolimerizadores. Foi constatado que muitos profissionais realizam a troca da lâmpada halógena apenas depois que esta queima.

Além disso, não é realizado o monitoramento da intensidade de luz dos seus aparelhos com um radiômetro.

O correto é que um protocolo de manutenção preventiva e periódica dos aparelhos fotopolimerizadores seja feito, o que, dessa forma, poderia evitar a diminuição excessiva da intensidade de luz emitida.

A Sanders do Brasil possui soluções para biossegurança, como autoclaves, lavadoras ultrassônicas, reprocessadoras de endoscópios, termodesinfectoras, entre outros, todos equipamentos destinados a segurança do paciente e dos operadores.
Conheça nossas linhas de produtos, acesse nosso site: www.sandersdobrasil.com.br

Como desenvolver o controle e a prevenção de infecções em odontologia.

Os profissionais de saúde dentária, sua equipe e os instrumentos utilizados em seu consultório estão constantemente expostos a tecidos orais potencialmente infectados, saliva e sangue. Por isso é essencial que esses profissionais verifiquem sempre se o controle e a prevenção de infecções cruzadas estão sendo promovidos em seu consultório, tanto para os pacientes quanto para os membros da equipe.

Conhecimento e Treinamento para o controle e a prevenção de infecções

A princípio o primeiro passo em direção a um consultório protegido e livre de infecções é a conscientização.

Consciência e conhecimento estão entre os requisitos essenciais para o controle e prevenção de infecções em odontologia.

Todas as partes envolvidas no tratamento odontológico devem estar cientes dos possíveis processos de disseminação de doenças dentárias de um paciente para outro. Três partes estão envolvidas:

  • O paciente – Os pacientes devem estar cientes e educados quanto ao controle de infecções. É preciso deixar claro como eles podem desempenhar seu papel na prevenção da propagação de uma infecção de um paciente para o outro.
  • Profissionais de Odontologia – Os dentistas são os responsáveis por educar e treinar os membros da sua equipe, é importante deixar claro sobre a importância do controle de infecções cruzadas e os riscos que estarão expostos caso não cumpram com as regras de controle.
  • Profissionais de saúde bucal – Todos os profissionais ligados a saúde bucal precisam manter seus conhecimentos atualizados através de todas as fontes possíveis, assim ele adquire conhecimento e podem auxiliar outros profissionais, membros da equipe e os pacientes.
Compromisso Ético

Obter o máximo de conhecimento e entendimento possível, ainda não é o suficiente. Um profissional deve possuir um compromisso ético e profissional, garantindo o controle de infecções e doenças. Educação e atenção plena, obviamente, ajudarão a desenvolver esse compromisso.

Adesão às normas e diretrizes

A responsabilidade de fornecer padrões e diretrizes para práticas mais seguras é supervisionada em nível nacional e internacional pelo órgãos responsáveis. Os profissionais de odontologia devem atender os requisitos em seu município, bem como os padrões internacionais. 

Padrões básicos de segurança para o controle e a prevenção de infecções

Alguns padrões de segurança são básicos e essenciais, precisam ser adotados com todos como rotina, sem qualquer conhecimento prévio de status de infecção do paciente. Além disso esses padrões precisam ser seguidos para que os riscos de transmissão de infecções sejam minimizados.

Padrões de Segurança
Higienizar as Mãos 

A higienização das mãos é sem dúvidas a medida de proteção mais crucial contra a infecção cruzada em ambientes dentários. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que os profissionais de saúde lavem as mãos antes e imediatamente após a realização de qualquer atendimento ou procedimento. Para exames de rotina, pode-se lavar as mãos com sabão ou detergente à base de álcool. No entanto, para procedimentos cirúrgicos, deve-se realizar uma lavagem cuidadosa das mãos, juntamente com a limpeza sob as unhas.

Roupas e artigos de proteção

Os equipamentos de proteção individual (EPI), são muito eficazes na prevenção da transmissão de doenças em ambientes dentários. As luvas formam uma barreira adequada e impedem a passagem de bactérias do sangue e dos fluidos corporais dos pacientes. Da mesma forma, máscaras e óculos são altamente eficazes contra a prevenção da transmissão de infecções transmitidas pelo ar. Além disso, recomenda-se que os profissionais de saúde bucal usem mangas compridas, como barreiras de proteção.

O gerenciamento adequado dos resíduos

Produzidos durante o procedimento clínico odontológico deve ser assegurado que eles não se tornem uma fonte de infecção para os pacientes e os profissionais de saúde.

Manuseio e descarte de agulhas e objetos cortantes

Certamente que a maioria dos procedimentos odontológicos requerem o uso de instrumentos cirúrgicos cortantes, que podem atuar como fonte de infecção cruzada, se não forem descartados adequadamente.

 As práticas odontológicas devem ter processos definidos para garantir as extremidades de trabalho dos instrumentos descartáveis ​​antes de descartá-los. Por outro lado, instrumentos afiados reutilizáveis ​​devem ser adequadamente esterilizados antes de serem reutilizados no próximo paciente.

Limpeza, descontaminação e esterilização 

A esterilização garante que todos os microrganismos, incluindo esporos na superfície dos instrumentos dentários, sejam destruídos, reduzindo as chances de infecção cruzada. Portanto uma solução avançada que abrange o processo de descontaminação e esterilização do início ao fim manterá você coberto e proporcionará a tranqüilidade necessária para se concentrar no tratamento de seus pacientes. 

Certifique-se de que seu fornecedor de soluções possa responder a todas as etapas do processo com o seguinte: um limpador ultrassônico para eliminar descartes duros, uma máquina seladora para garantir armazenamento estéril adequado até a reutilização dos instrumentos, uma lavadora desinfetadora alta qualidade de desinfetar os instrumentos antes que eles entrem no esterilizador e, mais importante, uma autoclave avançada que fornecerá resultados de alta qualidade sem compromisso. 

Ter equipamentos de ponta pode tornar o processo fácil e aumentar a produtividade, deixando mais tempo para se concentrar no atendimento ao paciente.

Precauções especiais de controle e a prevenção de infecções para pacientes em risco

Precauções devem ser praticadas com pacientes que sofrem de doenças infecciosas como HIV, hepatite B e C:

  • Infecção  transmitida pelo ar – a proteção contra infecções transmitidas pelo ar exige imunização contra gripe, tuberculose ativa ou varicela. Isso também pode envolver o uso de máscaras respiratórias imunizadas, de preferência em salas com pressão negativa.
  • Precauções de contato  – Recomenda -se o uso de aventais e luvas de plástico durante as operações. Eles devem ser usados, por exemplo, contra MRSA, telhas ou Impetigo.
Limpeza da linha de água da unidade odontológica 

Outra fonte potencial de infecção na prática odontológica é a linha d’água. Uma linha d’água dedicada deve ser providenciada para esterilização e para instrumentos que exijam água durante o uso, como peças de mão odontológicas, raspadores ultrassônicos etc. A inspeção regular da linha d’água também é necessária para evitar a formação de biofilme que pode resultar em infecção.

Vamos resumir

Da mesma forma o objetivo dessas medidas é prevenir e controlar a infecção, e elas devem se tornar uma parte essencial dos valores essenciais de qualquer clínica odontológica. Dentistas e gerentes de clínicas são encarregados da segurança de seus pacientes e da equipe odontológica. 

Portanto, eles devem conceber um processo abrangente em sua prática para minimizar a transmissão de infecções e criar um ambiente seguro para seus pacientes e equipe odontológica. 

Sob o mesmo ponto de vista, se sua prática seguir as diretrizes de controle de infecção combinadas ao uso de produtos e soluções de processamento estéril de alta qualidade , certamente você será classificado entre os melhores do campo. 

É claro que um profissional de odontologia que enfatiza a segurança, não apenas porque é necessário, mas como algo de valores, vale a pena ser confiável e respeitado pelos pacientes.

A Sanders do Brasil possui soluções para biossegurança, como autoclaves, lavadoras ultrassônicas, reprocessadoras de endoscópios, termodesinfectoras, entre outros, todos equipamentos destinados a segurança do paciente e dos operadores.
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Coronavírus e as Clínicas de estética: práticas de prevenção.

Pessoas ao redor do mundo estão enfrentando um novo inimigo invisível. O coronavírus, causador da doença Covid-19, teve inicio em dezembro de 2019 , na cidade de Wuhan, na China.

O que parecia distante, infelizmente hoje tornou-se uma realidade no Brasil.

Portanto cabe agora a cada um de nós assumirmos o nosso papel para a prevenção do contágio e proliferação dessa e de outras doenças que só podem ser evitadas através das normas de biossegurança.

Para uma clínica de estética por exemplo, os riscos de contaminação pelo coronavírus tornam-se eminentes.

Portanto entenda como manter a biossegurança e evitar a proliferação dessa ou de qualquer outra doença em sua clínica de estética.

Como o esteticista pode se precaver contra a COVID-19

Primeiramente o uso de EPI’s Equipamentos de Proteção Individual, tornam-se indispensáveis para evitar a transmissão do coronavírus ou qualquer outra doença transmissível. Alguns desses equipamentos são:

1. Máscara

Entre os possíveis meios de transmissão do vírus, a principal são pelas gotículas de saliva, liberada durante as tosses e espirros. Por isso o uso de máscaras é indispensável.

As máscaras não evitam o contágio, pois outros orifícios ficam expostos, mas evitam que o vírus seja espalhado através de tosses e espirros.

Fora da clínica, quem precisa usar máscaras? Apenas pessoas contagiadas ou com sintomas da doença. 

2. Jaleco

Outro EPI muito importante é o jaleco, os clientes podem ter utilizado de diversos meios de transporte para chegar até a clínica, carro, ônibus ou rua. O jaleco em si fica estritamente no ambiente da clínica, evitando que o profissional leve microorganismos nocivos, levados por clientes, para dentro de suas casas.

3. Luvas descartáveis

A maior parte do trabalho realizado por esteticistas é feito com as mãos. Porém as mãos tocam inúmeras superfícies, que podem estar carregados de bactérias e conter o vírus.

Por isso as mãos acabam sendo um meio perigoso de contágio, seja na pele ou debaixo das unhas. Portanto a melhor forma de não levar isso até seus clientes é com a utilização de luvas.

Para que o cuidado seja tomado de forma correta, é preciso fazer a anti-sepsia das mãos antes de colocar as luvas, assim como é indicado que seja feito das mãos dos clientes também.

4. Touca

Pode não parecer, mas o cabelo também é responsável por carregar muitas sujidades. E seu uso é indispensável para a saúde estética.

Assepsia do ambiente e materiais

Falamos sobre você e seus EPI’s. Mas e a clínica?

Quais cuidados devem ser tomados na clínica de estética contra o coronavírus.

É imprescindível que o ambiente esteja o mais limpo possível para diminuir o risco de contaminação do COVID-19. Para isso pode-se usar álcool 70% para assepsia de materiais e bancadas de trabalho. Lembre-se de aplicar o produto com papel toalha ou uma gaze de algodão, e fazer o descarte em seguida.

O descarte correto dos materiais também é uma medida importante que garantirá não só a higiene, mas também a segurança da clínica e de seus profissionais. Essas táticas, embora destinadas para o novo coronavírus, também ajudariam a conter outras enfermidades contagiosas e tão ameaçadoras quanto ele. 

Outro fator tão importante quanto a assepsia da clínica é a esterilização dos materiais e acessórios que você utiliza em seus atendimentos. Você pode utilizar uma autoclave para realizar esta limpeza.

Esterilização dos materiais e equipamentos
  • Produtos: o ideal é usar materiais devidamente limpos e assépticos ou descartáveis para retirar o produto da sua embalagem; 
  • Maca: antes de fazer a troca do lençol descartável, deve-se aplicar álcool 70% na superfície da maca;
  • Equipamentos: com um algodão umedecido com a solução antisséptica, friccionar por no mínimo 30 segundos por toda a extensão do acessório que entra em contato com a cliente (eletrodos, manoplas, canetas, etc.); 
  • Procedimentos: é muito importante a assepsia das mãos do cliente antes de iniciar o tratamento, para evitar contaminação.

Dê preferência aos materiais autoclaváveis, como, por exemplo, os pincéis para peelings químicos autoclaváveis.

Converse com o cliente sobre o coronavírus

Nesse momento critico em que vivemos, todo cuidado ainda é pouco. Portanto para evitar o contágio do Coronavírus, o diálogo é muito importante. 

Se seu cliente apresentar qualquer sintoma de gripe ou febre, por exemplo, procure remarcar a sessão para outra data. O mesmo vale para você. 

Quando receber o cliente em clínica, ofereça álcool 70% para a antissepsia das mãos, e tome todas as precauções que conversamos acima. 

Importância da biossegurança contra o coronavírus

Manter uma boa imagem em relação à biossegurança na atuação profissional, funciona também como um diferencial para o esteticista, que reforça o seu compromisso com a saúde do cliente e o seu próprio bem-estar. 

A rotina dos estabelecimentos tem mudado muito desde o anuncio da pandemia. Na área de beleza não foi diferente, pudemos reparar uma queda expressiva na quantidade de clientes que ainda frequentam as clínicas de estética. Por isso para os profissionais que ainda continuam com as portas abertas, realize os serviços oferecendo o máximo de segurança para os clientes, tome todas as medidas de biossegurança e demonstre que o o cliente estará seguro em sua clínica.

A Sanders do Brasil possui soluções para biossegurança, como autoclaves, lavadoras ultrassônicas, reprocessadoras de endoscópios, termodesinfectoras, entre outros, todos equipamentos destinados a segurança do paciente e dos operadores.
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Reprocessamento de equipamentos para a saúde: regras da ANVISA.

Certamente não existem dúvidas de que todo reprocessamento de equipamentos feito nas unidades de saúde, é um procedimento complexo e de suma importância, cujo principal objetivo é evitar que ocorra infecções, presença de endotoxinas, biofilmes, perda da integridade do material entre outros.

Além disso, há uma preocupação com eventos adversos relacionados aos resíduos de material imunológico de um paciente para outro.

Por meio de equipamentos mal reprocessados ou reações decorrentes de resíduos de produtos mal utilizados durante a limpeza do artigo.

Desse modo, é de suma importância que o profissional responsável pelo reprocessamento desses equipamentos seja altamente capacitado e tenha profundos conhecimentos sobre crescimento microbiano, curva de crescimento, morte microbiana, esporos bacterianos, endotoxinas, carga microbiana (bioburden), biofilmes, resistência microbiológica, príons, entre tantos outros.

Além de características como: responsabilidade, iniciativa, equilíbrio emocional, trabalho em equipe, capacidade organização.

Essas características são exigidas rotineiramente nesta atividade de extrema importância em uma unidade de saúde.

É preciso contar também com equipamentos de qualidade como circuladores, lavadoras, pistolas de limpeza e secadoras.

Esses equipamentos são essenciais para garantir a qualidade do processo.

O que é reprocessamento?

O reprocessamento trata-se de um procedimento de Limpeza, desinfecção e esterilização de materiais ou instrumentos hospitalares.

Esse procedimento tem o papel de garantir a suficiência e a segurança para que esses materiais possam ser reutilizados, sem oferecer nenhum tipo de risco biológico aos pacientes.

Quais materiais podem ser reprocessados?

O reprocessamento de produtos para a saúde envolve todos os materiais hospitalares que podem ser considerados reutilizáveis.

Isso se resume aos equipamentos, aparelhos ou produtos de uso médico, odontológicos ou laboratoriais, que tenham a finalidade de prevenir, diagnosticar, tratar ou reabilitar pacientes.

Lembrando que é preciso desconsiderar a utilização de materiais de uso farmacológicos, imunológicos ou metabólicos para aplicações em seres humanos.

Quais os materiais que são proibidos para reutilização?

Outra preocupação que deve haver nos estabelecimentos de saúde é sobre a reutilização de artigos de uso único que, embora venham de fábrica contendo a identificação de “uso único”, ainda são reutilizados.

O reuso destes artigos envolve questões legais, médicas, éticas e econômicas, sendo amplamente discutido. Esses materiais são:

  • Bisturis descartáveis
  • Cateteres
  • Escalpes
  • Espéculos
  • Luvas cirúrgicas
  • Marcapasso
  • Placas e parafusos
  • Prótese vascular
  • Sondas nasogástricas
  • Sondas vesicais
  • Tubos endotraqueais
Quais são as exigências da Anvisa sobre o reprocessamento de produtos para a saúde?

Conforme as regras determinadas pela ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária, órgão responsável pelo inspeção e monitoramento da qualidade desse processo, o reprocessamento de materiais de saúde que estão contidos na categoria de “uso único” precisam atender alguns padrões que exigem o máximo de qualidade e segurança.

Quanto ao processo de registro e de rotulagem dos produtos médicos, é necessário requerer à Anvisa o enquadramento do material, definindo-o como sendo único ou reutilizável.

Após a análise dos produtos de saúde, a Anvisa definirá a categoria estabelecida, mas, apesar de o órgão estabelecer esse controle rígido de definir em resoluções as regras que garantam a segurança.

É também fundamental que os fornecedores desses materiais reutilizáveis estejam atentos aos riscos que um reprocessamento inapropriado pode causar aos pacientes e usuários, ou seja, um reprocessamento feito sem os produtos adequados pode causar danos aos pacientes.

Vantagens

Contudo o reprocessamento de equipamentos para saúde é um tema ainda muito complexo, mas essa prática oferece muitas vantagens, econômicas e ecológicas.

Com a reutilização dos produtos, automaticamente haverá menos gastos, assim como a reutilização proporciona uma menor quantidade de resíduos que precisaram ser descartados, diminuindo assim os poluentes no meio ambiente.

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Estúdios de Tatuagem e a Biossegurança

É extremamente natural que qualquer pessoa que decida fazer uma Tatuagem, opte por um profissional renomado, que ofereça um espaço específico para essa atividade sendo ele limpo e seguro, garantindo uma experiência satisfatória, deixando bem claro que essa atividade não vai oferecer qualquer tipo de risco para a saúde do cliente.

Consequentemente é de suma importância que os profissionais tatuadores estejam sempre atentos para que o seu estúdio apresente todas essas características, além de garantir que estejam também dentro das normas e regras de biossegurança estabelecidas pela ANVISA.

Tatuagem e a biossegurança

O ato de tatuar consiste na pigmentação e a perfuração da pele, ou seja, as chances de uma contaminação são eminentes, tanto para o cliente quanto para o profissional tatuador. Isso se explica devido a utilização de materiais que estão em contato direto com o ar, sangue e os fluidos corporais do cliente, que se porventura apresentar alguma contaminação pode acarretar diversas doenças.

Portanto conhecer e garantir as normas de biossegurança é essencial nesse ofício, o ato de tatuar lida diretamente com a integridade da pele do cliente, por isso, primeiramente algumas medidas de biossegurança devem ser implementadas pelos proprietários de estúdios de Tatuagem. Algumas dessas medidas são:

  • Manter-se atento aos cuidados básicos: o tatuador deve ter o hábito de lavar corretamente as mãos, no mínimo antes e após o procedimento;
  • Uso de acessórios de proteção: acessórios de uso pessoal do tatuador são indispensáveis, como luvas, aventais e máscaras;
  • Armazenamento de equipamentos: todos os equipamentos devem estar armazenados em armários limpos, que não apresentem nenhum tipo de umidade e devem se manter fechados durante todo o tempo que não estão em uso. Já os materiais que necessitam de esterilização devem ser armazenados em locais separados, limpos e secos;
  • Produtos: todos os produtos devem estar de acordo com a ANVISA, principalmente as tintas utilizadas no procedimento;
  • Materiais descartáveis: os materiais descartáveis como luvas, agulhas e lâminas devem ser eliminados logo após o uso. Lembrando que o uso de materiais descartáveis, não elimina a necessidade de práticas de assepsia e desinfecção;
  • Material esterilizado: todo o material utilizado no processo, como agulhas de Tatuagem devem ser esterilizados em autoclaves e embalados individualmente.
A segurança antes de tudo

É possível observar que muitos dos profissionais tatuadores, ainda não entenderam a real importância dos processos de biossegurança, subestimando assim as consequências de um processo malconduzido. Apesar da dificuldade em mensurar e explicar o risco inerente à prática desse ofício, os tatuadores percebem sua existência, mas a preocupação com a arte é na maioria das vezes é o que prevalece.

Em vários momentos pode-se constatar que cada profissional atua da forma diferente, de maneira empírica, sem se preocupar com normas ou protocolos de biossegurança, gerando riscos, tanto para o cliente quanto para o profissional.

Contudo é necessária a padronização do procedimento, até mesmo para que este ofício se consolide como profissão.
As ações de biossegurança no ofício de tatuar podem apontar uma nova área de atuação para o enfermeiro visto que, entre suas competências, se destacam a educação em saúde e o treinamento de pessoal em proteção da saúde do trabalhador.

Por isso é preciso que os profissionais que optam por equipamentos de aço cirúrgico, sobretudo entendam que a esterilização é um dos principais pontos para a garantia de um procedimento saudável e seguro. É recomendável que lâminas, biqueiras, agulhas e hastes sejam esterilizadas em autoclaves.

Uso das autoclaves

O uso de autoclaves resume-se em práticas rápidas e seguras, sendo a principal escolha da maioria dos tatuadores. Além disso, elas proporcionam mais economia, devido ao seu baixo consumo de energia; são resistentes, fazendo com que os tatuadores não tenham que se preocupar com manutenções frequentes, e apresentam um ótimo custo benefício.

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